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sábado, 13 de dezembro de 2014

JOAQUIM, O PAI DE SANTO TARADO!

Certa vez apareceu em Candeias um cidadão que atendia pelo nome de Joaquim. Ninguém ficou sabendo se Joaquim de quê ou de quem... Sabe-se que “nas Candeias” é de bom hábito as pessoas serem chamadas pelo seu nome acrescido do nome do pai, da mãe, ou do cônjuge.  Assim por exemplo: João do Nestor, Zé do Ângelo, Carlinhos do Emílio, Luzia do Vico, Maria do Vete, Pedro da Dalva, Doca do Carneiro, Maria do Antero e por ai vai. Acontece às vezes que esse tipo de cultura pode até causar constrangimento como “Rola do Estevão... Rola do Norberto”. Isso aconteceu certa vez quando alguém perguntou à esposa do Norberto Cordeiro como se chamava e ela tranquilamente disse: “Eu sou a rola do Norberto” E o cara começou a rir sem parar deixando a pobre senhora toda sem graça.

Mas, voltando ao assunto do Joaquim de ninguém, esse não era candeense. Ninguém ficou sabendo de onde ele saiu. Uma hora diziam que viera da cidade de Formiga, outra de Itapecerica e outra de Campo Belo. E às vezes até de cidades distantes. Talvez tenha vindo através das águas, e com certeza águas de enxurradas, isso porque no pouco tempo em que se estabeleceu na cidade foi o suficiente para dar o cano na venda do Antônio do Orcilino, e aprontar com outras pessoas, inclusive com uma senhora distinta. O bichão era escolado para passar a conversa nos outros. E o meio que ele escolheu era de pessoas humildes, carentes, desprovidas de tudo... Logo, logo, ele já foi fazendo, como se diz no linguajar do futebol: foi fazendo o seu meio de campo.

Era um camarada baixo, cabeça grande, cabelo na nuca, tinha uma meia calva, tipo testa longa que lhe ia até ao meio da cabeça; cavanhaque e bigode bem aparados, olhos fundos e boca grande; nariz avantajado cujas ventas cabeludas pareciam que iam aspirar o mundo. Tinha uma voz macia e agradável. Ouvia atentamente as pessoas para depois dar a sua opinião. Estava sempre trajando calça de brim e camisa de mangas compridas, branca e de colarinho preso. Contava uns quarenta anos mais ou menos e não tinha família.

O tal de Joaquim, logo que aportou em Candeias alugou uma casa grande e velha que existia nas imediações da Praça Geraldo Cândido da Costa, e montou ali um tipo de clinica de charlatanismo e saiu anunciando que era benzedor, curador, raizeiro, pai de santo, quiromante e cartomante. Enfim, ele era tudo só não falou que era pai do diabo. Apresentado aos primeiros adeptos por um tal de Eduardinho, de Itapecerica, vendeiro estabelecido, onde hoje reside a família do Neném da Zenóbia. Diziam-se amigos e como Eduardinho era chegado nessas crenças poderia ter sugerido ao Joaquim, vir para Candeias.

Joaquim de ninguém, logo conseguiu formar um pequeno rebanho de idiotas já envolvidos na sua conversa fiada; que sob um efeito placebo, começou acreditar naquele elemento para o qual só faltava estar escrito na sua testa: “Eu sou um malandro”.

O malandro trouxe na sua tralha um secretário, um tal de Joãozinho, um mulato bem apessoado de cabelos lisos amarelados; magro, bem lavado, anca de mulher, andar de mulher, voz meio a meio. Ele orientava às pessoas a chamar o charlatão de “Pai Joaquim”, marcava consultas, recebia pelos serviços, vendia as garrafadas, inventava histórias e observava os homens que por ali passavam principalmente os mais jovens, robustos e viris.

E essa malandragem chegava a ultrapassar fronteiras, começou a vir gente de Campo Belo e Formiga e de outros lugares. Na quarta e sexta feira eram dias de incorporação. Na quarta o malandro incorporava um espírito de um tal Padre Jaci, que resolvia os problemas de relacionamento, amores desarrumados, brigas de casais etc. E nas sextas feiras ele recebia o espírito de um suposto Dr. João Napoleão, um médico que curava até câncer, apesar de que naquele tempo câncer era chamado de doença ruim. Nos demais dias ele dava passes e exercia as outras especialidades. Atendia, também, em domicilio. Dava para ver que a fonte monetária do Pai Joaquim começava a fluir ouro.

