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quinta-feira, 9 de julho de 2015

A FLOR DO CAFEZAL.



Hoje o nosso Blog Candeias Casos e Acasos estará homenageando um seguimento muito importante da nossa cidade. Aquele que traz divísas para o nosso município; que labuta numa área de suporte financeiro e que oferece trabalho aos operários da área rural. E não poderíamos deixar de ressalvar que o café produzido nas lavouras de Candeias é de excelente qualidade.

O café como se sabe é um grão cuja produção não é fácil. Sempre quando o produtor faz uma revista na lavoura, ela está pedindo alguma coisa. Quando não é a chuva é o sol. Uma capina ou um adubo, a colheita, a secagem e dai a comercialização, coisa que não é, também, muito fácil devido à oscilação do preço de mercado. Enfim, trata-se de uma lavoura difícil de ser trabalhada e exige grande investimento e experiência.

As diferenças entre as regiões produtoras são impressionantes! Muitas regiões oferecem qualidades diversificadas para o café. A nossa região, por exemplo, produz um café de muito boa qualidade. Mas existem outras que já não produzem. A qualidade está sujeita, também, às intempéries. A mesma terra pode dar um café bom num ano e no próximo ano produzir outro de qualidade pior. Portanto, o produtor de café está sempre sujeito a esses elementos surpresa. 

Um dos grandes problemas do produtor de café é tratar-se de um grande investimento e na hora da safra ter que enfrentar a seca ou muitas chuvas prejudicando a qualidade do produto e, além disso, logo vir uma crise nacional ou internacional. Há muito tempo estamos vendo que a agricultura vem segurando a economia do nosso país. Mas, mesmo assim, isso não isenta o nosso cafeicultor dos seus riscos financeiros. 

A você produtor de café candeense, queremos registrar, nesta oportunidade, a nossa humilde homenagem de reconhecimento e agradecimento pelo que representa para a cultura e a economia do nosso município. É de todo patente que a atividade cafeeira além de oferecer mão de obra aos trabalhadores rurais, oferece, também, divisas ao município enquanto aquece o comercio local. Que todos aqueles que se dedicam a esta atividade recebam o nosso abraço, o nosso respeito, e os nossos votos de que a cada ano o seu produto possa corresponder com números progressivos ao seu labor dignificado pela história de Candeias. 


Para aqueles que não conhecem uma lavoura de café em flor, vamos mostrar uma aqui cantada na voz de Cascatinha e Inhana, a dupla sertaneja que esteve nos primeiros lugares das paradas de sucesso na década de 50 com essa música:  "A FLOR DO CAFEZAL".
video
Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

sábado, 27 de junho de 2015

PROFESSOR PEDRO QUIRINO.

                                                               Foto para ilustração do texto


Ontem 26 de junho foi sepultado, no Cemitério São Geraldo, um candeense muito ilustre. Um homem digno do maior respeito porque deixou um legado para a história de Candeias como uma referência na Educação da nossa cidade. Trata-se do professor Pedro Quirino. Um exemplo de pessoa. Um homem inteligente, culto e bem preparado para deixar cravado na nossa história o seu nome repleto de louvores.

Professor Pedro Quirino tinha excesso de humildade. Como autodidata já militava na cultura dando aulas particulares e cursos em sua residência. No entanto nunca colocou o dinheiro em primeiro lugar. Primeiro era o saber, a dedicação, o interesse pela arte de ensinar.

Posteriormente veio a se formar e dai, então, a sua contribuição foi ainda maior para a Educação. Lembro-me que certa vez fui beneficiado por ele quando no principio da minha carreira como estudante, ele deu para mim e mais outros colegas um curso de admissão ao ginásio, sem cobrar um único centavo. Éramos alunos pobres, num tempo muito difícil e o professor Pedro Quirino, tinha como interesse maior, passar o seu saber para os outros.
Ele era um homem pobre que dependia do seu trabalho para viver, mas era rico, muito rico de saber e gostava de repassar os seus conhecimentos.

Ontem, no seu velório, atento às palavras da Professora Marília Sidney, minha prima, dei uma olhadinha no retrovisor da minha vida, e me encontrei na sala da casa do Professor Pedro, recebendo dele o benefício das suas palavras, que tanto me ajudaram na vida. Naquele momento a emoção tomou conta de mim, quando eu senti o quanto Candeias estava ficando mais pobre.

Muito obrigado Professor Pedro Quirino, você não morre você apenas se encanta para passar a viver nos corações agradecidos e nas boas lembranças dos seus amigos. E nesta despedida tristonha, nada mais autêntico para homenageá-lo do que seja, a Oração do Professor, para retratar a sua imagem viva para quem não teve a satisfação de conhecê-lo.
 ORAÇÃO DO PROFESSOR                (Autor: Antônio Pedro Schilindwein)
Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Dai-me esta graça que vem do amor
Mas, antes do ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples, humano, alegre e com amor.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar.
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Mas cresçam e se abasteçam da humildade.
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.
                   
Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos






segunda-feira, 22 de junho de 2015

CANDEIAS E UMA SAUDADE!

                                                                                 
                                                                    Foto Clara Borges.
A vida é uma longa viagem cuja infância é o principio. A infância é um trecho da viagem cuja estrada não há buracos e nem tropeços. A infância é alegria, inocência e isenção de maldade; é um lugar de onde viemos e que não voltamos maisé algo que fica guardado dentro de nós como um livro de história gostoso de ler. É uma saudade gostosa de sentir de quando éramos bobinhos ou inocentes. Um tempo que a vida era fácil e simples de viver.

O tempo passa e por vezes nos perdemos nessa encruzilhada da vida: o presente, o futuro e o passado. Ai dá vontade é voltar... Mas, como não tem volta, ficamos na busca meio perdida do fim da caminhada o que seja o futuro sempre incerto. Dai, nasce à saudade do passado; a caixa onde está a infância.

É feliz, todavia, quem sente saudade do passado, ele é a certeza de que a infância foi feliz.

Hoje me despertei ainda com o escuro. Os dias são pequenos neste mês de junho parece que o tempo voa. Dei-me conta de que já estamos bem próximos do mês de julho de 2015. Ontem mesmo foi janeiro, o meu mês de nascimento. Agora mesmo já estarei arredondando os meus anos. Serão setenta pés de couve na horta da vida. Diante disso resolvi dar uma voltinha nas minhas Candeias do princípio da década de 50.

O mês de junho me trás muitas lembranças. Na praça de frente a Igreja do Senhor Bom Jesus era feita uma enorme fogueira na noite de São João. Uma fogueira tão grande que no outro dia ainda fumegava. Parece que toda a nação candeense parava naquele local para comemorar a noite de São João, enquanto na igreja era o entre e sai de pessoas buscando bênçãos.

Quem preparava esta festa era o Lico do Matadouro, cuidadosamente montava a fogueira e os bambus cheio d’água para dar os estouros. Preparava, também, o pau de sebo. Uma vara de eucalipto descascada e lixada, previamente ensebada para a meninada subir e pegar bem lá na sua ponta a maior cédula em circulação, colocada dentro de um envelope. A meninada ficava eufórica, às vezes, até em altas horas tentando e quando não conseguia o pau era cortado e o dinheiro era distribuído entre os meninos que mais teriam se destacado. Lembro-me do menino mais proeminente naquela brincadeira do pau de sebo, era Antônio Canarinho, o Mosquitinho. No seu tempo era o menino mais esperto de Candeias.

Tinha, também, o lançamento de balões e o foguetório.

Naquela mesma noite havia muitos bailes na cidade. Na antiga fábrica de Farinha do Sebastião Pecidonha, na esquina de frente o Posto do Itamar. O pagode era animado pelo Sebastião com um tambor e a sua filha Toninha, cantando e tocando o acordeon. Ali se misturavam musicas de São João, carnaval, sertanejo, boleros e muita pinga. O local tomou o apelido de “Caldeirão do Diabo”.

Na máquina de Café do Emídio Alves, era o pagode do Chiquinho Ferreira, animado pelo seu genro Amarleneo no acordeon, ele num tambor e a sua filha cantando. O repertório era sempre o mesmo, musicas sertanejas, boleros, carnaval, São João. Nos bailes de carnaval, quando o salão ficava meio fraco, Chiquinho dizia para a sua filha, casada com o sanfoneiro: Solta a jardineira minha filha (Musica de carnaval) Ai a coisa fervia.

No Clube Recreativo Candeense durante todo o mês havia quadrilha todas as noites, animadas pelos Srs. Geraldo Vilela e Alvino Ferreira.

Quando faltava luz na cidade por problemas técnicos na usina hidroelétrica do Sr. Bonaccorsi, o povo ia para as portas das ruas e os vizinhos interagiam-se nos mais diversos assuntos.

A cidade não era tão deserta como nos dias atuais. O povo saia mais; convivia mais; visitava mais, e era mais solidário porque não existia a televisão. Infelizmente as novelas prendem as pessoas em silêncio a conviver com os dramas criados na cabeça de uma só pessoa, que seja o autor de uma trama nem sempre benéfica.


Parece que as novelas roubaram a essência do sentimento das pessoas.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos

quarta-feira, 10 de junho de 2015

UM EXEMPLO DE SERVIDORA PÚBLICA!


Foto: Longuinha Ferreira da Silva.

Infelizmente, grande parte dos brasileiros não gosta de ler. O estudante brasileiro é quase sempre mal informado por ser ocioso na leitura. Antigamente quando o aparelho de rádio era caro e nem todo mundo tinha acesso a esse lazer e a televisão ainda não havia chegado, o povo lia mais por sobra de tempo.  Lembro-me de ver sempre o meu pai com um livro na mão e dizendo: “Tenho que entregar o livro na prefeitura...”. Eram poucas as pessoas que sabiam das bibliotecas públicas. E depois elas não tinham o papel abrangente como hoje. Compunham-se mais de romances, normalmente enviados por seus escritores. As bibliotecas públicas eram mais reconhecidas pela elite. Não havia, portanto, um avanço popular.




Hoje esse quadro está mudado. A finalidade da biblioteca púbica é oferecer às pessoas em geral, especialmente aos alunos e professores, a informação no sentido de dar a oportunidade de acrescentar, inovar e resgatar todo tipo de conhecimento para que o
leitor fique atento e conhecedor da realidade necessária ao cidadão.

Mas, em Candeias, apesar do avanço das bibliotecas públicas e o amparo legal, ainda, grande parte dos candeenses desconhece a importância relevante dessas instituições, como também desconhecem que o objetivo das bibliotecas públicas é servir a população sem distinção social podendo ter a participação de todos.

Apesar de que a nossa cidade de Candeias vem sendo vítima de uma administração municipal precária, a nossa Biblioteca Pública Municipal, “MARIA SALETE LOPES RIANI” vem desempenhando o seu papel com louvor graças à competência, a dedicação e o carinho com que vem sendo coordenada pela Bibliotecária, Longuinha Ferreira da Silva, é um exemplo de servidora pública, pela forma com que desempenha a sua função naquela instituição tão importante para a nossa comunidade.

Nascida em Candeias no dia 18 de abril de 1964, filha do casal Idelfonso Francisco Lopes e Ana Ferreira Lopes. Estudou na Escola Estadual Presidente Kennedy, desde as séries iniciais até a conclusão do Magistério. Em seguida graduou-se em Biblioteconomia pela antiga ESBI (Escola de Biblioteconomia), hoje UNIFOR_MG em Formiga MG. Concluindo o curso em 1984. Casada com o Engenheiro Civil Edson da Rocha, cuja união nasceu Eduardo Ferreira da Rocha.

Longuinha ama o seu trabalho e se sente realizada como profissional da Valorosa Instituição Biblioteca Pública Municipal, “Maria Salete Lopes Riani” e diz:
“Ser mediadora entre as pessoas e o conhecimento é fascinante, pois, o hábito da boa leitura nos ajuda sermos cidadãos cultos e conscientes”.

Parabéns Longuinha por estar contribuindo com a construção da História de Candeias, com amor, dedicação e competência. Você é realmente uma servidora pública exemplar e merece o respeito de todos os candeenses!

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.