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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MEMÓRIA DE CANDEIAS.


Candeias no passado possuiu dois bons hotéis, o Candeense Hotel do Sr. Américo Bonaccorsi e o Novo Hotel da Senhora Geny Resende, posteriormente do casal Manoel Alves e da Senhora Vilça Freire. Nenhum dos dois hotéis não existe mais. Estão apenas nas lembranças das pessoas mais velhas como eu.

O Candeense Hotel hospedou no seu tempo, praticamente todos os viajantes que passaram por Candeias. E muitos deles faziam em Candeias o chamado “Pião”, hospedado ali enquanto fazia a praça da redondeza. O ambiente do hotel era convidativo para os viajantes vendedores, daquele tempo, que permaneciam até 30 dias fora de casa vendendo de cidade em cidade. Não existiam essas facilidades de hoje como, transporte, telefone, internet etc. O meio de transporte era limitado a uma jardineira de 25 passageiros que fazia a linha de Formiga a Campo Belo, via Candeias. Caminhões quase não existiam. No mais tudo que entrava e saia na cidade era por intermédio da ferrovia, antes Rede Mineira de Viação e depois Rede Ferroviária Federal.
 Os vendedores trançavam uns pelos outros nas ruas vendendo aos comerciantes e ao povo residente.

O Novo Hotel, ficou sendo assim chamado após ser adquirido pela Sra. Geni do seu antigo dono, Sr.Bitu. E atendia mais aos hospedes da zona rural e famílias. Os dois hotéis serviam refeições. O Candeense Hotel ficou sendo muito conhecido por todos os viajantes que passavam por Candeias, pela panelada de galinha que era servida aos viajantes que comiam o quanto queriam. Os hotéis, como tinham restaurantes atendiam, também, não hospedes em refeições.

Existia, também, a Pensão da Vivi, que ficava situada numa velha casa onde hoje está situada a Loja do Leonardo de Sousa. Posteriormente, a pensão, acabou e a Sra. Vivi abriu um restaurante.


O Restaurante mais conhecido e que durou muitos e muitos anos foi o Restaurante Pinguim, do Lulu. Posteriormente mudou o nome para Restaurante Bifão, até encerrar as suas atividades, quando o Lulu aposentou-se. No local hoje, funciona o Restaurante da Cidinha.

Armando Melo de Castro.
Candeias MG Casos e Acasos

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MEMÓRIAS DE UM DEPRIMIDO.

   
 A depressão tem sido o mal do século. A pessoa deprimida tende a deixar de lado a saúde, mas quando alguém deixa de cuidar de si a tendência da situação é piorar. Eu tive uma fase muito difícil na minha vida, foi quando perdi minha filha Regina aos 30 anos de idade, levada por uma grave depressão, mesmo porque, a sua depressão era do tipo esquizofrênica e era realmente muito grave. E esse estado de coisa me contaminou. Pude sentir que a depressão é uma doença que contamina porque o deprimido se torna numa companhia bastante carente. Ele nos dá a impressão que não quer vencer a doença e deixa se levar pelo desânimo; entra nos remédios e ai a coisa tende a piorar.

Tirando as minhas próprias conclusões eu notei que a pessoa quando está deprimida se sente uma vitima de tudo. Parece que tudo está contra ela. É como se estivesse sem chão... É como se caísse e não tentasse se levantar; achando que seria muito difícil. Naturalmente aguardando que alguém venha lhe levantar. A pessoa deprimida quer solidariedade, mas, não aceita sugestões. Elas se julgam incompreendidas, mal amadas, abandonadas e mais uma série de pensamentos negativos.

Eu estive num estágio desses cheguei a me sentir no fundo de um poço.  Médicos me receitando remédios que me faziam prostrado, intoxicado, desanimado e até sem fé em Deus. Parecia que nada pagava a pena. A vida não era nada. Eu cheguei a pensar que a morte seria a melhor oferta que Deus teria para mim. Nem a alegria das pessoas me despertava interesse. Era como se eu quisesse me livrar da tristeza, mas, não sabia como fazê-lo e não tinha ajuda de ninguém.

Certo dia, quando ia do meu quarto até à cozinha, cambaleando feito um bêbado, pelo efeito dos remédios, resolvi partir para outra e chutei o pau da barraca. Joguei todos os medicamentos fora. E mesmo me sentindo enfraquecido sai pelas ruas, visitando pessoas doentes; conversando contando para todo mundo como estava me livrando dessa tal depressão. Procurei me alimentar melhor. Tentei me relaxar, pensava em ler um livro não conseguia, insistia. Escrevi cartas para as pessoas amigas, para os parentes distantes, para os políticos e a Deus dará! As cartas já estavam fora de moda, mas eu fiz isso. Contava para todo mundo o que se passava comigo... Desabafava ao extremo... E me curei. Aprendi que remédio aumenta a depressão. Era preciso alimentar sem muito cuidado. Antes os remédios me tiravam a fome. Agora eu comia muito ovo, muito toucinho assado e muito queijo. Sentia-me um pouco despreocupado com o peso. Não dá para tratar depressão fazendo dieta para emagrecer.

