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terça-feira, 14 de março de 2017

MOTOCICLETA , O RETRATO DA MORTE!

                                                                      FOTO PARA ILUSTRAÇÃO DO TEXTO.

As pessoas idosas morrem de medo da morte, como se a morte fosse um castigo. A morte não é castigo, pelo contrário: a morte, a meu ver, é a absolvição do ser humano.

Grande parte das pessoas, senão a maioria se esquece de que a velhice é que talvez possa  ser o castigo. Mas castigo de quem? De Deus?! Não! Deus não castiga ninguém. Deus dá a todos nós o livre arbítrio para que sejamos responsáveis pelos nossos próprios atos.

Viver muito não é lá essas coisas. Quantas pessoas sofrem no fim da vida, cujo sofrimento pode vir a ser comentado como que pagamento dos seus pecados.

O jovem, contudo, não é tão temeroso porque imagina a morte apenas na velhice. Mero engano. A morte não escolhe hora e nem dia. É como dizem: para morrer basta estar vivo.

A infância e a juventude é a festa deste mundo, a velhice, no entanto, é o fim, é a volta diante de uma pergunta: --- De onde vim e para onde vou?

Semana passada, pela manhã, quando eu caminhava numa Avenida de Juiz de Fora, fazendo uma caminhada, buscando uma agilidade nos meus passos, que se emperram a custa do tempo que me envolve, vi, quando passou entre os carros, uma motocicleta dessas possantes, fazendo um barulho terrível e um zig-zag suicida.

Para mim aquilo seria o espelho da morte e nem quando vi pela primeira vez, num espetáculo de circo, a atração do globo da morte eu pude me sentir tão tenso, tão assustado quase descontrolado diante de comportamento tão aberrante. ----- Diante disso, a sentença vinda sob a jurisdição do tribunal da minha consciência, seria de que aquele motociclista não teria vida longa, pois, estaria a cada segundo colocando-a sobre os riscos da morte.

Segui o meu caminho. E não muito distante dali pude observar uma grande aglomeração de pessoas. Terá sido um acidente? Perguntei a mim mesmo! ---- Aproximei-me e pude ver ali, caído e o seu sangue escorrendo pelo chão um jovem que não se mexia. Era a moto que passara por mim lá atrás.  ----- Um policial se comunicava através do celular, o povo estarrecido rodeava... A moto teria batido violentamente numa caminhonete. Os comentários da boca do povo eram os mais diversos.

Não suportei ficar parado ali. Segui o meu caminho, chocado e pensativo, inebriado e voltado, agora, numa abstração que me levava a sugerir que a estrada da vida, que às vezes pode nos parecer transportar-nos rumo à verdadeira felicidade, pode terminar abruptamente num precipício inesperado.

Nesse momento o meu pensamento me levou a Candeias para me encontrar com um fato que teria ocorrido na década de 50 quando eu acompanhava o meu pai numa visita a um grande amigo.

O jovem candeense Cristovão Teixeira, conhecido por Cristovão do Vico, teria se acidentado numa motocicleta e recebia a visita de vários amigos na casa de seu pai Vico Teixeira.  ---- Eu ainda menino lembro-me de ouvir um dos visitantes, o Sr. Mozart Sidney dizer ao Cristovão: Você é famoso pelas suas peripécias. De hoje em diante lembre-se de uma coisa: “A saúde não tolera desaforos”.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

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