Um belo dia aparece à porta desse mundo de soluções, um carro com placa da cidade Belo Horizonte. Era um carrão. Desce ali um casal dando-se a entender tratar-se de pai e filha. O motorista corpulento, já de cabelos grisalhos, rosto bem escanhoado, trajando um terno de casimira. E a moça toda enfeitada como se tivesse vindo para um desfile de modas, deveria contar uns vinte e cinco anos. O jeito de ambos expressava tratar-se de gente inteligente e aristocrata.

Quando o Joãozinho viu aquela gente adentrar aquele ambiente totalmente desconforme para o seu porte, quase sentiu um orgasmo e lhes ofereceu um tratamento diferenciado, levando-os para um cômodo da casa onde diziam ser o escritório do “Pai Joaquim”, que naquele momento estaria em concentração, pois, entraria em transe dentro de alguns minutos. Naturalmente estaria se preparando para atender individualmente a cada um, sob o pagamento de “cinco cruzeiros” mais a venda da água energizada por ele, seguido de uma prevista garrafada que ele fabricava cujas raízes só Deus poderia dizer quais. Apenas os passes espirituais e as bênçãos eram gratuitos.

A sala cheia de gente aguardando ser chamada pelo Joãozinho, empanado num jaleco branco parecendo um enfermeiro do Hospital da Clinicas. E de repente: “---Dona Jussara, pode entrar, sem acompanhante”!
Depois de aproximadamente quinze minutos sai correndo e aos gritos lá de dentro a Dona Jussara: Ele me deu uma água para beber!!!... Ele me amoleceu... Ele me passou a mão!!!...

E o pai da moça, vai lá dentro, pega esse Pai Joaquim, dá nele uns sopapos e o nome mais bonito que saiu lá de dentro foi FDP. Nada restou ao Joaquim de ninguém, a não ser dizer que aqueles dois estavam encarnados no diabo.

É isso ai, nem todo aquele que vem em nome do Senhor, merece entrar no reino de Deus. E quem acredita em desconhecido, corre esse risco de ao invés de encontrar um pai de santo, encontrar um pai de diabo.


Pai Joaquim desapareceu no outro dia: não pagou a sua conta na venda do Antônio do Orcilino, não pagou o aluguel, afiançado pelo Eduardinho. Mais tarde chegou a notícia em Candeias de que o malandro estava em Goiás, com outro nome.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos

domingo, 16 de novembro de 2014

NO TRIBUNAL DA CONSCIÊNCIA


Francamente, eu chego a pensar que certas coisas só acontecem comigo! Eu não sou muito chegado em viagens; canso-me por pouco. Dirigindo então, nem se fala. E nas viagens de ônibus dou sempre um azar danado. Morando em Juiz de Fora, vou todo mês a Candeias visitar minha mãe e meus amigos. Estando sozinho prefiro viajar de ônibus por ser mais seguro e menos cansativo. Desço em Campo Belo, onde o ônibus da viação Gontijo me deixa no horário noturno através da linha que liga Juiz de Fora a Uberlândia. E nessas viagens, sempre nessas viagens, tem sido comum algo a me incomodar. Parece que sou azarado quando viajo de ônibus, sempre me defronto com alguma coisa que me desassossega durante a minha viagem feita normalmente durante a noite. 

Entre tantos incômodos proporcionados por parceiros de poltronas, já tive como, espirros fétidos, pés chulezentos, desodorante vencido, punzinho, punzão, ou seja, pum silencioso ou estrondoso, fétido ou não, roncos, celular dando notícia integral da vida do seu titular e outras coisas mais... Quando penso que não há mais nada para acontecer dentro de um ônibus onde estou viajando, sou surpreendido com algo novo. É de impressionar o comportamento humano e suas variedades. Quando o coletivo tem poltronas vagas é fácil, pois, conforme o dito popular, os incomodados que se afastem. Mas e quando ele está cheio?! Ai é que o bicho pega. Quero ver se doravante não viajo mais às vésperas de feriados. É terrível! Dizem que feriados que caem no sábado ou no domingo são como olhos verdes no rosto de gente feia. Mas que nada. O feriado de 15 de novembro caiu num sábado e o ônibus estava cheio.

Eram mais de 2 horas da manhã, quando tomo o “bus” na rodoviária de Campo Belo, esperando que logo fosse puxar uma palhinha; isso porque sou bom de cama dentro de um ônibus, mas, eu não sabia o que me esperava. No coletivo lotado fui encontrar a minha poltrona de número 21, cuja passagem teria sido previamente comprada, tomada por alguém que teria sido mulher e fora transformada numa jamanta de mais ou menos uns cento e oitenta quilos. Com o ônibus lotado eu não tive alternativa a não ser chamar a invasora do espaço alheio a desocupar a área. Mas quando ela se levantou e se posicionou assentada, metade da minha poltrona continuou ocupada. E a minha era do lado da janela, Quando analisei o incômodo propus a troca de assentos, porque assim eu poderia tomar um “arzinho”.

De forma sorrateira, tentei abrir a divisória das poltronas, mas como? Não tinha como?! Quando eu me assentei, eu senti que a minha lateral esquerda estava entrando na sua lateral direita. Mas eu não teria alternativa a não ser ficar de pé. Portanto fiquei assentado e espremido. Daí começou o meu suplício.
Na penumbra do ambiente eu pude ver que se tratava de uma mulher que teria comido, durante toda a sua vida tudo que a natureza lhe proporcionara. A sua estatura era de chamar a atenção. Um rosto cheio e grande; um nariz parecendo que iria aspirar todo o oxigênio local. Olhos miúdos quase fechados; a boca mostrando uns lábios enormes e vermelhos; uns cabelos curtos e pintados de roxo quaresmal e um corpo todo moldado em toucinho. E eu ali, que já não sou magro, espremido feito um limão. Parecia até uma guerra de corpos. Um querendo engolir o outro.

Assim que chegamos à cidade de Perdões, ponto de apoio da empresa Gontijo, eu desci tomei um café e comprei uma água mineral, porque sempre tenho sede durante as viagens e a próxima parada para lanche seria somente na cidade de Barbacena, a mais de 150 quilômetros dali. Fora disso só embarque e desembarque. Quando voltei a tomar o meu lugar, dada à partida do ônibus, a passageira minha parceira já teria tomado de novo o meu espaço. Começamos tudo de novo. E só me restou rezar para que a sua viagem não fosse terminar no fim da linha como a minha; que ela viesse a descer numa das próximas paradas, quando ela me pergunta que lugar era aquele de onde estávamos partindo. Perdões, disse-lhe. E numa nova pergunta, se Juiz de Fora ainda estava muito longe. Nesse momento eu pensei: Meu Deus! Qual o mal que Lhe fiz? Eu nesta situação só pode ser castigo. Eu ir daqui até Juiz de Fora nesta situação?! Clamei por Jesus! --- E a inconveniente passageira deu de querer conversar quando senti um terrível mau hálito vindo das profundezas do seu organismo. E eu pensei: Agora estou frito! Não dei papo porque o aroma do ar aconselhou-me silêncio total. Inclusive fingir de morto.

A próxima parada seria a cidade de Lavras, mas infelizmente desceram apenas três passageiros e outros três entraram para tomar os seus lugares. Continuou a viagem e a próxima parada seria São João Del Rei. E eu ali, apertado, mal acomodado com aquela invasão de espaço, um ar impuro que me confundia o bafo de onça com odor de jaratataca.

Eu com a minha garrafinha d´água me preparando para toma-la quando ela tranquilamente disse: ----“O senhor pode me dar um pouquinho da sua água para eu tomar um comprimido?”.
Passei-lhe a garrafa d’água no que ela tomou a metade e devolveu-me o resto. Agora eu com sede e sem água. Claro eu não beberia aquele resto.

Felizmente, em São João Del Rei, desceram dois filhos de Deus que deixaram as suas poltronas de herança para mim. Eu não sei o que seria de mim se eu tivesse que ir até ao fim da viagem espremido daquele jeito. A sede eu fui mata-la somente na cidade de Barbacena.

Em Juiz de Fora ao desembarcar, pude me ver cara a cara com aquela pobre mulher, naturalmente cheia de problemas de saúde devido à sua obesidade mórbida e que toda a inconveniência a mim causada não lhe teria sido por sua vontade. Talvez isso lhe tivesse deixado chateada, pelo olhar humilde e desajeitado que teria me lançado. Nesse momento doeu em mim. Senti remorsos e o tribunal da minha consciência, me condenou como filho de Deus. Eu via naquele momento o que eu deveria ter visto durante a viagem e não vi. Ela não se comportou mal. Ela apenas era uma pessoa fora dos padrões normais e que não cabia a mim julga-la a não ser sendo egoísta como teria sido.

Armando Melo de Castro
Candeias Casos e Acasos.                                                                           



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PT QUEM TE VIU E QUEM TE VÊ!


                                                Lélia Abramo, uma das principais fundadoras do PT.

Nunca votei no Lula, nunca votei na Dilma e jamais votarei neles.  O PT foi fundado por homens da melhor estirpe, artistas, intelectuais e religiosos. Eram comunistas, socialistas etc. Ser adepto desse regime é um direito. Contudo os adeptos dessa ala política o faziam com profundidade em defesa de seus pensamentos.  Eu respeito como democrata e nacionalista brasileiro o pensamento desses personagens, contudo, eu tenho uma ideologia diferenciada, sou do regime capitalista; sou antigo udenista. Entendo da liberdade ampla, porém disciplinada. Acho que o cidadão tem que acumular o produto do seu trabalho. Temos que produzir riquezas, e para produzir riquezas precisamos do rico, do capital. E como dizia o maior líder americano capitalista, Abraham Lincoln, “não se protege o pobre destruindo o rico.” E o único partido brasileiro que pensa como eu, o PSDB, partido de Aécio Neves.

O socialismo a meu ver alimenta a malandragem, a preguiça e a falta de interesses. Talvez pudesse ser bom no passado quando o homem dava como prova de sua honestidade um fio de cabelo da sua barba. Hoje, socialismo com a cultura atual, é criar malandros.  Mas, é um direito de qualquer um ser socialista, ou ser comunista, apesar de ser, no meu entender, uma grande falsidade pelo que podemos observar através dos lideres desse sistema. Eles não gostam da galinha dos ovos de ouro, porque eles não comem ovos, só comem galinhas. O socialismo é matar a galinha dos ovos de ouro.  Eles pregam o socialismo e vivem buscando o conforto do capitalismo. Veja por exemplo, Chico Buarque de Holanda, um dos filhos de um dos fundadores do PT. Ele vive exaltando e convivendo com o capitalismo.

O Partido dos trabalhadores, tendo por base um movimento esquerdista, socialista e comunista, à medida que os membros legítimos, essenciais foram morrendo, o Lula, como é de seu hábito falar que tudo foi ele quem fez, foi fazendo como os pardais, tomando conta do terreiro. Dilma veio num pacote de terroristas, um dos integrantes do PT. O PT cresceu, sem dúvida, através de Lula. Mas, num movimento totalmente contraditório aos seus princípios. Lula ganhava a imprensa através do sindicalismo anarquista no qual ele se envolveu. 

 Lélia Abramo, artista da Globo, uma das principais personalidades fundadoras do PT, uma intelectual, foi quem ensinou lula a falar em publico e corrigia o seu linguajar chulo. (Eu não li isso eu vi Lélia falar na televisão) Lélia foi uma das mais importantes fundadoras do PT em 1980, com intelectuais como Mário Pedrosa, Sérgio Buarque de Holanda, (Pai de Chico Buarque de Holanda) Apolônio de Carvalho, Paulo Freire, Antônio Candido. Ainda os irmãos de Lélia, o jornalista Cláudio Abramo e o artista plástico Lívio Abramo, e o velho intelectual Helio Bicudo, hoje criticando o uso do Bolsa Família.

À medida que os fundadores de fato e intelectuais foram morrendo, Lula foi tomando conta do terreiro como se fosse ele o fundador do PT. Lula nunca cita esses nomes, nunca fala nesses nomes. A falsidade de Lula começa com Lélia Abramo.

Armando Melo de Castro.
Candeias MG Casos e Acasos.




quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EU SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM ISSO?


Nesses meus quase 69 anos de vida eu tenho procurado ser um cidadão correto, cumpridor dos meus deveres e respeitador das leis que impõe regras à sociedade.

Sou católico apostólico romano e apesar de discordar de certas coisas dentro do catolicismo, não pretendo mudar de nomenclatura religiosa, pois, gosto da minha igreja, sou conservador dos meus princípios, sou leitor da Bíblia Sagrada, especialmente do Novo Testamento; além de ser atento aos ensinamentos de Jesus Cristo. 

Busco sempre conhecer os meus direitos constitucionais. Faço isso porque estou convicto de que os meus direitos terminam onde são iniciados os direitos dos meus semelhantes. É de minha constância revisar os meus conceitos; quaisquer que sejam; porque só não o faz os desvirtuados que têm ideia fixa. Respeito o comportamento, o pensamento e o direito das pessoas, desde que não extrapolem os princípios da sociedade organizada pelas maiorias.

Como um ser humano organizado e disciplinado sempre procuro primeiro os meus deveres para depois procurar os meus direitos. Portanto, primeiro eu respeito para depois ser respeitado.

Sei perfeitamente que ninguém tem a obrigação de concordar com as minhas ideias, mas que discordem delas com ponderação. Isso porque eu as julgo legitimas e de direito. Entendo que os desencontros ideológicos favorecem o aperfeiçoamento humano, porém, devem ser de forma racional e respeitosa. Igualitarismo não quer dizer que seja as maiorias impondo regras para as minorias e muito menos as minorias impondo leis que criam regras para as maiorias. Sou convicto de que diante de uma disputa de ideias entre minorias e maiorias apenas o diálogo conhece a razão. Apenas o diálogo poderá trazer a satisfação mútua entre esses dois polos humanos, de forma honesta, verdadeira e justa. Isto porque ninguém é dono da verdade; e tendo por si as maiorias um raciocínio maior, a imposição de força das minorias somente será destacada com a força da palavra raciocinada. Assim repudio as leis e as forças tendenciosas, especialmente o radio e a televisão, impondo mudanças que atendem ativistas ou interesses políticos que ferem os princípios da sociedade conservadora e fermentam o cérebro dos mais humildes e ignorantes.

Diante deste contexto eu procuro não confundir as coisas. Contudo, vejo urgir na sociedade brasileira uma tendência na contra mão por parte de um fragmento dentro da comunidade homossexual. Para mim, os homossexuais são dignos de respeito desde que se comportem dentro dos requisitos da sociedade. Ser homossexual não significa ser um pecador, um criminoso ou um deturpado. Ele é um filho de Deus como outro qualquer e tem o direito de pensar e agir como bem entender, desde que não fira os princípios éticos e morais da maioria que compõe a sociedade.

Homem beijando homem na rua não é uma coisa natural. Mulher beijando mulher na rua, também, não é coisa natural. Ativista desse segmento, aparentemente lúcido nas suas faculdades mentais, enfiando a mão dentro da braguilha de seu companheiro em plena luz do dia, também, não é coisa natural. Mulher vestida de homem e homem de mulher de forma escandalosa... Enfim um verdadeiro atentado ao pudor... Nada disso é natural para mim. E por que eu tenho que ver isso calado e com naturalidade? Afinal a rua me pertence também; ela é pública. E os direitos? Onde estão os meus direitos? 

As famílias que seguem à risca a cartilha da sociedade pode ver isso, mas eles não podem ouvir o nosso protesto... Onde está a plenitude do direito do cidadão brasileiro? O direito não está! Ele fugiu e foi para o discurso de políticos demagogos que por um voto seriam capazes de copular a própria mãe. Subentende-se que querem fazer com que a maioria da sociedade aceite esse tipo de coisa na marra ferindo de morte os seus princípios. Isso para mim é um comportamento rebelde, impudico, imoral, contraditório e sem dúvida uma sodomia.

A sociedade tem espaço para todos os homossexuais desde que sejam respeitosos e comportados. A sociedade não terá espaço, espero, para os devassos, que querem contrariar a natureza aos olhos de quem reconhece que Deus criou o homem e a mulher para sustentar a obra da sua criação. E aqueles que não querem participar que não participem, mas que pelo menos respeitem aqueles que estão imbuídos nessa obra Divina. Todos nós temos a obrigação de entender os princípios humanos dentro das suas intimidades. Mas o espaço público pertence à maioria de uma sociedade constituída de princípios, meios e fins. Uma união entre homossexuais poderá ser constituída diante da lei. E porque instituir essa união com o nome de casamento? Casamento para mim é uma instituição que promove a vida. É a natureza dando seguimento à vida humana.

Ser homossexual é uma coisa, agora ser devasso é outra. Buscar o amparo social para os homossexuais através de uma conscientização ideológica é legítimo e cristão. Agora impor através de novelas deturpadas, leis oriundas de uma politica tendenciosa, passeatas escandalosas, isso nada mais é do que uma contribuição para com a anarquia social; é instituir o atentado ao pudor. Fomentar o ativismo Gay é dar guarida a uma minoria desorganizada e que se comporta como excluída e vitima exclusivamente para buscar os seus objetivos através de um movimento sem consistência, quando alimentam a hipocrisia dentro da sociedade. 

Quer ser gay, veado, bicha, que seja, mas, por favor, entre para a sua alcova e feche a porta porque aqui de fora só tem espaço para os homossexuais respeitáveis que não atentam ao pudor da dignidade da família legitimada da qual eles pertencem.


Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos