--- Oh, Gente! Buanoiti! No dia em que eu escutei essa piada, eu ri até fazê xixi nas carça. Daí, eu passei a contá ela pusôto. No dia em que eu contei pu Gerardo Dorcilino, pur pouco, ele num feiz cocô nas carça. Ele arriu, arriu, arriu, até num querê mais. É uma piadinha boba, mais, ela é bem ingraçada. Eu quero oferecê ela pus vereadô da cidade que gosta de gozá os rocero. E quem pensa que rocero é bobo, tá inganado.
A piada é assim:
Um cabôco ganhô a eleição de vereadô e ficô mitido dimais da conta. Ele tinha um carro, aí, arrumô um motorista particulá pá dá u’as vorta pas roça afora. Sentou atrais no carro, como se fosse o Presidente do Brasil ou um deputado importante. Ele era mitido dimais, sô. Mais dimais memo.
Quando foi passano perto de uma roça de mio, viu um véio capinano num solão danado de quente. Ele que divia ficá cum dó do véio, mandô pará o carro, abriu o vidro e gritô:
--Oh, caipira! Prá dondé qui eu vô, fica longe?
E daí, o pobre do véio incostou no cabo da inchada, pensô, pensô e falô prele:
---Óia, moço! Aí, vai dependê, sô. Se ocê tá indo vê aquela que te pois no mundo,  já ficô lááá atrais; Se tá indo atrais daquilo que todo mundo joga na privada, tá lááá na frente; agor’a se ocê tá quereno levá no trasêro no lugá que a galinha toma,  é aqui no meu colo, uai.
E ninguém riu. Ninguém achou graça. Ninguém entendeu o sentido da piada e, assim, Balbino apelou:
---Parece qui ninguém achô graça, sô! Tamém a gente contá piada sem podê falá:  vá pá puta que te pariu,  vá pá merda e vá tomá no rabo... Não dá né...Aí, ninguém ri, uai. E a gente fica com cara de fejão sem sale.
Assim que ele disse isso a turma caiu na risada e não parava de rir. Agora ele teria sido muito, muito engraçado.
Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos