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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
CANDEENSES, HONREMOS A NOSSA HISTÓRIA!
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
CANDEENSE, CANDEIAS GRITA POR SOCORRO!
----Se você é Candeense e ama a sua terra, POR FAVOR, leia este texto até o final. E se possível compartilhe-o com os seus amigos que não estão satisfeitos com a causa presente. É importante a sua participação, ou melhor, é importante a participação de todos os candeenses que amam a terra em que nasceram. Afinal, você é parte da nação candeense.
---Candeias tem princípios políticos e nomes que engrandece a nossa existência desde os tempos em que foi vila de Campo Belo. Portanto, meu amigo candeense, natural ou por adoção, é importante que nós nos unamos a fim de corrigir os desmandos que tomam conta do nosso município. Afinal, nós, o povo candeense, somos representantes da soberania popular, e não podemos deixar isso continuar acontecendo.
---Segundo o Engenheiro, Sr. Frederico Saldanha, da Prefeitura de Candeias, a situação é grave. Estudos hidrológicos comprovam a probalidade de secas e inundações, portanto seria necessário um estudo hidrológico para prever as minas e mananciais para um período de cem anos. E o que o prefeito fala disso? Nada! Se falar deve estar falando com as paredes do seu gabinete. Aliás, parece que o prefeito de Candeias só conversa com as paredes do seu gabinete. A COPASA só estará atendendo aquele que correr atrás e não é com conversinha não, tem que ir e levar os senhores deputados que vieram aqui catar votos, apesar de serem todos do baixo clero, assim como do baixo clero são os vereadores de Candeias que não sabem nem discursar, não exercem o seu poder de fiscalização e nem apresentam projetos. Os requerimentos que fazem ao prefeito são hilariantes, e cômicos se a situação do município não fosse tão dramática.
-----Essas desculpas desse prefeito de Candeias, a ausência do Vice Prefeito nos assuntos do município;;a fragilidade e o despreparo dos vereadores, entoja e irrita.
Armando Melo de Castro.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
MEMÓRIAS DE UM MENINO BOBO.
Minha avó materna, Olinda Gomide, que era viúva, a exemplo de outras pessoas, ganhou para morar de graça, uma casa na Praça Antônio Furtado, de propriedade do Sr. Antônio Carrilho. Enquanto ela morasse lá a casa seria cuidada, vigiada, e o seu dono poderia ficar sossegado lá na roça. Era uma casa grande, onde fora reservados dois quartos para o proprietária. Quando vinha na cidade, trazia como presente, arroz, feijão, ou seja, produtos de sua produção. De vez em quando pintava até um franguinho. Ali comiam juntos e essa parceria era sempre muito bem vinda para uma idosa sem marido e sem aposentadoria. Afinal, minha avó tinha que tricotar e criar galinhas no quintal para sobreviver, contando ainda com a ajuda dos meus pais, cuja renda também já era bastante comprometida.
Tem tantas outras coisas...Ah meu Deus! Que vergonha do mundo de hoje!
terça-feira, 29 de setembro de 2015
O CANDELÁRIA - UM CAPÍTULO DA HISTÓRIA DE CANDEIAS. 3ª PARTE.
Gov. Antonio Carlos e Arcebispo Dom Cabralde na década de 20.
O nosso Blog Candeias Casos e Acasos está reproduzindo em partes o jornal candeense de 1929, O CANDELÁRIA. Já publicamos a primeira e segunda parte, agora estamos mostrando a terceira; e conforme já dissemos, a reprodução e edição estão sendo feitas na íntegra, inclusive com supostos erros gramaticais para que os candeenses possam ter uma noção completa desse semanário que registrou um capítulo muito importante da nossa história, onde podemos ver a luta dos nossos políticos de então, aqui retratada pelo vereador Américo de Paiva, politico que merece lugar de destaque na história de Candeias e que deveria ter a sua memoria respeitada pelos atuais ocupantes das cadeiras de vereadores em Candeias.
domingo, 27 de setembro de 2015
O CANDELÁRIA ( SEGUNDA PARTE)
Aguardem a terceira parte.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
O CANDELÁRIA E A NOSSA HISTÓRIA. (1ª PARTE)
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
POUPANÇA! SAIA DESSA GELADA!
Dizem que conselho se fosse bom a gente não dava de graça, ao contrário, vendia. Quem gostava muito de dizer isso era o meu avô João Delminda. De outra forma o Mozart Sidney gostava de dizer que o dinheiro é um guardado que precisa ser vigiado. Contudo eu vou me arriscar, como um velho bancário, dando aos meus amigos candeenses esse pequeno conselho: Se você tem algum dinheiro na Caderneta de Poupança, essas suas economias não estarão em boas mãos. Na atual conjuntura do país desgovernado, poupança pode ser uma gelada.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
PREFEITO DR. JOSÉ PINTO DE RESENDE.
sábado, 22 de agosto de 2015
O DUPLO SENTIDO DA MANDIOCA.
O meu amigo Mozart Sidney, para
mim o filósofo candeense, certa vez disse que o homem colocando algo pela porta
da sala com uma pá, e a mulhe tirando pela porta da cozinha com uma colher de
ferro, ela consegue tirar mais do que ele. O tempo me mostrou que o Mozart
apesar de não ter sido um homem casado, estava coberto de razão.
Na economia doméstica o homem não compara com a mulher. Se por ventura houver um homem que possa se identificar com a mulher, ele não será considerado econômico e sim um pão duro de mão cheia. Isso porque existe a diferença de comportamento que a gente pode verificar entre mulheres e homens que se destacam na hora de comprar algo para casa, num supermercado, numa feira livre, num sacolão ou numa loja... A mulher sempre se destaca. -- Lembro-me de minha mãe e sinto isso aqui na minha casa. A mulher e a filha vivem dizendo que eu não sei comprar. ---- Quando eu vou até a feira confesso que fico um pouco encalistrado diante do feirante.
A mulher olha todos os tomates antes de comprar e depois escolhe um por
um. Eu sinto que aquilo é um princípio feminino,
porque vejo as demais fazerem isso também. Portanto, confesso que passei a ter
um pouco de nojo do tomate. Esse fruto eu só me sirvo dele na minha casa. Em restaurante
nem penso. Aliás verduras em restaurante, principalmente nesses “seven’s”... Eu
já vi cada lambança... E eu quando jovem trabalhei como ajudante na cozinha de
um restaurante... Quem vê lá fora, não vê lá dentro.
Na escolha dos ovos o que para mim são todos iguais, para ela parece que
estão todos trincados. Olha atentamente um de cada vez, escolhe pega outro,
cujas diferenças eu não consigo observar. --- E as verduras? Ai a exigência é
muito maior. O coitado do caramujo é procurado como o bandido da luz vermelha, ou uma
chave perdida. --- Na escolha das frutas o bicho pega. --- Eu confesso que
jamais eu seria capaz de ser um feirante.
Dando uma olhadinha no retrovisor da minha vida, vejo lá atrás a rua
onde nasci, em Candeias, a minha querida Rua Coronal João Afonso Lamounier,
minha família tinha como vizinha defronte, a Sra. Marica da Melada, aquela
mesma que puxou o terço na casa de Dona Joana do Galdino e saiu danada da vida
pelo pum que a velha soltou na hora do terço. ----- Dona Marica mulher nervosa;
falava alto brigava com a sua mãe Dona Melada, irmã do Sr. Erasto de Barros e
encrencava com os vizinhos dos lados de sua casa.
Às quartas e sábados descia à nossa rua um vendedor de verduras, frutas
e legumes, era o Zé Morais, que junto de outro irmão, produziam esses produtos
na sua chácara chamada “dos Morais”, situada no final da Rua Expedicionário
Lázaro Alvarenga. ---- Zé morais era um velho
alegre, estatura mediana, rosto cheio, barba e cabelos
crescidos e brancos chapéu de palha corroído, um sorriso largo e alegre
mostrando dois dentes naturalmente reservados para chupar as deliciosas
jabuticabas produzidas no seu pomar.
Às quartas e sábados ele descia com a sua carroça cheia dos seus
produtos. Descia gritando e as mulheres já saiam às portas para comprar. Não
havia muita variedade. Por exemplo: Se num dia era só couve e Alface; no outro
vinha repolho e almeirão; batata doce e mandioca e assim por diante. --- As
mulheres compravam pouco. Quase não existia geladeira nesse tempo e vendedores
às portas não faltavam. --- Farinha, frango na manguara e outros
produtos das roças aos sábados choviam nas portas.
Dona Marica, sempre exigente, botava defeito em tudo. Nesse dia Zé
Moraes trazia mandioca entre os seus produtos. Só que ela achou as mandiocas
muito finas e disse de forma muito clara: “Nem Zé! Deus me livre de mandioca
fina elas são duras demais. Eu só gosto de mandioca grossa. Essa mandioquinha
sua tá muito rasteira. ---- E daí aquelas pessoas que estavam ao redor da
carroça, ficaram com olhar de riso, quando o meu tio João Delminda arriscou um
palpite: Mandioca grande e grossa é a do Chico Freire, (Chico Freire era um
vendeiro que existia um pouco acima daquele local.) você já experimentou dela
Marica? Falou e riu com aquela cara mais lambida do mundo, quando todo mundo
caiu na rizada.
Dona Marica largou todo mundo falando sozinho, indignada saiu pisando
duro e dizendo: “Eu não sei como a Elisa aguenta um homem descarado desses”. (
Elisa era a esposa do meu tio)
Dona Jovina, a carioca, esposa do enfermeiro Domingos, que morava ao
lado dela e era seu desafeto comentou: “Gente! A papa-hóstia entende de
metáforas. E eu que pensei que ela só entendia de verseto...”
E eu sai correndo para olhar no dicionário o que era verseto...
Armando Melo de Castro









