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segunda-feira, 7 de junho de 2021

FESTA E TRAGÉDIA CANDEENSE (Reedição)

                                        Corpo do capitão Leônidas Henrique Lannes   (Reedição)

 Candeias, na década de 50, ficou marcada pelo dinamismo do jovem prefeito, Dr. José Pinto de Resende, que era filho de outro ex-prefeito, o sr. João Pinto de Miranda. --- O Dr. José Pinto de Resende era inteligente, muito instruído e honesto, mudou completamente o perfil da nossa cidade. Abriu inúmeras ruas e fez terraplenagem em vias desconsertadas. Entre os seus grandes feitos, três coisas importantes aconteceram na sua gestão:

1) Início das obras de calçamento da cidade;

2) Inauguração do Horto Florestal;

3) Inauguração do Campo de Aviação.

A cidade, até então, não tinha ruas calçadas. Quando os carros passavam, deixavam rastros de poeira que faziam as donas de casa sonharem com a possibilidade de um dia verem suas ruas pavimentadas. Outros logradouros eram cheios de buracos onde um veículo não conseguia circular. O mato nas ruas era tão comum que facilmente eram vistas cobras soltas por ali. As casas da rua em que fui criado, ou seja, na Rua Coronel João Afonso Lamounier (saída para a cidade de Formiga) eram todas da cor da poeira. Era comum ver cavalos pastando e galinhas soltas pelas ruas.

O Dr. José Pinto de Resende foi quem deu início ao calçamento das ruas de Candeias. Daí para frente, todos os prefeitos participaram do processo de manutenção da cidade calçada. Sabe-se que a pavimentação, em forma de paralelepípedo, deixa a cidade menos aquecida em comparação às ruas asfaltadas. Com isso, aproveitou-se a grande reserva de pedras existente no município, o que pode proporcionar, também, uma boa demanda de mão de obra.

Outra importante realização do prefeito, José Pinto, foi trazer para Candeias um horto florestal. Uma área reservada para reproduzir espécimes vegetais e que ficava situado no espaço que se destina, atualmente, ao Estádio do Rio Branco Esporte Clube e ao matadouro municipal. Mudas de árvores variadas eram ali distribuídas gratuitamente. A instituição era administrada por um engenheiro Agrônomo e um gerente que vieram de fora, todavia, empregou-se um grande grupo de funcionários, principalmente meninos no tempo em que não era proibido menino trabalhar. O Horto Florestal de Candeias foi, durante o seu tempo, um ponto turístico que recebia a visita constante de namorados e familiares. O fim desse horto é para mim desconhecido.

A terceira obra importante do prefeito José Pinto foi o Campo de Aviação construído no Bairro da Parmalat e que ocupava um grande espaço no qual se encontra instalada, nos dias de hoje, uma indústria de tábua de granito bem como os eventos referentes às festas do tipo exposição agropecuária.

O campo de aviação e o horto florestal seriam inaugurados no mesmo dia. A previsão era de que seria uma festa de grande repercussão. Pode-se, portanto, acreditar ter sido esta a maior festa de todos os tempos anotada nas lembranças do povo  candeense. ---  Na parte da manhã, seria a inauguração do campo com a presença de autoridades locais, regionais, estaduais e visitantes das cidades vizinhas. Um palanque foi montado e a maior parte da população de Candeias estava presente

Candeias é o berço de um ilustre , da Força Aérea Brasileira, hoje aposentado, o coronel aviador, Renato Paiva Lamounier, filho do Sr. Olinto Lamounier e da professora, Dona Eliza Paiva Lamounier. O Coronel Renato é neto do Coronel João Afonso Lamounier, mais um personagem ilustre da nossa história. --- Nunca esteve ausente de sua Candeias. Sempre aparece, para ver os seus parentes e hospedar-se no Hotel Fazenda Álamo. E sempre leva para o Rio de Janeiro, onde mora, as delícias de nossa terra. O coronel Renato Paiva é um candeense detentor de um currículo brilhante, por ter prestado relevantes serviços à nação brasileira, inclusive à  Presidência da República como comandante aviador do Presidente Ernesto Geisel.

Nesse tempo, Renato Paiva, era cadete da Aeronáutica, e seria um futuro piloto da Esquadria da Fumaça. Entretanto, em uma das visitas a Candeias o prefeito, José Pinto, procurou saber dele  se existia a possibilidade de  conseguir a vinda à Candeias da Esquadrilha da Fumaça, para a inauguração do campo. Renato disse-lhe que sim. Porém ele teria que ir ao Rio de Janeiro e se encontrar com o comandante da Aeronáutica.

O prefeito candeense bastante entusiasmado com a ideia, e acompanhado do deputado federal João Nogueira de Resende, dirigiu-se ao Rio de janeiro, então a capital do país. E na Escola da Aeronáutica, junto também ao cadete candeense, se encontraram com o comandante daquela instituição ficando assim agendada a data de inauguração do campo com a presença da Esquadria da Fumaça para o dia 18 de julho de 1958. Notícia esta que veio trazer ao povo candeense grande alegria. As emoções de ver as acrobacias dos aviões era um assunto que colocava muita gente em dúvida, o que aguçava a mente de todos.

Tendo chegado o “Dia D”, logo de manhã o campo de aviação a ser inaugurado encontrava-se lotado para ouvir os discursos e a chegada da tão prometida Esquadrilha da Fumaça, prometida para as 9 horas daquela manhã.

E ela não chegou. Esse atraso seria um fato anormal porque a esquadrilha teria já chegado a Campo Belo no dia anterior e lá iriam pernoitar e aguardar o momento de vir para Candeias, tempo que seria de apenas três minutos de Campo Belo a Candeias. E esse atraso causou uma grande inquietação nas autoridades candeenses e no povo em geral. O meio de comunicação em Candeias era precário; praticamente apenas pelos telegramas da estação ferroviária. E por isso a notícia desastrosa demorou muito a chegar, abalando e frustrando toda aquela expectativa do povo, não só de Candeias, como também de cidades vizinhas. Afinal, a Esquadrilha da Fumaça era uma coisa nova, com poucos anos de existência. E numa cidade de interior isso era muito raro. -

Ocorreu, todavia, que ao levantar voo para se dirigir para Candeias, a uma velocidade de 400 quilômetros por hora, o que não levaria mais de 3 minutos, o comandante, Capitão-aviador, Leônidas Henrique Lannes, decidiu dar uma pequena apresentação para o povo de Campo Belo, e nessa demonstração, o seu avião perdeu o controle e foi bater com a ponta da asa na torre da Igreja Matriz em Construção e foi cair num terreno onde morava a família do Sr. Clóvis Rios, atual esquina da Rua Ana Jacinto Rios com a Rua Joaquim Murtinho. Morreram o piloto, comandante da Esquadrilha e  duas crianças filhos do Sr. Clovis e Dona Tereza Trindade. A notícia trouxe para Candeias uma grande comoção.

Os outros três aviões, durante a festa de inauguração do campo, passaram timidamente pelos céus de Candeias sob os nossos olhares tristonhos. Mas enquanto aqueles aparelhos sumiam nas nuvens, com certeza, estava havendo uma reciprocidade de sentimentos quando o nosso povo sentia uma grande tristeza e frustração, enquanto  aqueles três aviadores voltavam as suas origens com os corações partidos por deixarem para trás o seu companheiro e comandante.

O capitão Leônidas Henrique Lannes, era um homem tido como prudente e cauteloso que além de ser o comandante da Esquadria era instrutor de voo de cadetes do ar, morto quando teria vindo com o objetivo de alegrar o nosso povo. Esse acidente de repercussão nacional foi, por muitos anos, lembrado pelo povo candeense num sentimento de frustração por ter perdido uma oportunidade que nunca mais, talvez, pudesse vir tê-la de novo. Mas como tudo não estaria perdido, o nosso cadete, hoje, aposentado, coronel Renato Paiva Lamounier, nas suas vindas a Candeias, em visita a sua mãe, vinha num desses aviões e sempre nos dava uma mostra do que teria sido feito por quatro aviões num só momento. O avião pilotado por ele subia como uma flecha e depois vinha cambalhotando, o que deixava o povo da nossa cidade assustado e imaginando o que seria aquilo feito por quatro aviões, como poderia ter sido feito na inauguração do noss campo.

Naquele momento não havia clima para a festa de inauguração do horto Mas não havia como cancela-la. Tratava-se da parte mais festejada das comemorações. Um consórcio de fazendeiros teria proposto uma churrascada para todo o povo de Candeias. Diversas rezes haviam sido abatidas para esse churrasco. Muito refrigerante estava pronto para ser servido. Assim, apesar da frustação da nossa população, a inauguração do horto, marcada para a parte da tarde, estava de pé, quando o povo já ia diretamente do campo, para o horto, do outro lado da cidade.

Eu que já contava os meus 12 anos, não perdi um foco sequer dessa grande festa. De manhã sofremos, mas à tarde carnívoro como é o ser humano, deu-se um branco na cabeça de todo o mundo, sobre a ausência da Esquadrilha da Fumaça. Carne e refrigerante à vontade. Cerveja eu não me lembro se existia, eu não bebia nesse tempo, mas refrigerante... Meu pai! Eu jamais vira tanta fartura. --- Para o churrasco foram abertas várias valas onde grandes espetos eram expostos. O povo comia, levava para o parente de casa, e apanhava no chão para levar para o cachorro.

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. (Chaplin)

NB) Neste texto eu fui auxiliado pelo meu amigo, Coronel Renato Paiva Lamounier, que me falou sobre a Esquadrilha da Fumaça. Mas a festa frustrada do campo, e a alegria no horto florestal, eu estive o tempo todo presente, e teria muito mais o que falar... Muito mais!

Armando Melo de Castro


12 comentários:

Giuliano de Souza disse...

Está é a Memória de CANDEIAS!
Nunca soube disso!
Ainda bem que alguém a contou e a eternizou.
"A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que estes permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos, mas também por gerações"
Nota: Gostei da data, 18 de julho de 1958, exatamente 30 anos após eu sentaria praça na Marinha Brasileira, 18 de julho de 1988...

5 de setembro de 2012 18:34 

Giuliano de Souza disse...

Está é a Memória de CANDEIAS!
Nunca soube disso!
Ainda bem que alguém a contou e a eternizou.
"A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que estes permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos, mas também por gerações"
Nota: Gostei da data, 18 de julho de 1958, exatamente 30 anos após eu sentaria praça na Marinha Brasileira, 18 de julho de 1988...

5 de setembro de 2012 18:36 

josefina disse...

estive lá.

22 de janeiro de 2013 13:21 

Anônimo disse...

Pois eu morava em Campo Belo nessa época justamente na rua onde caiu o avião. De fato, o avião bateu na torre da nova matriz e se espatifou a menos de 50 metros de minha casa. Como eu era uma pequena criança corri para me esconder debaixo da cama, mas sem antes subir no terraço de minha casa para ver o alvoroço causado pelo acidente. Vai que caísse outro ...

Gambogi

6 de janeiro de 2015 22:26 

Anônimo disse...

Olá, obrigado a quem fez esta matéria, pois só quem viu e esteve no local ou arredores pode realmente detalhar com fidedignidade.

Gostaria de que por favor disponibilizassem fotos ou imagens deste acidente para que eu possa conhecer mais a fundo o ocorrido do Lannes.

Qualquer coisa, enviar para este email: demontiervieira@hotmail.com

5 de abril de 2015 20:30 

Mário Moreira de Resende disse...

Que fato triste que passara o povo da região nesta época, mas fico satisfeito em saber hoje desta história, embora triste porém rica em detalhes, mais uma para eu contar para os meus filhos.. Obrigado Armando.

1 de junho de 2015 18:23 

Unknown disse...

"Me lembro muito bem daquele fatídico dia. Não era igreja em construção. Ele bateu na torre da nova Matriz, e parte da asa caiu na porta da nossa casa, passando bem rente ao teto do nosso banheiro onde, no momento eu tomava banho. Em seguida caiu no quintal de Tereza......(me esqueci o sobrenome) ceifando também a vida de 2 crianças desta senhora," comentário de minha prima Theresinha filha do tio Antonio Machado Alvarenga.

11 de setembro de 2016 17:53 

hilton disse...

Parabéns ao autor do blog pelo registro que abrange a tragédia com o avião da FAB pilotado pelo Capitão Leônidas. Minha família mudou-se de Campo Belo para Brasília no final de 1959 e nunca mais ouvira relatos precisos do acontecimento que marcou minha infância/juventude (sou de 1945). Caminhava nas proximidades da nova matriz, estava maravilhado com os aviões e pude ver o acidente de perto. O avião esbarrou na cúpula da Igreja, descontrolou-se, passou próxima da casa do meu tio Antonio Machado e espatifou-se mais adiante! Foi terrível!
Em família, cheguei a tocar no assunto, mas sem lembrar os dados precisos (a data exata). Pensava até que a apresentação da Esquadrilha teria sido no aniversário de Campo Belo – 28 de setembro - e também não lembrava o ano do acontecimento.
Minha mãe – a dona Nega – é candeense e aos 93 não lembra do acontecido. Meu pai – Anésio - lembra, mas achava que a data era anterior ao 18/julho/1958.
Congratulo-me com a minha prima Terezinha (filha do Tio Antonio) por informar-nos sobre o BLOG.
Hilton M. Ferreira

12 de setembro de 2016 03:40 

peathon disse...

Gostei muito do artigo, queria saber a data em que minhas primas haviam falecido naquele acidente, na época eu tinha pouco mais de um ano, agradeço pela informação.

13 de novembro de 2017 10:43 

Edson disse...

A matéria acrescentou muito para minhas pesquisas sobre a FAB, aviões e acidentes.
Li que o Museu da cidade de Campo Belo ou Candeias mantem em seus acervos fotos sobre o avião acidentado.Interessa-me saber o número de matrícula da aeronave T-6D sinistrada?
Alguém ajudaria?
Atenciosamente,
Edson Pom

30 de abril de 2018 15:32 

Unknown disse...

Não tinha conhecimento desse fato ocorrido em Candeias, muito bom receber notícias de nossa terra,nos trás muitas lembranças de nossa juventude.

14 de agosto de 2019 16:58 

Anônimo disse...

Bom dia, Edson Pom!
Também pesquiso sobre acidentes da FAB (data, matrícula FAB, tripulação, mortos, local, etc). Estou fazendo também uma lista de todas as aeronaves da FAB desde a criação do Ministério em 1941, com informações de acidentes e de monumentos. Poderíamos trocar informações para enriquecer nossas pesquisas. Meu contato é (51)99500-0427. Fort

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

                                                                      Eliana Felício

Mesmo sabendo que um dia todos nós vamos morrer, isso nos assusta fazendo invadir em nós uma grande tristeza. A perda de um ente querido deixa-nos transtornados, envolvidos numa emoção sem tamanho. Todos nós estamos sempre numa fase da vida esperando um encontro com a morte, principalmente quando se trata de alguém selecionado em nossas vidas.

Ninguém duvida de que Deus sabe o que faz, mas com todo esse conforto celestial perder um ente querido nos causa uma dor maior. Partir da vida é um grande mistério de onde nasce uma grande saudade para quem fica; um mistério difícil de entender. Seria tão bom se a gente entendesse que a morte vem nos buscar porque fomos chamados por Deus! Que a partir dela não vamos mais sofrer todos os males dos quais convivemos com eles desde o nosso nascimento. Mas ela nos mostra um sentindo totalmente diferente.

Eu quero enviar um abraço e os meus mais profundos sentimentos à FAMÍLIA FELÍCIO, pela falecimento de sua tão querida Eliana Felício.

Uma família de guerreiros honestos, amigos e religiosos. Fui muito amigo de seu patriarca Chiquinho Felício, que nos deixou uma tão boa lembrança com o seu sorriso alegre. Sua esposa, Maria Morais; lembro-me de vê-la, sempre com uma criança no colo. Uma família, unida, amorosa, exemplar e respeitada.

Que Deus os abençoe a todos fazendo-lhes acreditar no tempo. Eliana partiu para Deus, mas deixou para os seus familiares e amigos, uma grande saudade.

Armando Melo de Castro.

 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

A MERDA DO PORCO. (falando por mim)


O que estou dizendo aqui agora não é porque li pela imprensa e nem pela ciência. Estou falando por mim. --- Se formos procurar saber através da internet o que é melhor para a saúde se é o óleo vegetal ou a banha de porco, naturalmente ficaremos confusos, porque existe uma guerra entre os fabricantes de óleo vegetal e os produtores de porcos. --- Uns falam mal do porco e outros falam mal do óleo. --- Os porcos, ainda têm um inimigo de graça, que são algumas religiões que dizem que a carne de porco é imunda, tem fenda nos pés etc. Adoro pé de porco... imundícies estas que para mim são delícias.
É bem certo que no passado os porcos eram criados em meio a uma lambança danada. Eram cheios de vermes, viviam misturados com as suas bostas, comiam lixo e até merda e se deliciavam. Mas era o que existia. Mas com o advento do óleo vegetal, surgiram essas atenuantes contra o pobre do porco que ficou durante um bom tempo sendo trocado pelo óleo vegetal, muito mais perigoso para a saúde. Atualmente, as granjas de porco são fiscalizadas, higienizadas rigorosamente, e não são como antigamente. Hoje em dia a bosta de porco é ração para peixes.
O assunto é extenso e confuso porque gera interesses particulares. Contudo, não pretendo aqui fazer a cabeça de ninguém. Eu falo por mim e tenho a minha convicção a respeito desse assunto. Estou cansado de ouvir a mídia dar palpites errados e fazer o povo de idiota.
Eu não abro mão da minha cabeça de lombo, do meu torresminho frito ou assado; o meu o leitãozinho assado no natal; o focinho que já lambeu bosta; as orelhas que pousou na merda; o rabinho amigo da merda, enfim, eu amo a carne de porco com toda essa imundície que muitas religiões pregam por ela. Gosto mesmo é daqueles porcos bem porcos que dormem sobre as suas merdas. Eu acho que até a bosta do porco é cheirosa. --- Não me venha, portanto, alguém dizer que a carne de porco faz mal, dá colesterol, tem verme, engorda... Se falar assim comigo a minha boca enche d’água.
--- Na minha casa só se come banha de porco,
e o tira-gosto preferido é o torresmo. --- Se isso fizesse mal eu já teria morrido. Para mim não tem nada melhor que um pedaço de linguiça caseira crua; um pedaço de pele crua tirada da barriga do porco bem macia. --- Um sanduiche de bacon, que delícia! Com todos esses perigos comentados na mídia sobre a carne de porco. Ainda bem que a minha boca não obedece aos meus olhos e nem aos meus ouvidos. Ela combina muito bem é com o meu cérebro e o meu nariz. ---Porco e galinha caipira são os melhores, porque são mais nutritivos, não tomam tanto remédio. comem merda e até escorpiões, ratos e outras lambanças mais
Resumindo Mateus 15. 10, 20, o que entra pela boca do homem passa pelo estômago e vira bosta não o torna impuro. O que o torna impuro é aquilo que sai de sua boca.
Desculpe-me se ficou com nojo do meu texto.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.
Pode ser uma imagem de animal e comida
José Orlando Vilela, Marco Antonio Albanez e outras 29 pessoas
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quarta-feira, 12 de maio de 2021

QUE DEUS A ABENÇOE GLENIA.

   
Glenia Alves Pimenta

---É realmente triste receber a notícia da morte de alguém, seja de um amigo, de um parente ou de um nome destacado. Mas quando recebemos a notícia da morte de alguém que perde um filho, e que tenha sido levado nas mesmas circunstâncias em que terá  sido levado um filho seu, o sentimento é profundo e nos vem a fermentar o cérebro pela vontade de estar junto daquela família que sofre e acaba de perder o seu filho querido.

 ---A vida é simplesmente uma oportunidade em que nos encontramos. Somente a morte virá  nos unir e fazermos iguais. Mas entender que o objetivo enviado por Deus é lutarmos e buscar a nossa defesa contra a morte. Pensar a respeito da morte é um sofrimento em que levamos vida afora. Portanto, é preferível viver sem pensar nela; só que isso é difícil. Afinal não é fácil entender que nascemos para morrer, contudo sem saber como, quando e em que lugar.

 ---Não conheci pessoalmente a minha conterrânea Glenia Alves Pimenta, mas ela era minha amiga aqui no Facebook e o seu sorriso descontraído não prometia o acontecido. Mas a vida é mesmo assim. O destino certo de todos nós é a morte a qual não sabemos o dia da partida.

 ---O suicida com certeza tem medo da morte e se comete esse desatino o faz num momento de desespero para se livrar não da vida, mas sim da dor cruel que o atormenta. E  se vem a esse crime contra si próprio, normalmente de forma violenta, pode ser para não ter tempo de se arrepender.

 ---Eu perdi a minha filha quando esta contaria em poucos dias trinta anos de idade, vítima de suas próprias mãos. Isso aconteceu há 14 anos, mas nesse caso o tempo ajuda muito pouco, isso porque trata-se de uma ferida que não cicatriza jamais.

 ---Não existirá uma dor maior do que a perda de um filho. É uma dor sem nome. Os pais são envolvidos num sentimento jamais experimentado; é uma mistura de tristeza, mágoa com a vida, desespero e saudade. Ainda mais, entendo que somente os pais que perdem um filho nessas circunstâncias, assim como eu perdi, em que parte para Deus a nossa amiga Glenia, poderão avaliar o tamanho de tal sofrimento.  Afinal, os filhos são preparados para enterrar os pais, mas os pais jamais serão preparados para enterrar um filho.

---Eu quero aqui, enviar o meu abraço aos familiares da Glenia Alves Pimenta, especialmente aos seus pais. Eu sei o que vocês estão sofrendo e posso avaliar esse triste pedaço que a vida lhes reservou. Ele é tão doído que chega até a mim e posso senti-lo em cadeia com vocês porque passei por essa mesma estrada. ---- Mas o tempo, apenas o tempo designado por Deus pode ajudar. Não deixem que a fé em Deus lhes fuja. O conforto vindo de Deus é o principal... Eu que o diga!

 --Que Deus a abençoe você Glenia e sua família.

 Armando Melo de Castro. 

domingo, 9 de maio de 2021

NOMENAGEM ÀS MÃES.


 Hoje, 9 de maio de 2021, sem dúvida uma das datas mais felizes do ano a ser comemorada. “O Dia das Mães”. E eu quero, nesta oportunidade, homenagear a todas as mães do mundo conhecidas e desconhecidas; abraçar as amigas do Facebook; especialmente as minhas conterrâneas candeenses, entre as quais mantenho um convívio com muitas delas desde a infância na nossa Candeias. --

--- Agradecer a minha mulher, Carmelita Paolinelli, pela dedicação e orientação tão bem dispensadas a nossa filha Bruna, o que sempre fez dela numa filha sem problemas.--- A todas as mães quero enviar o meu cravo vermelho e o reconhecimento pela missão recebida por Deus.

---Quero, de forma especial, através do meu coração, conversar com a minha tão querida mãe, Dona Luca, que agora se encontra nas dependências Celestiais, oportunidade em que lhe enviarei o meu cravo branco.

---Aproveito, nesta oportunidade, em que todas as mães são homenageadas, para contar o que sei sobre como foi criado esse dia dedicado às mães, para aqueles que por ventura não tenham o conhecimento:

 ---------------------------------- No ano de 1905, uma professora americana – Anne Jarvis – com a morte de sua mãe, entrou em profunda depressão. Preocupada com o seu estado de saúde, algumas amigas resolveram fazer uma festa, a fim de perpetuar a memória da mãe de Anne. Mas ela queria que a data fosse estendida a todas as mães vivas e mortas. Assim escreveu longas cartas para os políticos, comerciantes, empresários e religiosos, sugerindo a criação de um dia consagrado às mães. Depois de alguns anos de tanto sugerir a sua ideia, no ano de 1914, nos Estados Unidos da América, foi oficializado o Dia das Mães, como segundo domingo do mês de maio.

---Durante esse movimento, Anne criou, também, um símbolo para homenagear as mães vivas e mortas: uma flor; o cravo vermelho e o cravo branco. O vermelho para as mães vivas e o branco para as mães falecidas.

---Mas infelizmente, certo dia Anne invadiu uma Associação das mães de veteranos de guerra, a fim de vender cravos com fins lucrativos. Foi presa, por perturbar a ordem e ao sair da prisão, disse que estava arrependida de ter criado o Dia das Mães. Entrou com um processo para cancelar o dia por ela criado, mas sem sucesso. (PESQUISA NO PORTAL DA FAMÍLIA)

---Podemos observar que a convenção que criou o Dia das Mães, apesar de merecer o maior respeito, teve em primeira mão, um aspecto comercial. --- E isso, com certeza, há de durar para sempre. Vê-se que nesta data, o comércio se agita apenas com o intuito de vender presentes. As casas de flores se preocupam simplesmente em vender os cravos vermelhos, isso porque, hoje em dia, não se fala mais nos cravos brancos, sabendo-se que uma mãe morta não recebe presentes. Podemos entender, portanto, que o comércio faz apenas a sua parte.

---Houvesse uma mãe, criado o Dia dos Filhos, jamais isso teria acontecido, como aconteceu com essa americana Anne Javis. Isso se explica porque uma mãe não tira proveito sobre os filhos. Uma mãe, por mais pobre que seja tem muito para dar aos seus filhos e já começa transformando o seu sangue em leite; O seu descanso em cansaço; a sua tristeza em alegria; a sua miséria em riqueza e a ingratidão dos filhos em perdão.

---A felicidade de uma mãe depende do estado de alma que se encontra o filho. E quantas mães choram e sofrem pelos seus filhos nesse seu dia criado por uma generosa convenção americana!?

---O Dia das Mães seria muito mais formoso no seu simbolismo se os filhos completassem a sua feição como que, o dia da bondade; o dia do amor – o dia da alegria – o dia das lágrimas santas – o dia da virtude. Fosse assim, talvez levasse aos filhos a uma meditação melhor. É muito bom poder presentear a sua mãe no seu dia. Mas será esse o presente que uma mãe realmente deseja? O presente de loja não diz aquilo que uma mãe quer ouvir ou ver. Esse tipo de presente serve apenas para ressaltar um dia do ano.