 Logo aprendi algo importante. Aprendi que: Os psicólogos e os médicos não sabem curar depressão. Um fala coisas que você não acredita ou às vezes nem fala, fica em silencio ouvindo você. Deus me livre de psicólogos, quando eles deveriam ficar falando querem só ouvir. O outro só sabe empanturrar você de remédios que transformam você numa pessoa totalmente lerda, sem ideias, sem pensamento, sem nada. Eu era deprimido, mas, imagino que o médico que me tratou era meio louco. 
Portanto, Médico e psicólogo pouco entendem de depressão, fazem apenas uma ideia. Se eu tivesse escutado esses profissionais, talvez tivesse morrido. Não é difícil curar a depressão, mas carece do esforço do deprimido. Ele terá que fazer das tripas o coração. 

Para mim, foi preciso muito esforço, talvez mais do que aquele que eu tivera para deixar de fumar. E olha que eu fumei, quase quarenta anos. Se você tem problema de depressão, tente fazer o que eu fiz quem sabe vai dar certo como deu comigo? Tente dar uma guinada de 90 graus na sua vida. Deixe que pensem que você está ficando louco... Afinal a sua depressão é algo que está roendo dentro de você. E se você ainda tem uma cabeça que pode  imaginar, não perca tempo. Quem ainda tem capacidade de pensar está inteiro. Portanto, isso pode lhe ajudar. É uma sugestão. E boa sorte.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos

segunda-feira, 30 de junho de 2014

COMENTÁRIO SOBRE O ESPIRITISMO.

                                      CONFRARIA ESPÍRITA ALAN KARDEC -Luz -MG

  Certos religiosos preconceituosos contra a Doutrina Espírita têm o hábito de dizer que o livro de Deuteronômio 18.11 condena o Espiritismo. Certa vez fui convidado por um amigo evangélico a visitar a sua igreja. E lá o Pastor falou sobre essa questão. Os Irmãos de Jeová vão ainda mais longe, eles citam a palavra “espiritismo” diretamente como se o espiritismo existisse quando Moisés escreveu o livro de Deuteronômio há 3500 anos. O Espiritismo foi fundado pelo Francês Alan Kardec, em 1857, portanto, há 157 anos.

Essa coisa de um pregador do seu púlpito, seja quem for, dizer que a Bíblia condena isso ou aquilo que a outra igreja faz, é uma forma hipócrita de querer fazer de conta que a sua religião é melhor do que a dos outros. E é por isso que não discuto religião. Todas estão enganadas em algum ponto da Bíblia. Aliás, a Bíblia é cheia de mentiras e enganos adaptados em cada uma de suas diversas traduções. Jesus, por exemplo, morreu com 39 anos e não 33 como dizem. Quem fundou a Igreja de Cristo não foi Pedro e sim Tiago, nem o menor e nem o maior. Foi Tiago irmão de Cristo, filho de José e Maria. E o símbolo do Cristianismo não era a Cruz, e sim o pão e o peixe. Mas, falando isso, com certeza haverá quem diga que eu sou um doido. A verdade é que eu jamais iria cometer um desatino de escrever isso aqui sem ter colhido informações de fontes altamente confiáveis.  

Quando analisamos um texto da bíblia devemos procurar saber quando foi escrito, para quem foi escrito e porque foi escrito. Nesse caso, portanto, entendo eu, que o espiritismo não tem nada a ver com o exposto no livro de Moisés acima mencionado pelo pastor. Isso é falta de profundidade na analise do fato oriunda de um “mal explicado versículo” por tradutores tendenciosos. O Livro de Deuteronômio foi escrito há 3.500 anos e é um livro judaico. Tratava-se de uma recomendação de Moisés para que o seu povo não procurasse os necromantes que vinham do Egito e tinham o hábito de invocar o espírito de Deus para que soprassem nos cadáveres para que esses lhes revelassem quando plantar, o que plantar e onde plantar. Coisa que nada tem a ver com espiritismo.

O espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. É uma tríplice, ou seja, Filosofia, Ciência e Religião. No espiritismo não faz batizados e nem casamentos, não tem pastores, sacerdotes e nem chefes religiosos. Não adota cerimônias de espécie alguma. 

Diz-se que o espiritismo é  ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos; que é filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde você veio” o que faz no mundo”, para onde vai, após a morte”. E ainda que seja religião porque ele tem por fim a transformação moral do homem retomando os ensinamentos de Jesus Cristo para que sejam aplicados na vida de cada pessoa. Todo espírita segue uma religião, isso porque o verdadeiro espírita não tem preconceitos.

Eu apesar de ser católico, tenho grande admiração pelo espiritismo. Inclusive fundei a Confraria Espírita Alan Kardec da cidade de Luz, no principio da década de 90, quando morei lá. Quando enfrentei certas dificuldades tendo em vista tratar-se de uma pequena cidade onde existe uma diocese. E ela hoje funciona com uma grande prestação de serviço ao povo carente da cidade de Luz. mesmo porque, para os espíritas não há salvação fora da caridade. O Espiritismo não é nada disso que ouvimos os religiosos de diversas entidades comentarem de forma banal. 

Como poderia a Bíblia condenar o Espiritismo se este surgiu quando a Bíblia já existia há séculos? Agora aqueles que confundem Umbanda, macumba, candomblé, quimbanda com espiritismo, nesse caso eu não tenho nada a falar porque não conheço essas entidades e elas não têm nada a ver com o Espiritismo, um vocábulo usado por Alan Kardec para dar nomenclatura à sua doutrina e não ser confundida com o espiritualismo.
Lembro aqui o Padre Zezinho, um dos maiores representantes da Igreja Católica, sempre disse: “Se eu estou satisfeito com a minha religião eu não vejo motivo para falar das outras”.
Armando Melo de Castro.


terça-feira, 17 de junho de 2014

IMPURO É O QUE SAI DA BOCA E NÃO O QUE ENTRA.



Existem mitos na nossa alimentação impostos pelos interesses comerciais. Quando colocaram o óleo de cozinha no mercado quase acabaram com a raça do porco, ou seja, fizeram tudo para fazer o povo aderir ao óleo e deixar a banha de porco de lado. Em Candeias o primeiro a vender o óleo de amendoim e caroço de algodão, que chegaram antes do óleo de soja, foi o Vicente da Nita, dono de uma pequena venda iniciada onde hoje reside o Sr. Aurélio Vilela. Posteriormente o Sr. Vicente transferiu o seu comércio para uma velha casa onde fica agora o Restaurante Moreira, na Avenida 17 de Dezembro.

A comida com a banha de porco era muito mais gostosa. A carne de porco farta e barata sobrava nos açougues porque o consumo da banha era maior. Existiam açougues especializados apenas em carne de porco. (Emílio Gianasi e Estevão) O fato de porco, ou seja, os miúdos eram distribuídos gratuitamente. Com essa mexida do óleo os fazendeiros e sitiantes perderam uma das principais rendas.

A carne perdeu parte do seu gosto porque os porcos de carnes mais saborosas, como o Piau e o Caruncho, que davam mais toucinho do que carne foram praticamente extintos. Os animais de hoje não têm o mesmo sabor tendo em vista que o milho e a lavagem de cozinha foram substituídos pela ração balanceada. Mas mesmo assim, a carne de porco é uma das carnes mais saudáveis e consumidas no mundo inteiro; apesar de ter sido envolvida num mito de que faz mal a saúde, reforçado pelo que diz o Velho Testamento de que o porco é um animal imundo. Sendo que isso não é verdade. Pelo contrário, a carne de porco é mais sadia do que a carne de boi e de frango e estas, no entanto, estão em primeiro lugar no consumo de nós brasileiros.

Na cidade de Formiga existiam as fábricas de Banha Didi e Gení, que o óleo de soja conseguiu tira-las do mercado injustamente. O fazendeiro plantava o milho e tratava dos porcos e das galinhas e havia fartura. É, todavia, inegável, que no passado o porco proporcionava o risco de doenças causado pela verminose desses animais, mas, isso se devia à falta de higiene com que esses bichos eram criados em chiqueiros, bebendo água suja e comendo todo tipo de porcaria; além da falta de cuidado no preparo do alimento.

É de todo patente que não só o porco, mas qualquer outro animal criado em cativeiro sem condições higiênicas, com certeza será um transmissor de doenças. Quem como eu já viu um porco criado à solta jamais concordará com a Bíblia Sagrada quando no Livro de Levítico diz que se trata de um animal impuro. Isso é puramente conceito religioso e não tem nada a ver com a carne do animal. Se olharmos isso veremos que em Mateus 15, Jesus disse que o que faz o homem impuro é o que sai pela boca.


Uma porca prenha criada às soltas prepara o seu ninho tal qual uma galinha. E se banham na lama, logo se banham na água limpa também. Portanto, meus amigos, não vamos ficar acreditando em tudo que o papel aceita. O comércio é mafioso e as pessoas para vender o seu produto capazes de tudo.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos