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segunda-feira, 30 de junho de 2014

COMENTÁRIO SOBRE O ESPIRITISMO.

                                      CONFRARIA ESPÍRITA ALAN KARDEC -Luz -MG

  Certos religiosos preconceituosos contra a Doutrina Espírita têm o hábito de dizer que o livro de Deuteronômio 18.11 condena o Espiritismo. Certa vez fui convidado por um amigo evangélico a visitar a sua igreja. E lá o Pastor falou sobre essa questão. Os Irmãos de Jeová vão ainda mais longe, eles citam a palavra “espiritismo” diretamente como se o espiritismo existisse quando Moisés escreveu o livro de Deuteronômio há 3500 anos. O Espiritismo foi fundado pelo Francês Alan Kardec, em 1857, portanto, há 157 anos.

Essa coisa de um pregador do seu púlpito, seja quem for, dizer que a Bíblia condena isso ou aquilo que a outra igreja faz, é uma forma hipócrita de querer fazer de conta que a sua religião é melhor do que a dos outros. E é por isso que não discuto religião. Todas estão enganadas em algum ponto da Bíblia. Aliás, a Bíblia é cheia de mentiras e enganos adaptados em cada uma de suas diversas traduções. Jesus, por exemplo, morreu com 39 anos e não 33 como dizem. Quem fundou a Igreja de Cristo não foi Pedro e sim Tiago, nem o menor e nem o maior. Foi Tiago irmão de Cristo, filho de José e Maria. E o símbolo do Cristianismo não era a Cruz, e sim o pão e o peixe. Mas, falando isso, com certeza haverá quem diga que eu sou um doido. A verdade é que eu jamais iria cometer um desatino de escrever isso aqui sem ter colhido informações de fontes altamente confiáveis.  

Quando analisamos um texto da bíblia devemos procurar saber quando foi escrito, para quem foi escrito e porque foi escrito. Nesse caso, portanto, entendo eu, que o espiritismo não tem nada a ver com o exposto no livro de Moisés acima mencionado pelo pastor. Isso é falta de profundidade na analise do fato oriunda de um “mal explicado versículo” por tradutores tendenciosos. O Livro de Deuteronômio foi escrito há 3.500 anos e é um livro judaico. Tratava-se de uma recomendação de Moisés para que o seu povo não procurasse os necromantes que vinham do Egito e tinham o hábito de invocar o espírito de Deus para que soprassem nos cadáveres para que esses lhes revelassem quando plantar, o que plantar e onde plantar. Coisa que nada tem a ver com espiritismo.

O espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. É uma tríplice, ou seja, Filosofia, Ciência e Religião. No espiritismo não faz batizados e nem casamentos, não tem pastores, sacerdotes e nem chefes religiosos. Não adota cerimônias de espécie alguma. 

Diz-se que o espiritismo é  ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos; que é filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde você veio” o que faz no mundo”, para onde vai, após a morte”. E ainda que seja religião porque ele tem por fim a transformação moral do homem retomando os ensinamentos de Jesus Cristo para que sejam aplicados na vida de cada pessoa. Todo espírita segue uma religião, isso porque o verdadeiro espírita não tem preconceitos.

Eu apesar de ser católico, tenho grande admiração pelo espiritismo. Inclusive fundei a Confraria Espírita Alan Kardec da cidade de Luz, no principio da década de 90, quando morei lá. Quando enfrentei certas dificuldades tendo em vista tratar-se de uma pequena cidade onde existe uma diocese. E ela hoje funciona com uma grande prestação de serviço ao povo carente da cidade de Luz. mesmo porque, para os espíritas não há salvação fora da caridade. O Espiritismo não é nada disso que ouvimos os religiosos de diversas entidades comentarem de forma banal. 

Como poderia a Bíblia condenar o Espiritismo se este surgiu quando a Bíblia já existia há séculos? Agora aqueles que confundem Umbanda, macumba, candomblé, quimbanda com espiritismo, nesse caso eu não tenho nada a falar porque não conheço essas entidades e elas não têm nada a ver com o Espiritismo, um vocábulo usado por Alan Kardec para dar nomenclatura à sua doutrina e não ser confundida com o espiritualismo.
Lembro aqui o Padre Zezinho, um dos maiores representantes da Igreja Católica, sempre disse: “Se eu estou satisfeito com a minha religião eu não vejo motivo para falar das outras”.
Armando Melo de Castro.


terça-feira, 17 de junho de 2014

IMPURO É O QUE SAI DA BOCA E NÃO O QUE ENTRA.



Existem mitos na nossa alimentação impostos pelos interesses comerciais. Quando colocaram o óleo de cozinha no mercado quase acabaram com a raça do porco, ou seja, fizeram tudo para fazer o povo aderir ao óleo e deixar a banha de porco de lado. Em Candeias o primeiro a vender o óleo de amendoim e caroço de algodão, que chegaram antes do óleo de soja, foi o Vicente da Nita, dono de uma pequena venda iniciada onde hoje reside o Sr. Aurélio Vilela. Posteriormente o Sr. Vicente transferiu o seu comércio para uma velha casa onde fica agora o Restaurante Moreira, na Avenida 17 de Dezembro.

A comida com a banha de porco era muito mais gostosa. A carne de porco farta e barata sobrava nos açougues porque o consumo da banha era maior. Existiam açougues especializados apenas em carne de porco. (Emílio Gianasi e Estevão) O fato de porco, ou seja, os miúdos eram distribuídos gratuitamente. Com essa mexida do óleo os fazendeiros e sitiantes perderam uma das principais rendas.

A carne perdeu parte do seu gosto porque os porcos de carnes mais saborosas, como o Piau e o Caruncho, que davam mais toucinho do que carne foram praticamente extintos. Os animais de hoje não têm o mesmo sabor tendo em vista que o milho e a lavagem de cozinha foram substituídos pela ração balanceada. Mas mesmo assim, a carne de porco é uma das carnes mais saudáveis e consumidas no mundo inteiro; apesar de ter sido envolvida num mito de que faz mal a saúde, reforçado pelo que diz o Velho Testamento de que o porco é um animal imundo. Sendo que isso não é verdade. Pelo contrário, a carne de porco é mais sadia do que a carne de boi e de frango e estas, no entanto, estão em primeiro lugar no consumo de nós brasileiros.

Na cidade de Formiga existiam as fábricas de Banha Didi e Gení, que o óleo de soja conseguiu tira-las do mercado injustamente. O fazendeiro plantava o milho e tratava dos porcos e das galinhas e havia fartura. É, todavia, inegável, que no passado o porco proporcionava o risco de doenças causado pela verminose desses animais, mas, isso se devia à falta de higiene com que esses bichos eram criados em chiqueiros, bebendo água suja e comendo todo tipo de porcaria; além da falta de cuidado no preparo do alimento.

É de todo patente que não só o porco, mas qualquer outro animal criado em cativeiro sem condições higiênicas, com certeza será um transmissor de doenças. Quem como eu já viu um porco criado à solta jamais concordará com a Bíblia Sagrada quando no Livro de Levítico diz que se trata de um animal impuro. Isso é puramente conceito religioso e não tem nada a ver com a carne do animal. Se olharmos isso veremos que em Mateus 15, Jesus disse que o que faz o homem impuro é o que sai pela boca.


Uma porca prenha criada às soltas prepara o seu ninho tal qual uma galinha. E se banham na lama, logo se banham na água limpa também. Portanto, meus amigos, não vamos ficar acreditando em tudo que o papel aceita. O comércio é mafioso e as pessoas para vender o seu produto capazes de tudo.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos

quinta-feira, 22 de maio de 2014

UM TRISTE JEITO DE SER PAI

   Imagem para ilustrar o texto.

Eu contava mais ou menos uns doze anos de idade e numa manhã de domingo, quando eu ia para a missa das 8 horas na Igreja do Senhor Bom Jesus, deparei-me com um acontecimento triste, bem na esquina onde hoje esta estabelecida a Floricultura do Robson Teixeira.  

Há uns cinco metros da esquina, descendo a Rua Sidney Galdino, um casal de namorados conversava feliz da vida. Quando surge, vindo do lado da Escola Padre Américo, o pai da moça, um senhor que tinha o nome de Lacinho. O Sr. Lacinho tinha um rompante forte; morava na zona rural e tinha hábitos extremamente conservadores. E quando bateu os olhos no casal bradou em voz alta:

Vagabundo! Fia minha ocê num namora não vagabundo! Eu num vô cum a sua cara! Ocê num vai casá nunca. Ocê num tem onde caí morto. Ocê que só relá. Eu num puis fia no mundo pra rela-rela não trem à-toa. E ocê sua ordinária, toma seu rumo. Pode tirá o cavalinho da chuva porque com essa raça ruim ocê num casa memo. É mais faci ocê tê que sumi lá de casa.

Eu nunca me esqueci daquele espetáculo; daquela humilhação; daquele jeito violento de tratar uma filha e um candidato a namoro. Até hoje quando me lembro disso, vem à tona de minha mente, a moça tirando do pescoço um cordão de ouro que o rapaz havia lhe dado. E os dois chorando, quando um seguiu rua abaixo e a outra passou à frente e acompanhou o pai para a igreja. 

Era uma moça com mais de vinte anos. Eu nunca mais a vi com outro namorado. E o rapaz, posteriormente casou-se e enquanto os meus olhos vigiaram me parecia ser muito feliz com a sua esposa e seus filhos. Era trabalhador e respeitado na cidade. O tempo o fez sumir de minhas vistas. Mas, o triste fato continua guardado nos fundos dos meus olhos e nunca foi esquecido.

A violência verbal, às vezes, machuca mais do que a violência física. Esta foi uma das grandes lições que a escola da vida me deu. Ver um pai estragar a vida de uma filha pensando que estava lhe fazendo algum bem, ou decidindo por ela aquilo que deveria ter sido dela.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos

domingo, 4 de maio de 2014

EU NÃO BEBO 'PACARAI'


                                                      Foto para ilustração do texto.

Ontem eu entrei num bar aqui em Juiz de Fora a fim de tomar um copo de vinho seco. O vinho seco é muito bom para a saúde, segundo dizem. Eu faço isso de quando em vez. Afinal, o ser humano é assim mesmo, escuta sempre o que os outros falam. Quando entrei no estabelecimento conferi um casal atendendo o balcão. O homem limpava uma vitrine e a mulher lavava os copos. Sem dúvida a limpeza do local era admirável. Servido o vinho, vi quando a mulher entrou num cômodo ao fundo, tipo de uma pequena cozinha, no que dava para ver parte do interior dessa área de serviço. Num descuido dessa senhora eu a vi rodopiar o dedo indicador no nariz e o fez com muita vontade. Só de pensar que aquele dedo teria entrado no copo onde estava o meu vinho, eu já fiquei danado da vida.

Pois é meus amigos, olhem para os lados e verão quanta lambança existe ao nosso redor. Tem gente que sabe limpar um bar, mas não sabe limpar o nariz. E o vinho? Eu já teria tomado quase todo, e como não tinha como devolvê-lo fiquei apenas com a repugnância. Só quem bebe “pacarai” não vê essas coisas que a vida nos mostra no nosso dia a dia. 

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos