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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CEL. JOÃO AFONSO LAMOUNIER DO NASCIMENTO.


                                       Foto fornecida pelo seu neto João Batista Nestor Lamounier


O homem faz a história quando está preocupado em deixar o seu legado nessa história. Mas nem todos que participam da construção de uma história permanecem nela com dignidade. Para que o homem construtor de história possa permanecer nela, é preciso ser ambicioso, inteligente e honesto, trazendo no seu seio os mais lícitos ideais. A História não mente. Aquele que não se comporta com honradez, com certeza, estará exposto na lata de lixo da sua própria história. Estamos vendo hoje em dia que a lata de lixo da história de Candeias, de Minas Gerais e do Brasil, está cheia.

Esta foto é de um candeense que honra os anais da História de Candeias. Um homem que amava Candeias e tem o seu nome nela cravado com cravos de ouro. Trata-se do Coronel João Afonso Lamounier do Nascimento. Nascido no ano de 1850 e falecido aos 82 anos, em 1932, tendo sido sepultado no cemitério de São Francisco, no primeiro túmulo a direita junto ao portão de entrada daquele campo santo.

Coronel da Guarda Nacional, Inspetor Escolar, Juiz de Paz e líder politico do distrito de Candeias, tendo sido Presidente da Câmara Municipal de Campo Belo, quando Candeias, ainda não havia sido emancipada.
Patriarca de família numerosa teve dezoito filhos, entre os mais conhecidos podemos citar:

Sua filha Dona Julieta Lamounier Macêdo, mãe do ilustre candeense, Leônidas Macêdo (Honrado sargento da Força Expedicionária de 1945) e Antônio Macêdo, (empresário e fazendeiro candeense).

O Sr. Olímpio Lamounier, pai do Coronel Renato de Paiva Lamounier, (Coronel da Força Aérea brasileira, residente no Rio de Janeiro);

Sr. João Sidney de Souza, (pai de minha querida tia Nice);

Sr. Nestor Lamounier, (pai do Sr. João Batista Nestor empresário candeense).
João Sidney de Souza e Nestor Lamounier foram prefeitos de Candeias.

O “Sansão”, chafariz público existente na Praça da Matriz, foi importado da Escócia, pelo Coronel João Afonso.

Eu nasci no número 304 da Rua coronel João Afonso. E esse nome foi sempre para mim muito familiar.

Onde quer que esteja Coronel João Afonso Lamounier do Nascimento, receba o abraço dos candeenses de bem que jamais permitirão que o seu nome seja usurpado ou confundido, nos capítulos da História de Candeias que vem sendo escritos com a pena da incompetência, da deslealdade, e da ganância.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A ABSTRAÇÃO DA FELICIDADE.


Eu tive passagens na minha vida em momentos que cheguei a me imaginar no fundo de um buraco tão profundo que o meu céu teria ficado do tamanho da lua... Cheguei a imaginar-me dentro de uma lata de lixo do tamanho do mundo, quando fui vitima de um acidente de carro gravíssimo e mais quando perdi uma filha que desistiu da vida desfazendo-se dela da forma mais dramática possível.

Mas não me considerei perdido. A fé em Deus e a esperança sempre estiveram ao meu alcance. Sempre tive a minha consciência tranquila  e sempre quando sou julgado pelo tribunal da minha consciência, tenho a certeza da minha absolvição.

Os maiores inimigos do homem é o egoísmo, a falsidade, a mentira, a ambição pelo alheio, a falta de amor ao próximo. Tudo isso faz com que o homem venha a se destruir por si mesmo.

Aprendi que mesmo nos momentos difíceis da vida devemos buscar a felicidade. Combater as tristezas da vida é buscar a real felicidade. É colocar a felicidade perto de nós. O poeta Vicente de Carvalho, disse no seu cantar poético, que essa felicidade que todos nós sonhamos, ela existe sim, mas nós não a alcançamos porque ela esta sempre apenas onde a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos.

A verdadeira felicidade não envolve dinheiro e nem bens materiais. A verdadeira felicidade é a tranquilidade de nossas consciências isentas de culpas. A verdadeira felicidade não escolhe o lugar para entrar. Às vezes ela prefere morar num rancho ao invés de estar numa mansão. ------ Não existem castigos de Deus. ---- O que existe é o tribunal da nossa consciência que nos cobra pelos nossos erros e pelas desobediências sobre os ensinamentos de Deus.

Nós brasileiros estamos presenciando a infelicidade nos olhos de um homem que teve tudo para encerrar os seus dias como um benfeitor; um estadista; rico de aplausos e respeito. Um governante  que chegou a conseguir a aceitação de 85% dos brasileiros. No entanto, hoje se encontra à beira de um abismo da imoralidade furtado pelas suas mentiras e falsidades; pela sua ganância diante do poder que o povo lhe conferiu. Ele esteve envolvido numa felicidade falsa que acabou transformada numa infelicidade sem limites e sem recursos.

------ O Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, ---- teve tudo para ser feliz e hoje está perdido, vitima de si mesmo; teve muita felicidade, porém, uma felicidade enganosa conseguida através da mentira e do crime. Julgado e condenado  pelas leis dos homens; mas a verdadeira lei que o condena de verdade é a lei de Deus, escrita na sua consciência  ---- É a pior condenação e está bem dentro dele; é aquela que não o prende atrás das grades, é a condenação do tribunal da sua consciência, quando ele dirá para si: Sim eu roubei do povo brasileiro, eu menti para o povo brasileiro; o Moro não é mentiroso; o Ministério Público não é mentiroso e nem a Polícia Federal. Sou eu o verdadeiro Mentiroso! Isso porque no Tribunal da Consciência, a toga é o travesseiro e a sentença é de morte cravada nas suas lembranças.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

CANDEIAS, MINHA QUERIDA CANDEIAS!


