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sábado, 9 de dezembro de 2017

CANDEIAS! NO RETROVISOR DA MINHA VIDA.


Hoje, 08 de dezembro de 2017, eu dando uma olhada no retrovisor da estrada da minha vida, vejo que fazem 59 anos que a minha turma de escola, abaixo mencionada, se reunia para receber o certificado de conclusão do curso primário. Isso aconteceu no dia 08 de dezembro de 1958.

Naquele tempo uma formatura do Grupo escolar Padre Américo (Hoje Escola Estadual Padre Américo) era uma grande festa. E a nossa festa não foi diferente.

Realmente, diferente era a filosofia escolar. Embora as condições das escolas fossem fracas e deixassem a desejar, os alunos saiam mais bem preparados. A disciplina era rigorosa e a ação da professora não era somente o ensinamento escolar. A professora era considerada “segunda mãe” e o que uma professora falava, estava falado; fato extremamente importante para um aluno no verdor dos anos. Interessante, e eu sinto isso hoje, é que o relacionamento entre aluno e professora era muito diferente, era um relacionamento bem mais familiar do que se vê nos dias atuais.

As provas eram muito mais difíceis do que atualmente. Não havia recurso para quem fosse reprovado. Eram duas provas: oral e escrita. A prova oral era aplicada por uma professora diferente daquela que teria sido a doutrinadora. E a prova escrita era corrigida na cidade de Formiga. Tínhamos que ficar aguardando o resultado. Quem não fosse aprovado teria que repetir o ano. Lembro-me, e jamais me esquecerei de que no ano de 1956 a minha classe foi praticamente toda, reprovada, “bombardeada”, graças aos problemas de transferência de uma professora.

Nesse dia da nossa formatura, o cinema ficou superlotado, o nosso paraninfo foi um deputado vindo de Belo Horizonte, muitos discursos e monsenhor Castro esnobou o seu discurso dentro da sua maravilhosa eloquência e o seu vasto poder de oratória.
Depois disso, cada um tomou o seu rumo. Uns ficaram em Candeias, outros foram para fora a fim de continuar os estudos; e outros acompanharam os seus pais indo morar em outros lugares.

Felizmente, a nossa professora do ano de 1958 que assinou o nosso certificado, ainda é viva e está em Candeias. Trata-se da senhorita, Maria do Carmo Bonaccorsi. – Também recebeu a assinatura da então diretora, já falecida, a senhora Maria do Carmo Alvarenga e do Inspetor, Sr. Nestor Lamounier. ---- O inspetor era escolhido e nomeado pela política e poderia ser um leigo. O Sr. Nestor Lamounier era mecânico e teria sido nomeado Inspetor escolar, como muitos outros constantes na história da educação candeense, como Miguel Albanez e num tempo mais remoto, o Sr. Américo Paiva, um grande benemérito do ensino em Candeias.

Hoje, desse tempo só resta lembranças. Estamos idosos. Tornamo-nos avós e bisavós; outros já faleceram ou se encontram doentes.

Eu quero nesta oportunidade, abraçar a todos os meus companheiros dessa confraria, e àqueles que já foram levados por Deus, recebam também o nosso abraço, onde quer que estejam.

Alunos que receberam o certificado de conclusão do curso primário no dia 08 de dezembro de 1958 no Grupo Escolar Padre Américo, sendo professora, a Srta. Maria do Carmo Bonaccorsi, Diretora, Sra. Maria do Carmo Alvarenga, e Inspetor, Sr. Nestor Lamounier:

Antônia Aparecida Vilela, Antônio Italo Freire, Armando Melo de Castro, Clarice Alvarenga, Helio Melo da Silva, Jadír Melo, Jesus Alves Resende, João Faria, José Gonçalves, Márcio Miguel Teixeira, Marlene Aparecida Martins, Marli dos Reis Alves, Nelli Manda Ramos Melo, Neri Ferreira Barbosa, Odete Lopes da Trindade, Raimundo Ferreira de Oliveira, Renê Ferreira de Oliveira, Sebastiana dos Santos, Sebastião Alves Resende, Silvio José Rodrigues, Silvio Lopes da Silva, Teresinha Luiza Alves, Teresinha Mori, Zélia Alves Alvarenga e Zilene Vilela Alvarenga.

Eu gostaria muito de receber notícias de todos esses amigos e ou familiares.


Meus colegas de outros anos do curso estão nesta página do nosso Blog CLIQUE AQUI :
https://candeiasmg.blogspot.com.br/2011/01/meus-colegas-de-escola.html


Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

SETE ANOS PARA CRIAR VERGONHA!?


