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segunda-feira, 29 de maio de 2017
A REALIDADE DA VIDA.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
JUCA RICARTE, UM AMIGO DOS POBRES.
Hoje nós vamos homenagear um grande candeense. Um homem caridoso, afetuoso, que durante a sua vida teve sempre uma atenção especial para os pobres, para os menos favorecidos. Estaremos falando de José Gomide da Anunciação. O popular Juca Ricarte.
José Gomide da Anunciação era filho de José Ricardo Gomide e de Dona Bárbara Emereciana de Oliveira. Nasceu no dia 25 de março de 1907, numa casa situada no antigo Beco do Botafogo, hoje Rua André Pulhez. Eram sete irmãos, sendo quatro mulheres e três homens: Emília, Cecília, Olinda e Maria; João, Jozino e José.
O nome de seu pai, José Ricardo, foi transformado popularmente em José Ricarte. Como José Gomide tinha o mesmo nome do pai, passou a ser chamado de Juca. E de Juca do Zé Ricarte, acabou ficando com o apelido de Juca Ricarte.
Casou-se ainda muito jovem com Guilhermina Luiza Gomide, a popular Guilé. Dessa união nasceram seis filhos, sendo eles, Irene, Aparecida, Walter e Marlene. Os outros dois faleceram ainda quando crianças. Juca Ricarte não frequentou escolas. Estudou com o seu pai e teve apenas um aprendizado básico.
Homem extremamente correto. Amava muito a sua família e por querer os seus filhos no caminho certo do bem e da honradez, muitas das vezes, chegava ao exagero na sua forma de educar. Não aceitava nenhum tipo de indisciplina entre os seus filhos. E era bastante rígido.
Nunca faltou com os seus deveres de pai de família e de trabalhador. Lutou pela vida com muitas dificuldades. Mas sempre saudou os seus compromissos rigorosamente nos prazos predeterminados.
No curso da sua vida, trabalhou nas mais diversas profissões. Foi lavrador, usineiro da antiga usina do Sr. Celestino Bonaccorsi; pedreiro, carpinteiro e funileiro ou latoeiro, até que aos quarenta e cinco anos, conseguiu com a ajuda do Dr. Zoroastro Marques da Silva, um emprego público na área da saúde.
Juca que era pedreiro quando foi nomeado para um cargo pelo qual não tinha nenhum conhecimento, teve um choque psicológico muito grande no inicio de sua carreira; ao vir a ser enfermeiro lotado no Posto de Saúde, dirigido pelo médico, Dr. Zoroastro. ---- Após receber os primeiros ensinamentos, chegou quase ao desmaio quando aplicou a primeira injeção. Diante dessa ocorrência chegou a pensar em desistir do emprego. Contudo, a sua esposa Guilé, os colegas de trabalho e o Dr. Zoroastro impediram-no de fazer isso.
Um pedreiro ser nomeado pelo Estado para ser um enfermeiro pode ser curioso à vista de alguns. Mas, Dr. Zoroastro um homem do povo, conhecia bem os méritos e as aptidões de Juca Ricarte; assim não teve dúvidas em indicá-lo para ser um de seus auxiliares. E o tempo se incumbiu de transformá-lo num grande profissional que muito bem serviu a área de saúde de nossa cidade, numa era de poucos recursos.
No início, o salário era baixo e não dava para manter a família. E para ter um complemento salarial, Juca trabalhava num barraco no quintal de sua casa como latoeiro. Seu trabalho consistia na fabricação de vasilhas domésticas, num tipo de reciclagem de latas vazias de óleo que conseguia nos postos de gasolina. Não havia, nesse tempo, os produtos plásticos existentes nos dias atuais.
No Posto de Saúde, Juca não tinha horário certo. Trabalhava de acordo com as necessidades. Comumente era visto pelas ruas vestido com o seu jaleco branco, transportando seringas e outros instrumentos a fim de atender pacientes nos diversos cantos da cidade.
Foram seus colegas de trabalho no Posto de Saúde comandado pelo Dr. Zoroastro: Hamilton Marques, João de Souza Filho, Quintino, Zoroastro Filho, Dr. Luiz (dentista).
Os árabes dizem que o homem culto não é bem aquele que frequenta escolas e sim aquele que busca conhecer a si mesmo. Juca Ricarte nunca freqüentou escolas... Nunca recebeu um diploma... Mas conhecia a si próprio porque sabia que a vida é uma mistura de sentimentos... Uma mistura, principalmente, de dor, alegria e amor. Portanto, sofreu com as suas dores... Sorriu com as suas alegrias... E amou tudo que Deus lhe deu.
Caridoso e muito querido pelos menos favorecidos pela sorte. Felizmente, existem pessoas que se interessam com seriedade pelos problemas dos mais pobres e Juca era uma dessas pessoas. Na sua trajetória de vida, fez muitos e muitos amigos. Era constantemente convidado a apadrinhar os filhos de seus amigos. Entre os seus afilhados de casamento, batizado, crismas, etc. chegou a contar mais de duzentos.
Prestou relevantes serviços à Sociedade de São Vicente de Paulo. Foi seu presidente por diversos anos durante o tempo que as coisas eram muito difíceis. Vivia humildemente, pedindo ajuda para os seus amigos no sentido de acudir um pobre aqui outro acolá.
Entre o seu rol de amigos estava o Coronel Renato Lamounier, da Aeronáutica, filho de Dona Elisa Paiva. Renato doava roupas usadas vinda da Aeronáutica e estas eram entregues para o Juca que, criteriosamente fazia a distribuição entre os pobres. Certa feita, Juca agradou de uma blusa, e fez o pedido para a mãe do Coronel que sorrindo lhe disse: ‘’Você não precisa pedir Juca, pois é você que as distribui!” Mas Juca era assim extremamente correto.
Prestou durante muito tempo, serviço voluntário ao SOS, e, ao entregar o cargo, fez questão de fechar um balanço bem detalhado, sem quaisquer sombras de dúvidas.
Juca Ricarte gostava das coisas bem explicadas e não admitia erros com facilidade.
Numa época em que Candeias não tinha um pároco, e a paróquia era atendida precariamente pelos padres de Campo Belo; num tempo que não existiam os ministros da eucaristia, Juca Ricarte deu a sua grande contribuição para a Igreja. Não só no fato de promover festas, mas também, de fazer alguns trabalhos clericais, assistir enterros, bênçãos, etc ----- Juca Ricarte sempre se preocupou com o natal dos pobres. Não pedia nada para si. Mas para os pobres era um pedinte.
Faleceu aos 79 anos, vitima de um infarto do miocárdio, no dia 04 de junho de 1986.
Enquanto o mundo aportar homens como você Juca Ricarte, com certeza, o mundo será bom! Parabéns meu bom amigo e receba o abraço daqueles que lhe serão eternamente agradecidos. Parabéns, porque a caridade é um dom de Deus e você sempre a teve junto de você, como forma de uma orientação de Cristo.
Armando Melo de Castro
domingo, 23 de abril de 2017
SANTA IGNORÂNCIA!
quarta-feira, 29 de março de 2017
ÉRAMOS VINTE E CINCO...
terça-feira, 21 de março de 2017
OH! QUE SAUDADES QUE TENHO!
A estação de Candeias era bastante movimentada. Quase nada entrava na cidade ou saia a não ser via trem de ferro. O meio de transporte rodoviário era então, muito atrasado. Os ônibus se limitavam em pequenas jardineiras e era um transporte caro. E os caminhões em número reduzido. Comumente ouvia-se dizer que viajar de trem é melhor, mais confortável e mais barato.
Começa a fermentar no meu cérebro todas as historias de trens que eu já teria ouvido। Enquanto meu pai conversava com um amigo a minha imaginação estava a todo vapor. Ouvira dizer que dentro dos trens havia restaurante com cozinha e tudo; camas para dormir e até uma privada... Ouvira dizer, também, que o combustível da máquina era água e fogo... E essa se locomovia com vapor. Aquelas ideias me deixavam atordoado... Pelo fato de morar do outro lado da cidade, eu nunca teria visto um trem de perto. Estava acostumado a ouvir o apito muito familiar das marias-fumaça que trafegavam dia e noite levando e buscando gente e mercadorias...
Perguntei ao meu pai: Onde estão as coisas que o senhor me falou? E meu pai sorrindo responde: Aqui só tem a privada. As outras coisas só no trem da noite e que se chama noturno. Este trem é do dia e é chamado de misto. Com essa resposta a minha felicidade tomou um empurro... Mas não me abati. A curiosidade, agora, se concentrava no desejo de conhecer a tal privada... Desejei, para isso, a vontade de fazer xixi. Poder fazer xixi!... Cocô dentro do trem?! Como seria isso?!
Parece que o povo daquele tempo não tinha muita pressa para chegar ao destino... Era um povo mais calmo e não se irritava com os atrasos constantes dos trens. Não criticavam com veemência, as deficiências da ferrovia... E as viagens, mesmo de negócios, eram transformadas em passeios... ---- Estarei certo ou fortuitamente enganado? Ou quem sabe a ingenuidade de criança ainda perdura em mim?
Candeias MG casos e acasos.
terça-feira, 14 de março de 2017
MOTOCICLETA , O RETRATO DA MORTE!
O jovem, contudo, não é tão temeroso porque imagina a morte apenas na velhice. Mero engano. A morte não escolhe hora e nem dia. É como dizem: para morrer basta estar vivo. A infância e a juventude é a festa deste mundo, a velhice, no entanto, é o fim, é a volta diante de uma pergunta: --- De onde vim e para onde vou?
Certa vez, quando eu caminhava numa Avenida de Juiz de Fora, fazendo uma caminhada, buscando uma agilidade nos meus passos, que se emperram à custa do tempo que me envolve, vi, quando passou entre os carros, uma motocicleta dessas possantes, fazendo um barulho terrível e um zig-zag suicida.
Para mim aquilo seria o espelho da morte e nem quando vi pela primeira vez, num espetáculo de circo, a atração do globo da morte eu pude me sentir tão tenso, tão assustado quase descontrolado diante de comportamento tão aberrante. ----- Diante disso, a sentença vinda sob a jurisdição do tribunal da minha consciência, seria de que aquele motociclista não teria vida longa, pois, estaria a cada segundo colocando-a sobre os riscos da morte. Mero engano, isso porque em que circunstâncias for a morte ela é marcada a hora por Deus.
Segui o meu caminho. E não muito distante dali pude observar uma grande aglomeração de pessoas. Terá sido um acidente? Perguntei a mim mesmo! ---- Aproximei-me e pude ver ali, caído e o seu sangue escorrendo pelo chão um jovem que não se mexia. Era a moto que passara por mim lá atrás. ----- Um policial já se encontrava no local e comunicava através do celular, o povo estarrecido rodeava... A moto teria batido violentamente numa caminhonete. Os comentários da boca do povo eram os mais diversos.
Não suportei ficar parado ali. Segui o meu caminho, chocado e pensativo, inebriado e voltado, agora, numa abstração que me levava a sugerir que a estrada da vida, começa no berço e termina no túmulo, mas a distância entre o berço e o túmulo é dada por Deus e nós não a conhecemos. As vezes a pessoa morre como um passarinho, e outros até ressuscitam. Nem sempre acertamos o caminho que escolhemos, pois a distância que às vezes pode nos parecer transportar-nos rumo à verdadeira felicidade, pode terminar abruptamente num precipício inesperado. Portanto, a nossa vida estará sempre nas mãos de Deus. Ninguém morre fora da hora designada pelo Pai Celestial.
Nesse momento o meu pensamento me levou a Candeias para me encontrar com um fato que teria ocorrido na década de 50 quando eu acompanhava o meu pai numa visita a um grande amigo que teria sofrido um acidente. Era o jovem candeense Cristovam Teixeira conhecido por Cristovam do Vico, teria se acidentado numa motocicleta e recebia a visita de vários amigos na casa de seu pai Vico Teixeira. ---
Eu ainda menino lembro-me de ouvir um dos visitantes, o Sr. Mozart Sidney dizer ao Cristovão: "Você é famoso pelas suas peripécias. De hoje em diante lembre-se de uma coisa: “A saúde não tolera a imprudência e nem desaforos”.
Meu caro Cristovão salvou-se dessa vez, mas foi levado por um outro acidente, onde não houve imprudência e sim uma fatalidade, quando se encontrava trabalhando e dirigindo o seu caminhão cheio de carvão.
Meu caro amigo, onde quer que esteja, que Deus o abençoe.
Armando Melo de Castro
quinta-feira, 2 de março de 2017
QUEM SOU EU????!!!!
----Tratando-se de um nome totalmente desconhecido para mim e uma fotografia de uma mulher, tirada à sombra sem a mínima possibilidade de ser identificada além de apenas 15 amigos em comum comigo, resolvi aceitar a pessoa como amiga para posterior verificação.
----E sem muita surpresa, pelo seu estilo, pude reconhecer pela terceira vez, uma pessoa de Candeias, conhecida por todos os Candeenses; que gosta de fazer um perfil faker, porque não tem coragem de falar abertamente; joga no time dos covardes e caluniadores, como já fez uma vez subscritando um boletim como (INDIGANADO). Pessoa pobre de espírito, pobre de cultura, pobre de moral, enfim uma pobre criatura. ----Tão logo eu aceitei a intrusa como amiga vejamos o seu comportamento o que já era de se esperar:
11 de fevereiro 2017
19 de fevereiro 2017 06:52
Achei estranho e, alguns dias depois, ela fez o seguinte comentário sobre uma postagem minha que não tinha nada a ver com assunto político:
28 fevereiro 2017
TER 12:55
TER 15.44
TER 19:00
---Primeiro, a senhora diz que reside em Timóteo; naturalmente criou-se lhe no imaginário uma cidade com o nome bíblico, buscando alívio nos seus pecados principalmente quando se intitulou no masculino como INDIGANADO, e caluniou-me, inclusive mexeu até com o nome de minha falecida filha, num boletim podre que poderia talvez retratar a sua própria personalidade, mas para tudo Deus reserva um momento para os justos.
---A senhora deve realmente conhecer os problemas políticos de Candeias, eu acredito nisso, mas nada fez para ajudar quando pôde. Como ousa a senhora dizer que reside na cidade de Timóteo se a localização do seu portal da internet é Candeias??????!!!!!!
---A senhora tem um dos maiores defeitos que pode atingir um ser humano: A SENHORA É MENTIROSA, VERGONHOSAMENTE. Eu conheço a mentira é pelo rastro do mentiroso. As pessoas ao responder-me as mesmas perguntas, as quais eu lhe fiz, dizem o nome dos pais, de parentes e irmãos. A senhora, lamentavelmente não tem muito cuidado quando se propõe a mentir.
---Parece-me que tenta incitar-me a fazer o mesmo que eu fiz criticando o prefeito anterior, Mas não vou me preocupar com isso, porque mais incompetente, mais mentiroso, mais demagogo, do que foi o prefeito anterior jamais Candeias terá de novo. O ex prefeito, aquele o qual critiquei foi, sem dúvida o pior prefeito da história de Candeias. Explorou o povo candeense com um salário incompatível com o municipio e com a sua incompetência.
---Não tenho o que falar do prefeito atual, primeiro porque ele teve 73% dos votos dos candeenses, segundo porque nem Jesus Cristo, como prefeito de Candeias, daria conta em apenas dois meses, de consertar o buraco que o prefeito anterior lhe deixou como herança. -----Nós candeenses lúcidos precisamos é apoia-lo para que ele como um jovem prefeito, tenha forças para tirar o nosso município do buraco. -
---Quanto a Câmara Municipal que a senhora vem a ironizar, saiba que seria a ultima pessoa do mundo que teria o direito de critica-la. E a senhora sabe muito bem porque digo isso.... A senhora sabe e finge que não sabe...
------Quanto ao Sr. Pangaré, trata-se de meu amigo, e descendente de família histórica de Candeias e que jamais mereceria alguma critica de pessoa anônima e vulgar, sem tradição e sem histórico político como a senhora.
----Por tudo isso, Dona Mônica, dar-lhe-ei aqui um conselho: procure entrosar-se com gente do seu nível intelectual (os indignados que escrevem boletins anônimos, caluniando pessoas inocentes), a senhora vai se dar melhor junto do seu meio. A senhora merece o seu meio, afinal é uma indignada.
Suponho que não se faz gostar nem do seu nome verdadeiro. Afinal ele é horroroso pois, tem um sufixo de coisa AZEDA, que DEGREDA.
QUA 20:11
Armando Melo de Castro ----- Não entendeu nada?! Pobre coitada! Já que você quer continuar me enrolando diga-me o nome dos seus pais? Em que comunidade morou entre Candeias e Itapecerica? Cite pelo menos o nome de uma familia sua amiga em Candeias.?
QUART 01 MARÇO 2017
20:12
Armando Melo de Castro ---Ora, ora, Dona Mônica Maria, não se preocupe, a senhora nunca me preocupou e jamais me preocupara. Eu estou acostumado a reconhecer os Fakers é pelas suas contradições e as pessoas mentirosas pelo rastro da mentira. Como eu já lhe disse, procure a sua turma dos indignados, pessoas do seu nível cultural, por mim a senhora não existe.
20:17
20:20
É que eu gosto de brincar de gato e rato Dona Mônica. Mas quem lhe disse que eu me incomodei?, Eu disse que a senhora nunca me preocupou e jamais me preocupará. Leia direito professorinha Dona Mônica Maria azeda
Fim da conversa no bate-papo
sábado, 25 de fevereiro de 2017
AS LARANJAS DE DONA JULITA.
Numa revirada nas gavetas das minhas memórias, encontro-me com Dona Julita Macêdo, quando ela morou numa casa antiga que ficava onde está hoje, o prédio do Zé do Anjo, ao lado do galpão que estabelecia a sua oficina mecânica.
Com essa mudança, a velha casa ficou abandonada e havia por lá um grande quintal com um pomar cheio de pés de laranjas. Eu no verde dos meus anos trabalhava sem remuneração num dos meus primeiros empregos, na oficina mecânica do Zé do Anjo. --- Não existia essa história de patrão dar lanche para empregados. A gente tomava o café da manhã, almoçava às 11 horas e jantava quando voltava à tarde para casa. Não havia horários. Parava de trabalhar quando a noite chegava. A noite era o relógio.
Algum tempo depois, ao passar pela porta do Sr. Nestor Lamounier, irmão de Dona Julita, eu pude avistá-la sentada à sala do Sr. Nestor, quando fui surpreendido com o seu chamado: ----- Oi menino da roupa suja vem aqui! -----Eu levei um grande susto sendo chamado por Dona Julita a qual foi me perguntando:
-----Como você se chama? De quem você é filho?
Respondi: Meu nome é Armando e meu pai é Zé Delminda. Diante daquele interrogatório e eu com a consciência pesada, tremi dos pés a cabeça. E ela continuou:
-----Fiquei sabendo que você anda roubando as minhas laranjas...
Respondi: Foi só uma que chupei! A senhora está enganada não foi muita não...
----Mas quem rouba as laranjas?
Naquele dia eu não dormi. Eu chorei e não podia contar o motivo. E pensava: aquela mulher vai me fazer perder o emprego... Vai me fazer tomar uma sova do meu pai. Era Semana Santa e eu rezei o tempo todo pedindo a Jesus e Nossa Senhora das Dores que me ajudasse. ----- Rezei para todos os santos e em especial para o meu Santo Antônio, mas pensando: eles não vão proteger um ladrão de laranjas, mas parece que todos me ajudaram naquele momento.
No outro dia, ao chegar à oficina, eu pensei que iria sentir um colapso, quando vi Dona Julita bem ali saindo da velha casa e se encontrando comigo na entrada da oficina. Pensei, é agora que ela vai falar com o Zé do Anjo para me delatar. ---- Mas não. Ela esperava a mim e veio logo dizendo: "Oi menino! Eu resolvi Você podes apanhar as laranjas desde que seja só para você, para os outros não.
Anos depois como pintor de paredes a sua casa foi o meu ultimo trabalho em Candeias, antes de ser levado para São Paulo pelo seu filho Antônio Macêdo, para trabalhar no Banco Mineiro da Produção S.A.
Sabendo ela que eu iria dali em diante trabalhar no Banco ela me disse:
---Você é um menino bom. Vai dar-se bem no Banco. Siga o exemplo do Antônio que você será um gerente. -.
E os anjos disseram AMÉM.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
AS FILHAS DO CHEFE DA ESTAÇÃO!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
O MEU AMIGO CARNEIRO.
No final da década de 50, durante a gestão do prefeito Dr. José Pinto de Resende, ---- o prefeito que remodelou Candeias, ----vieram da cidade de Campo Belo, diversos profissionais para participar das obras da cidade.







