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terça-feira, 11 de agosto de 2009

ALVINO FERREIRA

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Na foto acima o Sr. Alvino Ferreira juntamente com populares durante as Festas do Rosário.


Como vem acontecendo todos os sábados neste horário, hoje, a Rádio CandeiasFM faz a sua homenagem a mais um filho ilustre de Candeias que tenha prestado relevantes serviços ao nosso povo, numa época em que Candeias tinha muitas dificuldades em todas as áreas: saúde, educação, social etc. Trata-se, portanto, de uma homenagem justa ao nosso querido conterrâneo, Alvino Ferreira, mais conhecido por Alvim Ferreira.



Filho de Francisco Ferreira Neto e Claudiana Maria de Jesus, Alvino Ferreira nasceu no distrito de Vieiras Bravos, no município de Candeias, no dia 26 de novembro do ano de 1908.

Descendente de família humilde veio ainda jovem com os seus pais e irmãos para a sede do município em busca de maiores recursos. Seu pai estabeleceu-se com um pequeno comercio onde está, hoje, a “Simac, Casa de Material de Construção, do Silvio Foguete.”.


Alvino Ferreira era detentor, também, de uma grande dose de humor. Gostava muito de uma galinhada. E nunca dispensava esse tipo de convite. Certa feita, foi convidado para participar de uma galinhada onde se encontravam os seus amigos, Zé Chorão, Otávio Martins, Otávio Moreira e Geraldo do Orcilino.


Ao ser recebido para essa ceia tão cobiçada alguém lhe mostrou a panela no que ele diz: Mas isso não é galinha, isso é um galo! Foi quando lhes disseram: É o seu galo... O seu galo índio de estimação não cantará mais...

Alvino Ferreira não perdeu o humor. Disse apenas: Tenho direito às duas coxas.

O nosso homenageado de hoje gostava muito de carnaval. Mas era solicitado sempre a colaborar na portaria do Clube Recreativo Candeense dado a sua paciência e o seu jeito habilidoso no trato com as pessoas.

Na instalação do Ginásio de Candeias, trabalhou como voluntário na portaria do Ginásio, sem salário, apenas para colaborar com a CENEG, instituição que regulava o ensino gratuito em Candeias.

Por ocasião da instalação da primeira Comarca de Candeias, no ano de 1954, o Dr. Zoroastro Marques da Silva, indicou o nome de Alvino Ferreira para o cargo de Carcereiro da cadeia pública do município. Foi mais uma das felizes escolhas do Dr. Zoroastro, pois Alvino Ferreira correspondeu a essa confiança de maneira louvável. Tratava os presos com dignidade e nunca teve nenhum problema de ordem interna. Sabe-se que se trata de um cargo difícil de ser executado, pois lida com pessoas em débito com a justiça e nem sempre são pessoas de bem.

O nosso candeense ilustre Alvino Ferreira faleceu no dia 27 de abril de 1992 aos oitenta e quatro anos de idade.

Receba, portanto, esta simples homenagem da Rádio CandeiasFM. Sabemos que é uma homenagem simples, mas é um grito para que o nosso povo possa ouvir e reconhecer o quanto você foi importante na construção da história de nossa terra.

Obrigado Alvim Ferreira! Muito Obrigado. (Texto: Armando Melo de Castro)

Uma família muito unida. Nunca se viu falar de uma indisposição entre irmãos. Eram eles: Revalino, Antonio, Adalgísio, Francisco, José, Washington e Alvino Ferreira. Todos militantes na área rural. Exceto o Alvino Ferreira que tão logo a família se acomodou em Candeias, foi aprender a profissão de barbeiro, no salão do Pedrinho Barbeiro, sediado, naquele tempo, onde se encontra, hoje, a casa do Sr. Ângelo Afonso.

Alvino Ferreira casou-se com Benedita Cândida Ferreira em abril de 1941. Desta união nasceram quatro filhos, Malfandes, Willian, Wanderley e Adelson. Willian Ferreira, o segundo filho do casal, aprendeu o ofício de barbeiro com o pai e apesar de ser hoje aposentado, ainda exerce a profissão num anexo do antigo Restaurante Bifão.

Interessante observar que Alvino Ferreira não teve irmãs e nem filhas. Criou os seus quatro filhos com muito amor e disciplina. Na Região do Bairro da Ponte, Alvim Ferreira, era estabelecido com o seu salão de barbeiro e em anexo o seu pequeno comercio onde está estabelecida, atualmente, a “Papelaria Mais Você,” na Praça Antonio Furtado.

Ali se poderia verificar sempre o Alvino Ferreira, sendo solicitado a dar conselhos; orientando em alguma coisa, principalmente sendo solicitado para aplicação de injeções; dar banho em doentes, fazer curativos e barbear pessoas acamadas. Era um tipo de enfermeiro voluntário que não visava dinheiro com esses préstimos.

Alvim Ferreira fazia coisas que deixava as pessoas muito admiradas:

Naquele tempo Candeias não possuía uma funerária e os defuntos eram preparados para o enterro nas próprias residências. Alvino era sempre solicitado para esse tipo de serviço, dar banho, fazer a barba e preparar o morto para que esse fosse enterrado com dignidade. Fazia isso gratuitamente sem cobrar nenhum centavo. Era um homem extremamente caridoso... Um homem legitimamente do povo.
Alvino e seus familiares tinham certos hábitos diferentes, como por exemplo, almoço às dez horas da manhã e jantar as quatro da tarde. É justo registrar que à mesa de Alvino Ferreira, era comum um convidado da pobreza.

Homem sem preconceito de raça e de cor. As diferenças sociais não faziam parte dos princípios de Alvino Ferreira. Era humilde, porém, bem relacionado com todas as camadas sociais de nossa cidade.

Fundador e Presidente da Festa do Rosário do Alto do Mingote. A construção da Capela do Rosário, sede da festa foi construída por um grupo de amigos liderado por ele. Alvino tinha o espírito de liderança. Homem muito respeitado pelos adeptos desta festa do congado. Não fosse por ele esta festa não teria, hoje, a grande conotação vista e sentida por todos os candeenses.

Numa homenagem justa da Câmara Municipal de Vereadores, a antiga Rua Itapecerica, que desce à frente de sua antiga residência, onde se aglomeravam os ternos dos dançantes; os quais dali se dirigiam para o alto do Rosário, hoje leva o seu nome... Avenida Alvino Ferreira.


Foi presidente por muitos anos da Vila Vicentina, onde era grande ouvinte dos clamores dos pobres ali residentes. Numa época em que, ainda, não existiam essas aposentadorias existentes nos dias atuais, o custeamento da Vila Vicentina fazia com que o seu presidente contasse com o seu circulo de amigos.

Grande amigo e homem de confiança do saudoso Monsenhor Joaquim de Castro, o qual lhe confiava sempre à responsabilidade maior da organização da Semana Santa. Alvino Ferreira nunca foi visto acompanhando uma procissão e sim colaborando na exigida organização disciplinada do Monsenhor Castro.

2 comentários:

MárioMoreira de Resende disse...

Òtima iniciativa,parabéns mesmo,sou candeense com muito orgulho,assim fico conhecendo cada vez mais a história de minha terra natal.

Claudia Saldanha disse...

Foi muito bom ver a história do tio Alvim aqui.Não era meu tio de sangue, mas tinha um imenso carinho por mim e meus irmãos! Na verdade sua esposa, a tia Benedita é que era minha parenta, irmã da vó Maria do Antero. Que saudades do tempo que a gente chegava lá para que o tio fizesse uma "benzeção" e depois a tia oferecia aquelas deliciosas broas de amendoim que ela mesma fazia!