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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EU SOU OBRIGADO A CONCORDAR COM ISSO?


Nesses meus quase 69 anos de vida eu tenho procurado ser um cidadão correto, cumpridor dos meus deveres e respeitador das leis que impõe regras à sociedade.

Sou católico apostólico romano e apesar de discordar de certas coisas dentro do catolicismo, não pretendo mudar de nomenclatura religiosa, pois, gosto da minha igreja, sou conservador dos meus princípios, sou leitor da Bíblia Sagrada, especialmente do Novo Testamento; além de ser atento aos ensinamentos de Jesus Cristo. 

Busco sempre conhecer os meus direitos constitucionais. Faço isso porque estou convicto de que os meus direitos terminam onde são iniciados os direitos dos meus semelhantes. É de minha constância revisar os meus conceitos; quaisquer que sejam; porque só não o faz os desvirtuados que têm ideia fixa. Respeito o comportamento, o pensamento e o direito das pessoas, desde que não extrapolem os princípios da sociedade organizada pelas maiorias.

Como um ser humano organizado e disciplinado sempre procuro primeiro os meus deveres para depois procurar os meus direitos. Portanto, primeiro eu respeito para depois ser respeitado.

Sei perfeitamente que ninguém tem a obrigação de concordar com as minhas ideias, mas que discordem delas com ponderação. Isso porque eu as julgo legitimas e de direito. Entendo que os desencontros ideológicos favorecem o aperfeiçoamento humano, porém, devem ser de forma racional e respeitosa. Igualitarismo não quer dizer que seja as maiorias impondo regras para as minorias e muito menos as minorias impondo leis que criam regras para as maiorias. Sou convicto de que diante de uma disputa de ideias entre minorias e maiorias apenas o diálogo conhece a razão. Apenas o diálogo poderá trazer a satisfação mútua entre esses dois polos humanos, de forma honesta, verdadeira e justa. Isto porque ninguém é dono da verdade; e tendo por si as maiorias um raciocínio maior, a imposição de força das minorias somente será destacada com a força da palavra raciocinada. Assim repudio as leis e as forças tendenciosas, especialmente o radio e a televisão, impondo mudanças que atendem ativistas ou interesses políticos que ferem os princípios da sociedade conservadora e fermentam o cérebro dos mais humildes e ignorantes.

Diante deste contexto eu procuro não confundir as coisas. Contudo, vejo urgir na sociedade brasileira uma tendência na contra mão por parte de um fragmento dentro da comunidade homossexual. Para mim, os homossexuais são dignos de respeito desde que se comportem dentro dos requisitos da sociedade. Ser homossexual não significa ser um pecador, um criminoso ou um deturpado. Ele é um filho de Deus como outro qualquer e tem o direito de pensar e agir como bem entender, desde que não fira os princípios éticos e morais da maioria que compõe a sociedade.

Homem beijando homem na rua não é uma coisa natural. Mulher beijando mulher na rua, também, não é coisa natural. Ativista desse segmento, aparentemente lúcido nas suas faculdades mentais, enfiando a mão dentro da braguilha de seu companheiro em plena luz do dia, também, não é coisa natural. Mulher vestida de homem e homem de mulher de forma escandalosa... Enfim um verdadeiro atentado ao pudor... Nada disso é natural para mim. E por que eu tenho que ver isso calado e com naturalidade? Afinal a rua me pertence também; ela é pública. E os direitos? Onde estão os meus direitos? 

As famílias que seguem à risca a cartilha da sociedade pode ver isso, mas eles não podem ouvir o nosso protesto... Onde está a plenitude do direito do cidadão brasileiro? O direito não está! Ele fugiu e foi para o discurso de políticos demagogos que por um voto seriam capazes de copular a própria mãe. Subentende-se que querem fazer com que a maioria da sociedade aceite esse tipo de coisa na marra ferindo de morte os seus princípios. Isso para mim é um comportamento rebelde, impudico, imoral, contraditório e sem dúvida uma sodomia.

A sociedade tem espaço para todos os homossexuais desde que sejam respeitosos e comportados. A sociedade não terá espaço, espero, para os devassos, que querem contrariar a natureza aos olhos de quem reconhece que Deus criou o homem e a mulher para sustentar a obra da sua criação. E aqueles que não querem participar que não participem, mas que pelo menos respeitem aqueles que estão imbuídos nessa obra Divina. Todos nós temos a obrigação de entender os princípios humanos dentro das suas intimidades. Mas o espaço público pertence à maioria de uma sociedade constituída de princípios, meios e fins. Uma união entre homossexuais poderá ser constituída diante da lei. E porque instituir essa união com o nome de casamento? Casamento para mim é uma instituição que promove a vida. É a natureza dando seguimento à vida humana.

Ser homossexual é uma coisa, agora ser devasso é outra. Buscar o amparo social para os homossexuais através de uma conscientização ideológica é legítimo e cristão. Agora impor através de novelas deturpadas, leis oriundas de uma politica tendenciosa, passeatas escandalosas, isso nada mais é do que uma contribuição para com a anarquia social; é instituir o atentado ao pudor. Fomentar o ativismo Gay é dar guarida a uma minoria desorganizada e que se comporta como excluída e vitima exclusivamente para buscar os seus objetivos através de um movimento sem consistência, quando alimentam a hipocrisia dentro da sociedade. 

Quer ser gay, veado, bicha, que seja, mas, por favor, entre para a sua alcova e feche a porta porque aqui de fora só tem espaço para os homossexuais respeitáveis que não atentam ao pudor da dignidade da família legitimada da qual eles pertencem.


Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

CANDEIAS, MINHA TERRA QUERIDA.


A nossa Candeias está tendo problemas com o abastecimento d’água. Se não estou enganado essa estrutura que se encontra para fornecimento do precioso líquido da vida, já está beirando os 50 anos. E tudo indica que não foram feitos novos investimentos durante todo esse tempo. E o que estão falando os dirigentes do município a respeito disso?  Quais as providências que as autoridades constituídas do município têm tomado? Onde anda a Prefeitura? Onde anda a Câmara de Vereadores?  Será que estão esperando a água acabar de vez para começar a tentar resolver o problema da água em Candeias?

Nos municípios onde estão se cuidando não faltará água. O povo de Candeias tem que votar em pessoas como tivemos no passado, pessoas como Dr. Zoroastro Marques da Silva; Américo Brasiliense de Paiva; Francisco Quintino da Silva. Dr. José Pinto de Resende; João Pinto de Miranda; Nestor Lamounier, políticos exemplares cujos nomes os atuais ocupantes dos poderes executivo e legislativo candeenses, deveriam ter como exemplos; esses homens não ficavam chocando os problemas em Candeias não. Eles iam a Belo Horizonte e traziam recursos para o nosso município. 

Viajavam nos seus próprios veículos porque à época a Prefeitura não tinha um carro oficial. Os prefeitos ganhavam uma ninharia, e às vezes, se abdicavam dos salários em benefício de alguma causa como foi o caso do Sr. Nestor Lamounier que cedeu o seu salário em benefício do então, “Ginásio de Candeias” que era gratuito. Os vereadores não tinham salário. Mas eles tinham amor na sua terra e respeitavam o povo que os elegiam.

Grandes vultos da politica nacional visitaram Candeias no passado. Hoje só aparecem por aqui candidatos sem conotação. E quando vêm estão de mãos vazias e promessas vagas. É preciso que os representantes do povo de Candeias corram atrás. Se não for lá buscar não vem nada não. Esses nossos políticos atuais precisam deixar de serem tímidos e desprovidos, só sabem ficar bajulando esses deputados do Baixo Clero.  Esses só sabem dar iluminação para campos de futebol e esmolas, coisas que não atende a população. Isso não é política.

Portanto meu amigo lembre-se que o seu título de eleitor é um titulo de direito que você tem de votar pelos destinos da sua terra. O titulo de eleitor é o seu titulo de propriedade do direito de cidadão. Lembre-se, também, que aquele que você elege não é eleito para administrar a vida em particular do povo. Ele foi eleito para administrar o bem estar da nação; administrar o patrimônio do povo, para ouvir o povo, para atender o povo e não para fazer favor em benefício de seus apaniguados.

Se o eleitor vota em troca de favores ele está vendendo a sua dignidade, está vendendo o seu voto. Voto não é produto de venda, voto é o símbolo da sua dignidade. Pense nisso e não vote de qualquer jeito. Vote nas pessoas que amam o Brasil e não nesses candidatos que só sabem olhar o lado deles. Só sabem prometer e não cumprir e ainda tentam fazer o seu voto de objeto de troca.
Você meu amigo conterrâneo, é uma célula da nação. Você é, também, um responsável. Não deixe que venham a usurpar de você o que é de mais nobre perante um país democrático. Não vote em quem já provou que não faz. Que não trabalha. Que enrola. Enfim, não vote em quem dorme o dia que ocupa o cargo político e só vai acordar às vésperas de outra eleição.

Armando Melo de Castro (Um eleitor candeense)

Candeias MG Casos e Acasos.

domingo, 21 de setembro de 2014

ISSO FOI HÁ MUITOS ANOS!


Como vem acontecendo nos diversos pontos do país, em nossa querida Candeias, também, começa-se a conviver com o problema da falta d’água. Esse transtorno ainda não havia assolado a nossa cidade, contudo, é chegado o momento de uma conscientização sobre o consumo do líquido da vida, mesmo porque, todos nós conhecemos o que representa a falta d’água. Ela é crucial em todos os sentidos. É como se a vida parasse. Entretanto, infelizmente, nem todas as pessoas têm consciência disso e muitos desperdiçam. Está patente que o momento não permite lavações de carros e nem de calçadas. Isso pode ficar para depois.

A falta da água está ameaçando o mundo. Existe um movimento na Europa que está advertindo que duas em cada três pessoas, em todo o mundo, correm o risco de ficar sem água até 2025.

Não faz muito tempo, em Candeias, havia água com sobra. A diminuição do produto está desproporcional ao crescimento da cidade, ou seja, enquanto a cidade cresce pouco, a água diminui muito. Portanto, tudo indica que a situação tende a se agravar, principalmente, se não houver uma inteiração dinâmica por parte dos políticos candeenses. E lamentavelmente os representantes do povo candeense não têm correspondido com competência. Esperamos que coloquem essa questão nas prioridades e que o povo venha ser informado das providências a serem tomadas.

O povo de Candeias precisa ficar atento a esse problema que promete sérios transtornos para o futuro se providências não forem tomadas.

O problemas da falta d'água  são cruciais. Afora a quebra das plantações, o dia-a-dia da população torna-se insuportável. Uma casa com idosos, com crianças, os hospitais, enfim, onde há vida há a necessidade da água. Mas, foquemos aqui um local dentro da nossa casa, quando está cheia de visitas, ou diante de um problema qualquer. Vejamos, o que aconteceu certa vez no Grupo Escolar Padre Américo, onde eu estudava quando fazia o curso primário:

Por um motivo de ordem técnica ocorrido na época, certa vez faltou água na cidade durante cinco dias. As aulas não foram suspensas por causa disso. Havia alguns filtros de barro e dois tambores que serviam de depósito para molhar as plantas e que ficavam disponíveis para dar a descarga nos vasos sanitários. Portanto, após o recreio, o Sr. Erasto de Barros, o porteiro da escola pegava um balde e dava descarga nos vasos, mesmo porque a caixa própria já teria se esvaziado. E como o lavatório do banheiro estava sem água e papel higiênico nunca existia, no último dia da semana foi uma tremenda bagunça feita por quem veio a usar o banheiro. E o Sr. Erasto de Barros, que tinha a língua solta, falou alto e em bom som: " Esses merdas estão esparramando merda  pra todo lado. Tem merda nas paredes, tem merda no botão da descarga, tem merda no botão da luz, parece que tá todo mundo limpando o dedo no botão."

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

NB) A minha amada Escola Estadual Padre Américo é hoje um modelo de escola. Um abraço a todas a professoras, auxiliares, alunos e a minha querida prima Marília.








domingo, 14 de setembro de 2014

LEMBRANÇAS DE CANDEIAS.


Foto do Álbum de Clara Borges.

Lembro-me de quando Candeias não tinha sequer uma rua calçada. A Rua Coronel Marques, chamada de Rua da Estação era o cartão de chegada de quem vinha de fora. E era triste. Se fosse aos tempos de chuva, os viajantes sofriam com suas malas no meio do barro. Esta, contudo, foi a primeira rua de Candeias a receber calçamento. E o pedreiro que o fez foi um senhor chamado Ilídio.

