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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

MEUS COLEGAS DE ESCOLA


                              Escola Estadual Padre Américo
Nostalgia é um sentimento que se encontra fincado dentro do coração da gente. É uma coisa que se sente por não poder voltar atrás. É uma saudade triste que persiste em judiar com o presente. É um afeto incubado e fora do seu tempo. São os dias da vida acumulados distanciando o passado do presente e se aproximando do futuro conhecido. Nostalgia é uma saudade cruel que não morre nunca e, quanto mais o tempo passa, mais vigorosa fica. É uma mágoa sem motivo. É o aniversário ficando triste. É a ingratidão do tempo. Nostalgia é uma saudade escondida que come e carcome o sentimento da gente.

É assim que me sinto ao ver esta relação de condiscípulos. Esses amigos de escola que durante tanto tempo com eles convivi no dia-a-dia no meu querido Grupo Escolar Padre Américo, hoje, Escola Estadual Padre Américo, de Candeias.

Primeira série, ano de 1953

Ana Maria Bonaccorsi
Antonio Francisco da Silva
Armando Melo de Castro *
Elza Pimenta de Sousa
Getúlio Lopes da Trindade
Ione Salatiel
Ivanilda Vilela
João de Sousa Guimarães
José Alencar Salviano dos Santos
José Marques da Silva
Longuinho Martins Ferreira
Márcio Miguel Teixeira
Maria Aparecida Ferreira Barbosa
Maria do Carmo Fernandes
Maria Morais Neta
Marina Edna Salviano
Marli dos Reis Alves  (Falecido)
Odete Lopes da Trindade
Sebastiana Neusa Martins
Sebastiana dos Santos
Sebastião Cândido da Costa
Silvio José Rodrigues   (Falecido)
Terezinha Lopes da Trindade
Vicente Luiz da Mata

Segunda série, ano de 1954

Agda Salviano..................................(Falecida)
Antonia Almeida
Antoninha Aparecida Salatiel
Antonio Barreto
Antonio Eustáquio Teixeira
Antonio Sidney de Sousa  (Falecido)
Armando Melo de Castro *
Benedito José Miranda
Celina Albanez Freire
Desi Pereira
Francisco Ferreira
Francisco Quintino
Francisco Vicente da Silva
José Teixeira de Oliveira
José Teixeira de Sena
Lázaro Gibran
Lenira Guimarães
Maria Aparecida Menezes
Maria Auxiliadora da Silva
Maria Eulália Salviano
Nanci Cecília de Sousa
Paulo Moreira
Wilian Ferreira

Terceira série, ano de 1957

Ângelo Salviano
Antonia Aparecida Vilela
Armando Melo de Castro *
Arnaldo Miranda Correa
Celina Aparecida de Castro
Dalva Moreira Martins
Flávio Ribeiro                (Falecido)
Francisco de Castro       (Falecido)
Helio Melo da Silva
Jadir Melo
Jesus Alves Resende
José Teixeira de Oliveira
Miguel Martins de Castro Filho
Neri Ferreira Barbosa
Raimundo Ferreira de Oliveira
Ronaldo Moreira
Sebastião Alves Resende
Sebastião Cândido da Costa
Silvio Lopes de Resende
Teresinha Luiza Alves
Vicente Luiz da Mata
Zélia Alves Alvarenga    (Falecida)

Quarta Série, ano de 1958

Antonia Aparecida Vilela
Antonio Ítalo Freire
Armando Melo de Castro *
Clarice Alvarenga
Helio Melo da Silva
Jadir Melo da Silva
Jesus Alves Resende
João Faria
José Gonçalves
Márcio Miguel Teixeira
Marlene Aparecida Martins
Marli dos Reis Alves     (Falecido)
Nelli Manda Ramos Melo
Neri Ferreira Barbosa
Odete Lopes da Trindade
Raimundo Ferreira de Oliveira
René Ferreira de Oliveira
Sebastiana dos Santos
Sebastião Alves Resende
Silvio José Rodrigues
Silvio Lopes da Silva
Teresinha Luiza Alves
Teresinha Mori
Zélia Alves Alvarenga     (Falecida)
Zilene Vilela Alvarenga

