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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O DRAMA DE UM VIAJANTE.



ontem eu passei num barzinho e vi sendo servido uma iguaria como tira-gosto daquelas que eu mais gosto e que há muito não saboreava: chouriço de sangue de porco.  Não pensei duas vezes: Tomei uma dose de cachaça Salinas e saboreei um belo pedaço do rebate. E como estava muito gostoso, repeti a dose.

Hoje ao me despertar, eu não sei se foi o chouriço ou se foi outra coisa. Dúvida dessas que sempre paira sobre nós quando não nos lembramos de tudo que comemos nos dias anteriores, e assim, ficamos sorteando uma iguaria que possa nos ter feito mal.
Sei dizer que da minha cama até ao vaso do banheiro, deve ter no máximo três metros de distância, eu cheguei a pensar que iria me acidentar nesse pequeno percurso. Mas Deus me ajudou e eu pude respirar fundo e salvo.

Dai tomei um belo banho e pude vir para o computador com a intenção de escrever um texto para o nosso Blog. Mas escrever o quê? História que floresciam a minha memória sobre merda não faltava... Mas escrever sobre merda?  A palavra merda é tida como uma palavra feia. Algo nojento e polissêmico usado na linguagem vulgar. Só de saber tratar-se de resíduos fecais, já traz uma conotação de insulto e pode até ser também uma expressão de desagrado.

Mas de repente bateu na minha cabeça a lembrança daquela crônica do famoso escritor Fernando Veríssimo, “UM DIA DE MERDA” quando ele se borrou todo no aeroporto enquanto aguardava o avião para Miami. Ai então dei uma remexida numa das gavetas do armário das minhas memórias e bem lá no fundo encontrei essa passagem de quando eu fui cobrador de jardineira, em 1962.

Nesse tempo eu pude conviver por mais de uma vez com esse tipo de drama que qualquer um viajante pode estar sujeito.

Eu tinha, então, os meus 16 anos e era cobrador de uma jardineira que fazia a linha de Candeias a Oliveira. Saia de Candeias às 6 horas da manhã e estava de volta às 6 da tarde. O motorista era o Jesus Teixeira. E foi desse tempo de minha vida que eu pude guardar coisas que até hoje fermentam o mosto das minhas lembranças.

Ananias Misael era um fazendeiro bastante conhecido pela sua sovinaria. Era conhecido pelo seu apego ao dinheiro. Dava a entender que o dinheiro era o seu deus. Apesar de ser sempre visto na casa de Deus.

Certo dia nós o tivemos como nosso passageiro, na ida e na volta. Na ida ele divertiu os demais passageiros quando se sacou de um canivete, tirou a dentadura e começou a raspá-la enquanto ia comentando com o seu companheiro de poltrona:

---“Essa dentadura foi o Zé do Otavio Martim, lá da Furmiga que feiz pra mim, cobrô barato mais tá me crucificano. Ele falô cumigo que a hora que machucá é pá rapá. Tô veno que num vai sobra dentadura”...

Após esfarelar boa parte da dentadura ele a esfregou nas calças e a colocou na boca. E de quando em vez dava uma cuspida no piso da jardineira.

Na volta, a coisa foi diferente. Quando estávamos mais ou menos no meio do caminho, ele olhou para mim e disse em voz alta:

--- “Cobradô, fala pu chofer dá uma parada porque eu tô precisando de dá uma viajinha com urgença”.

Eu, que era um menino bobo, fiquei sem saber o que realmente aquele senhor estava pretendendo, fazer uma Viajinha com urgência? Se ele estava viajando?
O Padre José Albanez, então reitor do seminário de Oliveira, estava na jardineira e vendo o atropelo verbal em que nos encontrava, resolveu nos ajudar: “Ele deve querer descer para fazer necessidades fisiológicas, disse”.

Ai então a coisa ficou do mesmo tamanho. Alias, ficou mais complicada. Eu jamais iria saber o que seria fazer necessidades fisiológicas. Isso para mim era palavra de igreja, de reza, de padre.

Mas, felizmente o João Resende, que também estava na jardineira foi mais claro e olhando para os lados, pediu-me para aproximar e falou baixo: Ele está é apertado para dar uma cagadinha. Pede para o Jesus parar...

A jardineira que trafegava na antiga estrada do João Pinto parou e Ananias desceu e nunca mais voltava. Ficou por lá um tempão e quando voltou veio chorando a perda:
“Que merda sô, tive qui limpá as parte com a cueca”. Uma cueca boa sô ainda ia longe, Pois me dero um diabo dum chouriço que divia tá perdido e eu intrei nele.  

Agora imaginem como foi o resto da viagem?

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

NÃO VAMOS VOTAR EM QUEM QUER VOLTAR.

ESSA MATERIA CIRCULOU NO ANO PASSADO PELA INTERNET E OS VEREADORES E PREFEITO DE CANDEIAS NÃO DERAM A MÍNIMA, PARECE TEREM PENSADO QUE A GENTE IRIA ESQUECER DO POUCO CASO QUE FIZERAM: VEJAM:
POPULAÇÃO PEDE REDUÇÃO DOS SALÁRIOS DO PREFEITO E VEREADORES DE CANDEIAS MG.
Os vereadores de Candeias recebem mais que parlamentares de cidades maiores (Foto: Paulo César Gomide)
Ninguém da prefeitura quis falar sobre o assunto (Foto: Paulos César Gomide)
 
Assim como em várias cidades mineiras, os moradores de Candeias, no sul do estado, estão insatisfeitos quando se fala na remuneração dos agentes políticos do município. Na cidade com pouco mais de 15 mil habitantes, os problemas são muitos. Maquinário precário, falta de remédios nos postos de saúde e atraso no pagamento dos servidores, o que deixa os candeenses ainda mais revoltados.
De acordo com a Câmara Municipal de Candeias, hoje, a remuneração paga ao prefeito Hairton de Almeida (PDT) é de R$18 mil. Já o vice, José Pedro Rodrigues Neto, o Zé Orico (PSDB) recebe R$9 mil. Os nove vereadores que ocupam as cadeiras do legislativo recebem mensalmente cerca de R$13,7 mil. Os valores foram fixados em 2012.
Para impedir um novo aumento e solicitar a redução dos salários dos agentes políticos, a população de Candeias se uniu e criou um projeto de iniciativa popular que já recolheu cerca de 700 assinaturas. Segundo um dos organizadores do projeto, Dênis José da Silva Saldanha, a motivação para criar o grupo no município veio após acompanhar o resultado do empenho da população de outras cidades do interior do estado, como Carmo do Cajuru e Perdões.
“É um movimento que tem se espalhado por toda Minas Gerais. A população está acordando e quer melhorias”, destaca.
Ainda segundo Dênis, a cidade passa por problemas como o sucateamento dos veículos públicos, a falta de remédios em postos de saúde, o atraso no pagamento de servidores municipais e até o transporte de alunos da zona rural está comprometido. Um texto pedindo a redução dos salários do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários e as assinaturas recolhidas serão protocoladas junto ao poder legislativo.
“Não houve retorno da Prefeitura e Câmara para um diálogo com a população, que não está satisfeita e exige a redução dos salários. Queremos que seja algo compatível com o que a cidade pode pagar e com a função em que eles atuam”, disse.   
Não se manifestaram
Ninguém da prefeitura quis falar sobre o assunto.
 
Assim como em várias cidades mineiras, os moradores de Candeias, no sul do estado, estão insatisfeitos quando se fala na remuneração dos agentes políticos do município. Na cidade com pouco mais de 15 mil habitantes, os problemas são muitos. Maquinário precário, falta de remédios nos postos de saúde e atraso no pagamento dos servidores, o que deixa os candeenses ainda mais revoltados.
De acordo com a Câmara Municipal de Candeias, hoje, a remuneração paga ao prefeito Hairton de Almeida (PDT) é de R$18 mil. Já o vice, José Pedro Rodrigues Neto, o Zé Orico (PSDB) recebe R$9 mil. Os nove vereadores que ocupam as cadeiras do legislativo recebem mensalmente cerca de R$13,7 mil. Os valores foram fixados em 2012.
Para impedir um novo aumento e solicitar a redução dos salários dos agentes políticos, a população de Candeias se uniu e criou um projeto de iniciativa popular que já recolheu cerca de 700 assinaturas. Segundo um dos organizadores do projeto, Dênis José da Silva Saldanha, a motivação para criar o grupo no município veio após acompanhar o resultado do empenho da população de outras cidades do interior do estado, como Carmo do Cajuru e Perdões.
“É um movimento que tem se espalhado por toda Minas Gerais. A população está acordando e quer melhorias”, destaca.
Ainda segundo Dênis, a cidade passa por problemas como o sucateamento dos veículos públicos, a falta de remédios em postos de saúde, o atraso no pagamento de servidores municipais e até o transporte de alunos da zona rural está comprometido. Um texto pedindo a redução dos salários do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários e as assinaturas recolhidas serão protocoladas junto ao poder legislativo.
“Não houve retorno da Prefeitura e Câmara para um diálogo com a população, que não está satisfeita e exige a redução dos salários. Queremos que seja algo compatível com o que a cidade pode pagar e com a função em que eles atuam”, disse.   
Não se manifestaram

FONTE:  DN  DESTAKNEWS

Essa pouca vergonha tem que acabar. O povo de Candeias precisa salvar o nosso municipio. Essa gente só pensa neles. O nosso município nunca foi tão humilhado. Os visitantes filhos da terra ficam triste quando vêm aqui. Nem placa nas ruas esses incompetentes colocam. É preciso ter muito cuidado agora na hora da eleição. Eles mentem, inventam, tentam comprar o voto das pessoas pobres e humildes, fazem tudo quanto é trapaça para ganhar o voto da pessoa humilde e pobre como se o voto dessas pessoas fossem produto de troca. VAMOS FICAR DE OLHO MINHA GENTE AME O SEU VOTO ELE É MUITO IMPORTANTE PARA CANDEIAS, PARA MINAS E PARA O BRASIL.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.