Eu saia para ir à feira e encontrei-me com um vizinho de apartamento que estava indo para a Catedral de Santo Antônio, aqui em Juiz de fora, assistir a sua missa dominical. Constatei que se tratava de um vizinho meu, também, de data natalícia, mesmo porque, eu nasci aos 16 de janeiro, dia de São Marcelo, e ele dia 17, dia de Santo Antão.

Quando ele me disse o nome do santo do seu dia, eu sempre achei o nome desse santo muito feio, muito esquisito, apesar de já ter ouvido falar numa cidade do Estado de Pernambuco, chamada Vitória de Santo Antão.

Mas afinal, nomes feios não são apenas aqueles que provem do diabo. Tem cada nome de santo que eu nem sei como eles chegaram lá.

Mas ENTÃO toda vez que ouço esse nome, “ANTÃO”, como substantivo, adverbio ou adjetivo, eu busco uma passagem comigo guardada bem nos fundos das gavetas da minha memória quando era prefeito de Candeias, o Sr. João Batista de Souza, popularmente conhecido como João Bernardo. Ele foi o quarto prefeito de Candeias.

Eu sempre fui um menino tímido, acanhado e embaraçado, enfim, um menino bobo, um bobão, porém, muito curioso e usava a máxima árabe de que Deus fez o homem com dois ouvidos e uma boca, para que ele fale menos e ouça mais. ----- Portanto, não sendo um menino especula, ficava tentando entender o que os adultos falavam, em silêncio no meu canto.

Lembro-me de que eu fazia uma confusão danada com as palavras prefeito e perfeito. E quando ouvia o meu pai comentar com alguém sobre política eu me sentia muito confuso tentando entender algo sem pergunta e sem resposta.

O prefeito de Candeias, João Bernardo, morava na casa próxima a Igreja do Senhor Bom Jesus, antes da construção deste prédio da foto.

Anos mais tarde, um pouco menos bobo, e já sabendo o que era prefeito e perfeito, eu trabalhava como ajudante de mecânico na oficina do Zé do Anjo e passava todos os dias pela porta da casa do Sr. João Bernardo, sempre presente no alpendre de sua casa e já há anos fora da política.

João Bernardo tinha um automóvel pequeno, de marca Mercedes, e vivia sempre enguiçado, por já ser antigo. Ele era um freguês assíduo da oficina. Eu que o via timidamente o cumprimentava. Certo dia ele me parou e pediu-me para levar um recado sobre o seu carro. E eu aproveitei para conversar com ele, porque no verdor dos meus anos quando ele era prefeito, teria ouvido muito falar dele por ser o prefeito da cidade.

----O senhor já foi prefeito de Candeias, não pretende ser de novo?
----ANTÃO, eu acho que não. Eu tive muito prejuízo quando fui prefeito.
-----O senhor teve muito prejuízo? Prefeito não ganha nada?
----ANTÃO, ganha, mas é tão poco que a gente nem sente.
-----Parece que eu ouvi dizer que o senhor vai ser candidato...
----ANTÃO, isso num passa pela minha cabeça não. Eu deixei a minha fazendo no léo, enquanto cuidava de prefeitura.
----O senhor fez muita coisa?
----ANTÃO, eu num fiz muito purque os cobre era poco. Mas a caixa d’água nova lá do arto do cruzeiro fui eu que fiz. Foi um sirvição.

E assim encerrou o papo rápido que eu tive pela primeira vez com um ex-prefeito de Candeias, que não foi um prefeito perfeito, mas não roubava, não explorava o município subtraindo-o com altos salários em detrimento do dinheiro público, prejudicando o povo. Não era oligárquico que pensava ficar a vida toda mamando nas tetas do município, fazendo conchaves com deputados e  ferindo a democracia.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.





segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MOTORISTAS DE CANDEIAS DO PASSADO.



Às vezes, eu dou uma olhada no retrovisor da estrada da minha vida e vejo o nome de certos amigos que o tempo não consegue desfazer desses guardados da minha memória.
---- Hoje, lembrei-me de alguns motoristas de caminhão nas décadas de 50/60 em Candeias, quando nunca os vi dirigindo outros veículos, são eles:
----Geraldo do Emídio, era o motorista da Casa Bonaccorsi e dirigia um Chevrolet 1946.
---- Henrique Pinheiro era o motorista do Sr. João Sidney de Souza, e a prioridade dos seus transportes eram dormentes que o Sr. João Sidney fornecia à rede ferroviária; o caminhão era, também, um Chevrolet, 1946. –
---- Zé Maria, era proprietário de um Chevrolet 1951 e João do Artur, tinha também, um Chevrolet 195l. Esses amigos não saiam de Candeias e só trabalhavam dentro do município.
---Havia, ainda, os filhos do Zico do Carrinho, com um Chevrolet 51, Renato e Zé do Zico. –
----Naquele tempo nos parquinhos de diversões que passavam por Candeias, a maior atração era o serviço de alto-falante, que trazia as músicas que então, faziam sucesso. As pessoas aprendiam a cantar as músicas era através dos alto-falantes públicos ou pelo rádio que não era muito comum.
---- Certa vez, Renato do Zico, pagou por um pedido de música num Parque chamado Parque Estrela do Sul, a importância de 20 cruzeiros, quando que um pedido normal seria dois cruzeiros. ------Renato pagou para que o locutor do parque rodasse a música por 10 vezes seguidas para os apreciadores decora-la. --- A música se chamava: OS MANDAMENTOS DO MOTORISTA COM A DUPLA: Sulino e Marrueiro.
Bons tempos!

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.

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