Eu não acho que todos os políticos sejam ladrões. É verdade que o número é muito reduzido, mas existem políticos honestos, poucos, mas existem.

Não seria bom considerar todos eles como ladrões e canalhas, isso porque nós não podemos viver sem a política, e agindo assim, com certeza, estaria beneficiando a parte podre da política.

Não podemos ocultar, também, que os eleitores são corruptos, e como são!... Aliás, está nos eleitores a parte maior da corrupção na política. O eleitor que vota visando interesse próprio é corrupto... O eleitor que vende o voto é corrupto... O eleitor que vota porque achou o candidato bonito, ou porque fala bonito, é corrupto. O que não confere a propaganda do candidato é corrupto. Todos que votam sem a filosofia do voto são corruptos. O eleitor que vota em branco ou anula o seu voto, a meu ver, tem sido os eleitores mais honestos no Brasil.

Devemos nos entender que a nossa política chegou a um ponto extremo, onde todo aquele que se elege para um cargo público é como se estivesse fazendo um curso para ladrão, corrupto, sem vergonha e safado. E aqueles reprovados, são na verdade, os honestos.

O legislativo brasileiro tem 55 dias de férias, contudo, apenas 8% dos participantes do congresso nacional participam de todas as reuniões durante o ano. Por ai dá para ver que a corrupção vem de todo jeito.

Enquanto o eleitor brasileiro não deixar de ser corrupto, o Brasil não terá conserto, porque político não cai do céu, não nasce em árvore e só vem do povo.

Ontem, o deputado Tiririca, após sete anos como um dos deputados mais votados do país, criou coragem de ocupar a tribuna da Câmara Federal, pela primeira vez, e dizer que seria a primeira e a última.

Em todos esses anos ele nunca fez isso, o que seria o seu dever como parlamentar. Mas numa discussão com um seu colega de corja, ele saiu ofendido verbalmente quando o seu agressor censurou-lhe por nunca ter ocupado a tribuna e mostrado a sua voz.
Naturalmente, como uma reação obrigatória no sentido de livrar a sua moral, a posteriori, resolveu subir à tribuna e fazer um apelo que já deveria ter sido feito há muito tempo. Disse que é honesto, como se isso fosse um mérito e que os demais não trabalham. Fez-se de coitado e naturalmente falou aquilo que o povo humilde gostaria de ouvir.

Enfim, fez lá um sentimentalismo extremamente barato para quem foi o deputado mais votado de São Paulo, tendo pelo número de votos puxado mais quatro ou cinco deputados fracassados e eleitos com os seus votos de protestos favorecidos com as aberrações das leis eleitorais brasileiras.

Sete anos no congresso nacional e naturalmente um estranho no ninho. --- Por que então Tiririca não se renunciou logo que assumiu o cargo? Por que não dá o nome aos bois? Por que não abre o bico com vontade? Por que não denuncia nada? Por que não falou de seus projetos? Por que não deixou bem esclarecidas todas as mordomias. Por que não muda a sua postura com relação ao seu ultimo ano de mandato? Mas não!!! Preferiu ficar choramingando como um pobre coitado ali na frente de alguns parlamentares, naturalmente todos do baixo clero como ele.

O seu discurso da tribuna foi para um plenário vazio, dando uma de bonzinho, de envergonhado, de triste e isso não irá ajudar em nada.

Ele não disse coisa com coisa. Limitou-se a dizer de tristeza, de vergonha, sem fazer referência ao âmago do seu mandato. Afinal, quais foram os seus projetos? Interessante é que em oito anos de mandato, graças a mais de dois milhões de votos dos paulistas, Tiririca vem agora, querer sair numa boa da politica não se candidatando de novo? Ele já sabia que era assim, pois, o seu bordão de campanha é de que pior com ele não ficaria, mas ficou, porque ele não fez nada.

Mesmo em atraso deveria subir, agora, à tribuna e denunciar alguma coisa e não apenas comentar. Ele ainda tem um ano de mandato e poderia fazer muito nesse ano.  Mas não! Disse é que não vai falar mal de ninguém, e não disse sequer o nome daquele que o agrediu verbalmente.

É o povo irresponsável votando num palhaço de fato que se imaginou talentoso para um palhaço do sentido figurado. Ninguém está rindo da sua atuação Tiririca. Você trocou de picadeiro e de máscara. É melhor você voltar para o seu circo, afinal esse ai não lhe pertence. E quando você diz que aprendeu muita coisa, tenho pena de você, pois tudo indica que estupraram você nesse picadeiro.