Quanta saudade!
Lembro-me do Sr. Erasto de Barros, o porteiro da Escola, badalando a sineta, cuidando dos seus canteiros de alface, nos fundos do pátio, e dedurando os alunos para a diretora. Ah, não podia deixar de me lembrar também, quando fornecia às professoras varas de marmelo do seu pomar... Quantas varadas de marmelo na escola eu tomei! (Era uma forma de correção permitida naquele tempo). E, portanto, havia mais temor, mais respeito, mais disciplina e mais aprendizado. Aliás, a varada consta até mesmo na Bíblia Sagrada.

Eu tenho muita saudade do Sr. Erasto de Barros. Ele era nervoso, meio abrutalhado, mas, era uma pessoa boa. Tinha um bom coração... Foram das suas mãos que eu comi o primeiro caqui e a primeira carambola, quando éramos vizinhos na Rua Coronel João Afonso. Frutas até então desconhecidas para mim. Recordo-me, também, que, num belo dia, ele acabou me confundindo com o Joel Pacheco numa briga com o Vicentinho Vilela. E eu tomei varada e mais varada de marmelo da minha professora, sem saber o motivo. Pode até ser um sentimento masoquista, mas gosto de recordar-me disso.

E de minhas professoras. Como amo as minhas professoras! Inelizmente, não estão todas vivas. Algumas delas já faleceram, outras eu não tenho mais notícias. Ninita Alvarenga, Maria do Carmo Alvarenga, Maria do Carmo Bonaccorsi, Enir Parreira Lara, Zélia Eleutério Ribeiro, Carmelita Albanez e Ana Zélia Teixeira de Melo. (Esta de Itapecerica). Todas estas, sem exceção, foram Ilustres educadoras e, portanto, merecedoras do meu mais profundo respeito.

Foi, praticamente, uma década de convivência que jamais será esquecida. Acabei perdendo dois anos de minha vida escolar, quando tomei bomba e, conseqüentemente, uma cantilena repressora em casa. No ano de 1955, fui acometido de diversos problemas físicos, primeiro, devido à varicela, depois, veio a caxumba e, por fim, um acidente em um pé de laranjas.

O outro ano perdido foi o de 1956, quando a minha classe teve apenas dois alunos aprovados, em uma turma de vinte e oito. Fica, portanto, aqui uma pergunta: Por que esta professora não foi bombardeada também? Coisas do passado... (O nome desta professora não consta neste texto).
Não havia as segundas épocas de hoje. Não havia as ponderações de hoje. Era bomba e pronto! Caso o aluno não fosse aprovado na prova final teria que repetir o ano.

E as cantineiras... Quanto carinho eu tinha pelas cantineiras, as filhas do João do Ibraim: Toninha, Aparecida e Tereza. (Recentemente encontrei-me com a Tereza, após mais de cinqüenta anos e cheguei a ficar emocionado ao vê-la mantida nos mesmos traços). Como elas gostavam de mim! Lembro-me daquela sopa que elas faziam para um grupo de alunos carentes. Havia, então, entre os alunos uma distinção: carentes e não carentes. A Escola mantinha uma Caixa Escolar com o fito de sustentar os alunos necessitados. A eles era fornecido o material escolar e a merenda. (Lembro de um colega sempre esfomeado dizendo: não vejo a hora da matula).A merenda era gratuita apenas para os alunos carentes. Especialmente para os órfãos, filhos de pais doentes e improdutivos.
Eu não fazia parte desse grupo, mas morria de inveja deles quando os via saboreando aquela sopa caldeada e branca.

A sopa que poderia ser tratada como macarrão de Santa Casa, mas que naquele tempo equiparava-se ao manjar dos deuses, tinha sua sobra vendida para os demais alunos. E no aguardo dessa sobra, nós, os outros alunos carentes, mas, considerados não-carentes ficávamos esperando a “turma da Caixa” saborear o lauto sustento aos nossos olhos. Às vezes, sobrava sopa e não tínhamos dinheiro (cinqüenta centavos). Outras vezes, tínhamos o dinheiro e não sobrava sopa.
Eu, quando tinha dinheiro para comprar sobra de sopa, torcia para que alunos da caixa matassem a aula.

Certo dia, eu não tinha dinheiro e sobrou sopa. Eu, com a fome de menino, consegui embarcar na minha timidez e pedir fiado e fui atendido pela Aparecida. Nunca mais fiquei sem sobra de sopa. Aparecida concedera-me o primeiro crédito na vida. Vendia-me fiado com o trato de não contar para os demais alunos.

Ah! Como era boa essa amizade! Eu nem falava nada. Chegava perto da janelinha da cozinha, depois dos outros terem já se alimentado, e com a minha cara de fome, recebia o meu pratinho de sopa, com dinheiro ou sem dinheiro. Houve dia que era um pouquinho só. Aí, ela nem me cobrava. Mas, que felicidade!

Eu pedia a minha mãe para fazer em casa. Mas , não ficava igual. Era diferente. Eu gostava da sopa da escola, que não merecia uma massinha de tomate e nem um pedacinho de carne. Mas, sempre tinha um pedacinho de chuchu e outros legumes plantados pelos próprios alunos, nos fundos do pátio. Era o chamado “Clube Agrícola”. A sopa era tão pobre quanto os pobres, mas era gostosa. Gostosa porque tinha gosto de fome. E até hoje eu gosto de macarrão branco para recordar da sopa das filhas do João do Ibraim.

Na infância, a felicidade nos abraça por tão pouco. Hoje, se faço uma sopa igual, dentro da mesma receita, ela não terá o mesmo sabor. O paladar é um sentido que o tempo vai tomando de mim. Assim como me toma outras acepções.

A infância não convive com a morte. Não se preocupa com a vida prometida por Deus. Sorrimos com vontade. Choramos sem motivos e existe um medo descabido.
A infância não tem passado. Vive o presente e despreza o futuro. A infância é a felicidade que perdemos e nunca mais a encontramos.

Nesta oportunidade, eu quero enviar aos meus colegas e amigos, aqui relacionados, um forte abraço.

Àqueles falecidos dos quais eu tenho notícia, abaixo mencionados, envio, também, o meu abraço onde quer que estejam. Esses, também, continuam vivos no cofre das minhas lembranças.

Agda Salviano,
Antonio Sidney de Sousa, o Titoco, com quem dividi a mesma carteira.
Flávio Ribeiro
Francisco de Castro
Marly dos Reis Alves,
Silvio José Rodrigues,
Silvio Lopes Resende
Terezinha Mori Alvarenga
Willian Ferreira
Zélia Alves Alvarenga.



CANDEIAS MG CASOS E ACAOS
Armando Melo de Castro

--------------Nota do Autor:
Caso alguém tenha alguma informação que possa ser incluída neste texto, será muito bem vinda, pelo que serei muito agradecido. (amc)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

DOCE DE BICHO DE GOIABA




A goiaba é o fruto da goiabeira. Pertence à família das mirtáceas. É muito comum nos pomares e, também, facilmente disseminada por todos os lugares do Brasil. Existem muitas variedades, porém, as mais comuns e comercializadas são as de polpa da cor branca e vermelha. Quando madura possui um formato arredondado de cor verde-amarelada e é muito cheirosa.

Sua origem é na América Tropical e é amplamente cultivada nos países de clima quente. Existem diversas espécies nativas nos cerrados brasileiros. Supõe-se que a goiaba vermelha é originária do Brasil, o maior exportador desta espécie.