Lembro-me que naquele tempo os meninos trabalhavam. Vendiam pão, doces, biscoitos, pastel, verduras e frutas, na rua.  Muitos engraxavam sapatos. Eu por exemplo engraxei muito sapato aos domingos na Rua Professor Portugal. Outro que foi meu colega e que também tinha um engraxate era o Vicentinho Vilela. Naquele tempo os filhos ao invés de viver à custa dos pais já os ajudavam nas despesas. Faço-me lembrar de que o Pedro Pitanga, Dionísio Passatempo, Joaquim Passatempo, Adão Caixeiro, eram meus fregueses de engraxate.

Lembro-me da Praça Antônio Furtado, quando não tinha árvores nem bancos. Quando servia de campo de futebol para os times formados na rua. Quando era conhecida pela Praça dos Circos, pois, ali eram armados os itinerantes, circos e parques. Barracas de ciganos e ponto de aglomeração pelas festas de reinado.

Lembro-me das três sirenes que apitavam na cidade. A mais possante ficava na máquina de limpar café do Bonaccorsi nas proximidades da estação ferroviária. Ela tinha um ruído tão forte que era ouvido nos quatro cantos da cidade. A outra era, também, da máquina de limpar café do Emídio Alves, na Rua Francisco Bernardino de Sena. E a terceira era a do cinema, avisando que a sessão cinematográfica estava prestes a começar.

Lembro-me dos trens de passageiros que paravam na estação deixando e levando passageiros para os diversos pontos do país. Como era gostoso viajar de trem. Ele demorava duas horas de Candeias a Formiga, e andava sempre atrasado, mas era uma viagem tranquila. Ali dentro do trem tinha gente de toda parte e às vezes podíamos encontrar até artistas. Certa vez numa dessas viagens pudemos ver as irmãs Galvão. Uma com o violão e a outra com o acordeão. Eram jovens cantoras e estavam viajando no vagão de segunda classe. Junto com a classe proletária. Os trens tinham a primeira e a segunda classe. E como o acesso de um vagão para o outro era fácil, muitas pessoas compravam o bilhete de segunda classe e viajava no de primeira. Esperava o chefe do trem passar e picotar as passagens. No noturno tinha ainda o restaurante, onde podia tomar refeições quando a viagem era mais longe. Fora disso poderia tomar uma cervejinha ou refrigerantes.

Lembro-me do Bar do Bóvio e do Bar Piloto. Candeias não tem hoje um bar que possa ser comparado com esses dois bares. Bebidas nacionais e estrangeiras. Como não existiam nesse tempo os supermercados, latarias, azeites de oliva, ou seja, tudo que era importado ou importante era vendido nesses bares. As vendas vendiam normalmente a alimentação básica.

Lembro-me da festa do Reinado. Havia nessa festa candeenses que sumiam durante o ano e apareciam nesse tempo. A cidade ficava cheia os comerciantes vendiam muito e quando o povo que vinha de fora ia embora a cidade ficava triste. Da mesma forma era a época da Semana Santa.

Lembro-me do Carnaval em Candeias. As mães iam para levar as suas filhas. Não havia essa liberdade que existe hoje. As filhas eram preparadas para o casamento e os rapazes eram comprometidos com o trabalho quando pensavam em se casar.
Lembro-me dos domingos de verão quando vários caminhões iam até a usina que gerava a eletricidade do município e era de propriedade do Senhor Celestino Bonaccorsi. Parece que lá existia mais água. E peixe também. As pessoas nadavam, pescava, namoravam tudo dentro de grande respeito.

Mas, a lembrança que mexe e remexe dentro de mim... A lembrança que fermenta e aumenta uma grande saudade. A lembrança que entrou pelo meu cérebro e desceu ao coração e lá permanece, é o eco dos sinos da antiga Igreja Matriz chamando os fieis para o encontro com Deus; marcando o meio dia; anunciando a hora do Ângelus e anunciando, também, a ida de um filho de Deus para o céu... Esse eco é uma mistura de lembrança, saudade e tristeza.

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.