Ai você não precisa de máscara. Lembre-se, falar nessa tribuna, de trabalho, vergonha, honestidade, caráter, isso é piada... E piada das boas.

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

GENTE GROSSA É A MESMA COISA!



Na década de 50, no meu tempo de escola, havia em Candeias um senhor que se chamava José Souto. Era um senhor de estatura média, contava mais ou menos uns sessenta e tantos anos, cabeça coberta por um chapéu de lebre, já de bom uso, e era visto sempre empanado num terno de brim descorado; nariz fino, e um longo bigode ocultando a boca. Falava alto. E um papo com ele dava para notar que era bastante teimoso. Tinha por profissão o artesanato e era especializado na fabricação de tachos de cobre.

Ele morava onde hoje está localizada a loja “Confecções Santos”, bem no principio da Rua Coronel João Afonso nas proximidades da Igreja Matriz. As pessoas que moravam por ali, ou seja, nas imediações da igreja Matriz, gostavam de dizer que moravam atrás da igreja, dando a impressão de que eram privilegiadas de Deus, por serem vizinhos. À bem da verdade, pecadores é que não faltam entre aqueles que pensam que são preferidos pelo Pai Celestial.

Sua casa era um chalé de portas e janelas verde cana. Num dos portais das janelas da frente, havia um prego onde ficava constantemente dependurado um pequeno tacho de cobre, para que os passantes vissem que por ali se vendia tachos. Aliás, eu nunca mais vi falar que alguém em Candeias fabricasse tachos de cobre.

Zé Souto não gerou filhos. Mas criou uma moça que também não se casou. Não lhe seria muito fácil arrumar um candidato, porque não estava acostumada a enfrentar o batente; uma figura corpulenta; barriga crescida e seios enormes, rosto isento de afeição e era o tipo da mulher que não conseguiria despertar a nenhum homem algum tipo de desejo. E para completar, ficava horas à janela de sua casa falando da vida dos outros.

A esposa de Zé Souto era magra e alta. E ela mais aquela sua cria eram como unha e carne. À frente da casa tinha duas janelas, sendo a porta de entrada ficava ao lado. As janelas estavam sempre ocupadas pelas duas, que mais pareciam duas comentaristas de futebol.
Enquanto isso Zé Souto estava lá pelos fundos da casa martelando os seus tachos. Quem passasse por ali naturalmente ouvia o batido do seu martelo sobre o cobre.

Esse trio não perdia nenhuma solenidade na Igreja. Em qualquer solenidade lá estavam eles. Eu nunca os vi noutro lugar a não ser à porta de casa ou na igreja.

Na missa das seis, aos domingos a presença do trio era sagrada. Logo que terminava a missa vinham eles: Zé Souto atrás e as duas mulheres na frente. A filha fazendo o relatório do que viu na igreja, a Mãe prestando a maior atenção; e o Zé atrás observando.

Maria dos Baiões era uma mulher que se separou do marido e logo caiu na gandaia. Moça nova, pouco tempo de casada, estaria até açucarada como diziam os afoitos do sexo. Com a saída do marido de casa, ela já abriu logo a academia onde abriria as pernas. ---- Franga nova e bem temperada com pó de arroz e perfume Madeira do Oriente, Maria se tornou numa iguaria rara, num pastel sem igual e num prato tão saboroso que a rapaziada e até os velhos queriam provar o sabor do pastel.  O nome de Maria dos Baiões rolava nos quatro cantos da cidade e o cachê era alto.

Mas Maria apesar daquela aparente felicidade no meio da “homaiada” não era bem o que queria. Nesses encontros clandestinos, acabou-se apaixonando por um jovem que lhe prometeu futuro. E ela deixou aquela vida e resolveu bater nas portas da casa de Deus. ---- Começou a frequentar as missas e num certo dia resolveu experimentar a hóstia consagrada. ----

De volta da igreja para casa, o famoso trio Zé Souto, sua esposa e a filha, quando viravam a esquina próxima a sua casa, a filha de Zé Souto na sua peculiar arrogância, expressando-se em bom som, disse sem olhar para trás: “A sinhora viu madrinha, aquela descarada da Maria dos Baiões cumungano? Eu não sabia que puta pudia cumungá não -- isso num é proibido”!?

Maria que estava a uns cinco passos atrás ouviu o comentário a seu respeito, adiantou o passo e parou bem na frente dos três e disse: -------“Cala essa boca cachorra! Cê tem é inveja de mim purque ninguem te come. Eu é purque comunguei sinão eu ia era te manda pá puta que te pariu”!!!

É isso ai; gente grossa é a mesma coisa!

Armando Melo de Castro.

Candeias MG Casos e Acasos

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

AH! SE OS PORCOS VOTASSEM!


Sabem por que acontece essa vergonha na politica brasileira? Tanto roubo, tanta corrupção, tanta falcatrua? É fácil saber. Acontece que o cidadão brasileiro, os mais pobres e mais humildes, os mais roubados; os desempregados, os carentes de tudo? Aqueles que têm o maior número de votos? Esses cidadãos, a bem da verdade, são a causa involuntária dessa imundície politica que vive a nação brasileira.

Eles foram convencionados desde o império, a ter medo dos políticos; medo dos juízes, dos delegados, das polícias militares, dos promotores, dos padres e dos ricos. Essas autoridades precisam ser respeitadas, mas temidas jamais.

A maioria dos cidadãos não sabe e não conhece os seus direitos constitucionais; não tem conhecimento do amparo previsto através do Artigo 5º da Constituição Federal que dá ao cidadão brasileiro garantias e direitos fundamentais e entre eles o mais importante que é o principio da igualdade. ---

A liberdade de expressão é o direito de qualquer um de se manifestar, livremente, opiniões, ideias e pensamentos --- Isso não é coisa inventada por essa classe podre de políticos brasileiros, trata-se de um direito humano, protegido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948 e consequentemente levado às constituições da maioria dos países democráticos.

Verdadeiramente os políticos brasileiros detestam essa liberdade do cidadão, e não é raro vê-los combater esse direito constitucional e se pudessem já o teriam arrancado da constituição. O que não podemos é confundir liberdade de expressão com calúnia, injúria ou difamação.

O cidadão precisa saber ainda dos seus direitos ao acesso à informação previsto, também, no Art. 5º da Constituição Federal. --- Todo cidadão tem direito de receber informação dos órgãos públicos de seu interesse particular ou de interesse coletivo. Qualquer cidadão pode ir numa repartição pública e exigir a informação que precisar sobre atos de governantes, seja quem seja, Presidente da República, governadores, deputados, prefeitos e vereadores. A informação nas repartições públicas é uma obrigação legal.

---- E tem muito mais coisas que o cidadão precisava tomar conhecimento para que essa lambança que envolve o Brasil pudesse melhorar. Mas o medo, infelizmente domina o povo brasileiro e com isso os políticos fazem o que bem querem. Se o povo só sabe reclamar, mas não sabe exigir, a coisa ficará sempre no mesmo lugar. --- Não duvido nada de que nas próximas eleições  o Lula ainda venha mostrar prestígio político. Não duvido, ainda, de que a minha pobre terra Candeias, também continuará jogada às traças. ------ Lula me faz lembrar a famosa frase de Orson Scott Card: "Se os porcos pudessem votar o homem com o balde de comida seria eleito sempre, não importa quantos porcos ele já tenha abatido no recinto ao lado".

Um amigo meu, de Candeias, me disse que não sabe como eu tenho coragem de escrever certas coisas aqui na internet e eu lhe respondi: --- A filosofia diz que o medo e a coragem andam juntos e quando deixamos de alimentar a coragem para alimentarmos o medo, acabamos debaixo da ponte, contudo; alimentando a coragem podemos construir muros e pontes. -----. 

A maioria dos políticos de Candeias, que os considero do baixo clero, incompetentes, e cegos de conhecimento e que se meteram  a ser políticos sem saber onde estavam os seus narizes, tentaram me processar pelas criticas que eu fizera sobre eles. Foi pena que só  tentaram; até torci para que fossem avante, mas foram desencorajados. --- 

Sobre os políticos de Candeias, prefiro nem falar mais nada, eles me venceram pelo cansaço,  afinal, reconheço que o povo de minha terra têm os políticos que merece. 
Depois da eleição de 2016; após tantos. avisos, o eleitorado repete o voto em incompetentes; numa oligarquia já sacramentada pelos erros e pela incompetência? Não! Não dá para falar mais nada. Deu para ver que o eleitorado de Candeias, em sua maioria, não está nem um pingo preocupado com Candeias. Tudo tem limite inclusive à ignorância!... Infelizmente a maioria do povo candense, está pago para não reclamar. E viva o Estado de Direito Democrático, onde somos todos iguais à medida em que nos desigualamos.

Armando Melo de Castro.


Candeias MG Casos e Acasos.