A goiaba pode ser consumida “in natura”, em forma de doces, sucos, geléias, compotas, etc. e é largamente indicada para dietas por conter pouco açúcar e nenhuma gordura.
 Possui mais vitamina “C” do que a laranja e o limão, principalmente a espécie da polpa branca.


Certas moscas usam a goiaba para depositar os seus ovos dando origem ao conhecido bicho da goiaba. Mas, não se trata daquela mosca que vemos voando sobre as imundícies. É uma mosca diferente chamada mosca-da-fruta. É dividida em várias espécies e cada qual ataca uma fruta diferente.

Apesar de ser extremamente nojento, comer o bicho da goiaba não faz mal algum. Ele tem tantas propriedades quanto à fruta porque desde que nasce sua única fonte de alimentação é a fruta. E há um detalhe importante: quando há bicho na fruta, é sinal de que esta não tem agrotóxico. Portanto, há quem diga que bicho de goiaba é goiaba.

Por volta do ano de 1957, quando eu contava com meus onze anos de idade, minha família teve uma residência provisória, na Rua José Furtado, que liga a Rua Coronel João Afonso à Praça Ilídia Cardoso Freire, no Bairro da Gruta. Naquela oportunidade, eu convivi com um grande pé de goiaba que ficava na divisa entre a nossa morada e a de um vizinho, chamado Balbino.

Balbino, natural da cidade de Formiga, teria vindo para Candeias a fim de trabalhar como cortador de pedras para as obras de calçamento que se iniciavam, então, por ocasião da gestão do Prefeito José Pinto de Resende.
Viera acompanhado de sua família: sua esposa Dica, seu filho Idelfonso e suas filhas, Rosa e Maria do Carmo e a netinha Ingred.
Contava uns cinquenta e poucos anos de idade, mais ou menos. Moreno escuro, alto, cabelo ruim, mal barbeado, sorridente a mostrar uma falha de dente, no maxilar superior. Falava alto. Aliás, na sua casa, todos falavam alto. A vizinhança tinha conhecimento de tudo o que se passava no seio da sua família.

A mulher gorda, cabelos embaraçados, trajando sempre um vestido cor de terra “bate-e-enxuga” tinha um problema na visão e estava sempre usando uns óculos escuros. Um dia, eu a vi sem os óculos e observei que era caolha.

O filho mais velho, o Idelfonso, era viúvo, tinha perdido a mulher no parto da filha Ingrid. (Não sei onde arrumaram este nome – Talvez tenha sido uma alusão à Ingrid Bergman...). Essa netinha era criada pelos avós.

Rosa era gordona. Cabelo curto, seios enormes, achava graça de tudo e ria alto chamando a atenção dos outros. Não tinha namorado e já contava a idade das balzaquianas. Dizia sempre que não era chegada na fruta, chamada homem.

Maria do Carmo, a caçula, era a mais silenciosa e a de melhor aparência. Tinha um namorado metido a cantor sertanejo que, de quando em vez, aparecia por lá com um violão e o seu prefixo musical era a moda de viola “Ciganinha”. A sua voz de taquara rachada, sem nenhuma tessitura, já andava ferindo os ouvidos de toda a vizinhança, principalmente, nos dias de bebedeira. Chamava-se Otávio, tinha cara de otário e era tratado de Tavinho. 

Tavinho era uma figura chocha, sem sal. Gostava de uma camisa vermelha e tinha o cabelo longo coisa, então, da moda jovem da época. Aos domingos, sempre chegava com uma garrafa de pinga, algumas de cerveja e um pedaço de carne. Aquilo era como que uma isca para ganhar o sogro que era demasiadamente avarento, mas gostava de molhar o gogó com uma pinguinha e estercar-se com um pedaço de carne regado à cerveja. Mas, isso, naturalmente, quando de graça, porque o velho parecia que mantinha um escorpião nos bolsos. 

E não só ele gostava da canjebrina, como, também, toda a prole apreciava o bochecho. E quando todos ficavam embriagados, o velho se danava a falar palavrão e a velha a cantar desafinada com o genro. A Rosa a dar risada e o Idelfonso a bater no fundo de uma panela. A única a falar pouco, era a Maria do Carmo, a pretendida do patrocinador daquele banquete romano.

Balbino era notável pela sua avareza. Comprava tudo de meio em meio quilo e quando lhe pedia algum dinheiro estava sempre reclamando:

---Oceis tá gastano muito, gente! Os trem tá caro dimais, sô. É priciso incunumiza muncado, sinão nóis vai é passá fome. Ocêis tá cumeno é muito!...

O velho era bravo e, quando a mulher arriscava a lhe dizer para deixar de jogar no bicho, ele quase lhe batia e dizia:

--- Jogo sim! E ninguém tem nada quisso. Os cobre é meu e pronto...

Na divisa entre o nosso quintal e o deles, havia um grande pé de goiaba cuja carga, naquele ano, teria sido bastante carregada. O cheiro da goiabeira ia longe e era goiaba para todos os lados. Porém, cheia de bichos.

Certo dia, como as portas das nossas cozinhas ficavam próximas, ouvi quando a Dica disse para a netinha Ingrid:

---Hoje eu vou fazê um poquim de doce de goiaba procê... Só que ocê vai tê qui me ajudá a catá os bicho...

Daí a pouco, vem chegando a Rosa:

--- Que qué isso mamãe, vai fazê o quê quessas goiaba?

--- Um docim pá Ingrid...

--- O quê? A siôra ficô doida? Isso nem é goiaba, é bicho puro...

--- A Ingrid vai me ajudá a catá os bicho...

Logo depois, vem chegando o Idelfonso, pai da Ingrid: 

---O que é isso mamãe, vai fazê o quê quessas goiaba, cheia de bicho?

--- Um docim pá Ingrid... 

---Mas mamãe, isso não é goiaba. Isso é o puro bicho. É mais fácil comprar um pacotim de doce pronto... Quem vai comer isso?

---A Ingrid vai me ajuda a catá os bicho...

Daí a pouco, vem chegando a Maria do Carmo:

--Que é isso mãe? Vai fazê o quê quessas goiaba bichenta?

--- Vou fazê um docim pra Ingrid, ela vai gostar...

---Mãe, que idéia ruim, só... Isso é o puro bicho e a senhora não enxerga bem...

---A Ingrid vai me ajuda a catá os bicho...

---Eu não como isso, nem se me matá...

Finalmente, chega o Balbino:

---Qué isso Dica? Ocê num tá pensando em fazê doce de bicho de goiaba não, né?

---É só um poquim, Bino. É pra Ingrid... 

---De jeito ninhum! Açuca tá custano muito caro e quem compra é eu...

---Tadinha Bino, ela nunca cumeu e vai gostá...

---E ocê vai dá doce de bicho pra minina, muié? E dispois isso aí nem é goiaba. É mais bicho do quê goiaba.

---Tadinha Bino, ela nunca cumeu e vai gostá...

---Tadinha Bino... Tadinho do meu borso, com açuca caro pra doce de bicho... E ocê quessa vista ruim, nem vê os bicho. E quem é qui vai cume, isso?... Eu num como...

.---A Ingrid vai me ajudá a catá os bicho...

---Cunversa fiada. A minina tem três ano e vai catá bicho?!... Deixa de enrolo...

---Eu vou fazé sim, Bino. Mas, é com o dinherim que ela ganhô do padrinho dela...

Alguns dias depois:

---Uai, Dica, a Ingrid num cumeu o doce não?

--- Cumeu só um poquim...

--- E ninguém quis cume, não?

---Não, ninguém quis não...

---Intão eu vô cumê, pra num perdê...



Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos