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quinta-feira, 14 de novembro de 2013
DINHEIRO, O MELHOR REMÉDIO.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
UM HERÓI CANDEENSE.
Trata-se do ex-combatente, integrante da FEB - Força Expedicionária Brasileira - que atuou nos campos da Itália durante a Segunda Guerra Mundial: o Sr. Leônidas Macedo Filho que faleceu no último mês de janeiro, após 92 anos de uma vida digna, vitoriosa e que muito honra os anais da história de nossa cidade.Dos 25.334 pracinhas brasileiros enviados pela FEB à Itália, treze eram de Candeias. Desses, 443 não voltaram sendo dois candeenses. Dos onze que voltaram a nossa terra, muitos deles trouxeram consigo as marcas de uma guerra que os olhos não vêem. Doença mental, traumas, depressão e dificuldade de ambientação.
Não é difícil para ninguém imaginar que jovens humildes, nascidos no seio de famílias religiosas, se viram, de repente, no centro de uma grande guerra mundial com as suas terríveis conseqüências. Assim, essas pessoas que tiveram a maior recepção da história, durante o retorno para a casa, somam hoje em torno de 2000 mil pessoas, 2000 heróis. Em Candeias, por exemplo, resta apenas um. Trata-se do Sr. João Sidney de Sousa Filho, residente na cidade de Campos Altos, coincidentemente, primo do Sr. Leônidas. ----
Neste momento, em que lamento a partida de um herói candeense, Leônidas Macedo Filho, cumpre-me lamentar, também, a miopia da política social dos governantes de nossa cidade. Uma política sem calendário social, sem um pingo de preocupação com a história do município e, muito menos, com os seus vultos. E o pior que isso vem acontecendo é de pouco tempo para cá porque, no passado, demonstrava-se mais respeito, mais cuidado e mais atenção com a construção cívica da história do nosso município. Afinal, um povo sem memória é um povo sem futuro. O futuro, com certeza, será construído sobre o presente que tem por base o passado.
Os pracinhas que outrora desfilavam nas paradas do dia da cidade, eram chamados aos palanques, davam palestras para os estudantes, ainda em boa idade. Todavia, começaram a ser esquecidos pelos governantes candeenses mais recentes. O serviço social municipal de Candeias encontra-se cego para uma questão histórica tão relevante. Ressaltar o nome dos ex-combatentes da guerra seria um dever, entretanto, nenhuma homenagem, nenhuma informação, nenhum contato, nenhum respeito deram por merecer aos nossos pracinhas nos últimos anos. O que demonstra, sem dúvida, a grande falta de sensibilidade e o pior, de civismo de nossas autoridades municipais.Abaixo, está parte do currículo do Sr. Leônidas Macedo Filho. Um homem que orgulha a cidade de Campos Altos, terra que lhe acolheu como filho e que lhe dispensou todas as honras merecidas. Afinal, Leônidas não era somente um nome candeense, mas sim um nome brasileiro com representação internacional.
Resumo de uma pequena parte da história de Leônidas Macedo Filho que me fora fornecida pelo seu filho, Sr. Marcelo Macedo.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
O MENTIROSO ZÉ DO CIRINO.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
CANDEIAS, MINHA CANDEIAS!
terça-feira, 24 de setembro de 2013
PROIBIDO PARA MENORES.
Existe, neste mundo, gosto para tudo. Comumente, ouvimos, por aí, as pessoas dizerem que "gosto não se discute". Outros dizem "que há alguns que gostam dos olhos enquanto outros preferem as remelas". Lembro-me de minha tia Eliza, esposa do meu tio João, que dizia sempre: "É preferível um gosto do que um carro de abóbora". E por aí vai...
Estamos vendo, atualmente, nos relacionamentos íntimos, muitos homens preferindo homens e muitas mulheres preferindo mulheres para seus pares. Na realidade, trata-se de um gosto. Todavia, com algumas exceções, é bastante comum encontrarmos pessoas que possuem tal predileção sexual acreditarem piamente que o mundo todo deveria concordar com eles.
Às vezes, eu chego a pensar que o homem, na acepção da palavra, está em extinção e, em um futuro próximo, será denominado por "zangão" e que existirão poucos espécimes, apenas para a preservação do bicho humano por imposição da natureza. O homem macho vai, a cada dia, se tornando uma fruta rara e como diziam, antigamente, as beatas: "Homi tá cherano aio" em um tempo em que o alho era um tempero raro e caro.
Algumas vezes, ouvimos dizer que o mundo está mudado, que a pouca vergonha anda solta, entretanto, se dermos uma parada para pensarmos, veremos que todas essas coisas já se encontravam guardadas dentro do ser humano desde que o mundo é mundo e que vai, no seu dia a dia, deixando de lado as regras que disciplinam a sociedade preconceituosa.
A bem da verdade, o homossexualismo sempre existiu, contudo, em tempos mais remotos o indivíduo homossexual não tinha a coragem de dizer: "Eu sou um pederasta", substantivo que, nos dias de hoje, foi substituído pelo vocábulo inglês "gay". Hoje, está todo mundo saindo do armário, saindo da toca, saindo de debaixo da cama, enfim, estão sentindo um enorme prazer quando dizem: "Eu sou um gay". A meu ver, pior do que a homofobia são os insultos recebidos pelos héteros que não comungam com os ideais dos homossexuais impertinentes, com seus gostos ou seus vícios.
Certa vez, ouvi numa conversa de botequim, um cidadão cuja mente já estava atordoada pelo álcool e que dizia alto e, em bom som, que preferia um "feofó" de homem ou de mulher do que um balaio de "tabaqueira". Esse cidadão era casado e muito bem casado. Portanto, coitada de sua mulher! Não se sabe, obviamente, se ela concordava com a sua preferência sexual, todavia, em virtude disso, o nome dela entrou em órbita no céu da boca do povo.
Afinal, uma mulher de aspecto sério, de família conceituada na sociedade, de práticas religiosas, caridosa, boa, amiga, apresentar-se como esposa de um "feofozeiro" rendeu um bom assunto para os patrulheiros do alheio.
(Para quem não compreendeu o termo "tabaqueira" é a caixinha de rapé. Contudo as pessoas, tratam-na, também, daquilo que difere a mulher do homem.)
Neste contexto, podemos entender e concluir que a bizarrice está vinculada ao ser humano em seus pensamentos, palavras e ações e, diante dessa temática, olho no retrovisor da minha vida e vejo, lá atrás, o Arlindo Barrilinho.
Arlindo Silva era baixo e modulado em muita banha. Portanto, era todo redondinho, ou seja, gordinho e, devido a isso, o chamavam de "Barrilinho". Foi um grande amigo de de meu pai. Eram colegas de serviço, ou seja, os dois eram oficiais de justiça na Comarca de Candeias, pelas décadas de 50 e 60. Consequentemente, ele nos visitava.
No seu estilo caboclo macho, possuía uma filharada danada, ou seja, 7 filhos tomos homens. Era todo manso e bem ajeitado. Tinha um olhar safado daqueles que catavam tudo em uma mulher. Gostava sempre de dizer: --- "Se Deus tivesse feito coisa melhor do que uma mulher, com certeza, teria guardado só pra Ele." --- O seu assunto predileto era mulher. Certa vez, eu o ouvi dizer que como havia nascido de uma tabaqueira, gostaria muito de morrer enfiado em uma. Falava assim e, logo depois, dava aquela gaitada safada.
Porém, Barrilinho tinha um gosto excêntrico, um tanto esdrúxulo, meio bizarro. Gostava de mulher peluda. Veja só. Adorava uma mulher de sobrancelha grossa, do tipo tala larga. Davam-lhe arrepios de prazer ver pernas femininas mal depiladas e as axilas somente aparadas. Sentia-se excitado quando via uma mulher com um buço oxigenado, parecendo cerdas de taturana amarela. Para as pessoas de gosto comum não é fácil compreender como uma pessoa pode gostar dessas coisas. Mas, Barrilinho gostava e gostava muito. Imagina-se, então, como ficaria o Barrilinho ao presenciar uma mulher expondo, a seu gosto, as partes pudendas.
Certo dia, quando ele estava assentado no meio-fio da porta de nossa casa, ao prosear com o meu pai, passou uma moça sacudida, bastante robusta. Tinha as pernas grossas do jeito que Barrilinho gostava e possuía ainda os pelos suaves que aumentavam na região da coxa. Usava uma saia bem curta. Naquela hora, Barrilinho se encontrava em numa posição estratégica.
Como era baixo e assentava quase que rente ao chão, ao ver vindo, em seu rumo, pelo passeio, aquilo tudo que ele chamava de "avião", os seus olhos indiscretos não perderam tempo e foram fincados nas pernas da moça, chegando a erguer o corpo para apreciar o motor do avião. Contudo, isso não foi o bastante. Logo que ela passou, Barrilinho, em um gesto "quase" involuntário, se abaixou para ver o que alimentava os seus olhos curiosos. Quando a moça olhou para trás, indignou-se e disse:
---- Você perdeu alguma coisa debaixo de mim, veio safado?
E Barrilinho numa resposta descarada fala:
---- Não bem, perdi não. Eu achei. Só que vai ficar guardadinha na minha cabeça...
E Barrilinho deu aquela risada atrevida, safada, alta, muito parecida com um rinchado de cavalo quando vê uma égua no cio.
Armando Melo de Castro
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