---O mês de maio é também consagrado a Nossa Senhora – nossa mãe celestial. É quando homenageamos as nossas mães vivas ou mortas no seu segundo domingo. – Assim a oportunidade permitirá numa homenagem dupla elevar os nossos pensamentos ao nosso Pai Celestial e à nossa Mãe Maria Santíssima, para que derrame sobre todas as mães da terra, as suas bênçãos, em nome de todos os filhos.

---A memória é um álbum de fotografias em cujas páginas guardamos um espaço para os nossos entes queridos. Nesse segundo domingo 9 de maio, de 2021, quero rever as fotografias de minha mãe que povoam o meu coração e agradecê-la: Obrigado minha querida mãe, pelas suas noites mal dormidas; pelas preocupações que lhe causei; obrigado por ter me perdoado tanto, sempre me entendendo... Obrigado por me tratar até aos setenta e três anos como um menino frágil.

---Onde quer que esteja, receba o meu beijo e o meu cravo branco.

 Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.

 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

AS CONSEQUÊNCIAS DE UM MAU HALITO.


 

A meu ver, um dos incômodos mais complicados que envolvem as pessoas é a halitose, conhecida popularmente como mau hálito. Isso porque quem tem mau hálito nem sempre sente o problema, e as pessoas mesmo os familiares, se não for esposa ou marido, pai ou mãe, não tem coragem de informar às pessoas quando elas estão com o problema. Afinal, como dizia o meu amigo Gabriel Carlos: “Não tem coisa mais triste que uma boca fedorenta não tem!”.

Eu me lembro, que em Candeias tinha uma moça muito bonita, mas ninguém a via com um namorado. (Fica chato eu dizer quem era. Ela tem parentes) Em épocas de festas ela era sempre vista naquela roda que as moças faziam na praça frente ao Bar Piloto, chamada de “AVENIDA”, enquanto a rapaziada ficava na paquera. --- E eu, um marinheiro de primeira viagem... Bobo feito um jacu e desajeitado feito um tatú de galocha, ali também, esperando que caísse algum peixe em minha rede, porém sem esperança. ---

E certo dia, já no fim da noite, aquela beldade que era sempre vista sozinha, sem um namorado me manda um recado através de sua irmã mais nova dizendo que queria falar comigo, queria se encontrar comigo no outro dia. --- Levei o maior susto. Meu Deus será que eu mereço tanto? Perguntei aos céus se aquilo era verdade! Mas era sim, era verdade. E eu naquela fase de querer ser um adulto pronto; com uma imaginação ativada, querendo participar de aventuras e aquela vontade de ser livre sem se preocupar com o certo ou o errado. --- Parecia-me que toda mulher era bonita para mim, mas aquela era demais. Como dizem hoje, era muita areia para o meu caminhãozinho.

Com todo entusiasmado  me preparei buscando decorar as palavras e o jeito de chegar nela... O que a bem da verdade, com certeza, na hora certa não daria certo diante do meu jeito bobo e acanhado. --- Mas era corajoso e aventureiro ---

Botei na minha cabeça que naquele dia eu iria estrear a minha boca dando um beijo doce, igual aquele da música “beijinho doce”. Ensaiei-me como seria o cumprimento, a despedida e cheguei a me considerar o adolescente mais sortudo da praça. Ainda mais que eu estava empanado num terno cor de burro fugido, feito pelo Chiquinho Alfaiate. --- O primeiro terno que usei, eu me olhei no espelho e me amei, me achei lindo também. Parecia eu ser o cara mais feliz do mundo... Como foi bom ser adolescente!

Pensei comigo: Hoje eu estreio a minha boca num belo beijo muito gostoso. E perguntava a mim mesmo: como será um beijo? Eu nunca tinha dado um beijo e sonhava com isso. Ensaiei as palavras, como cumprimenta-la, enfim, como arrancar de mim aquele jeito de rapazinho bobo. Aproximei-me daquela criatura pensando que eu era o adolescente mais sortudo da praça. Afinal aquela donzela que eu mal conhecia só de vista era para mim uma incógnita. Como seria a sua vós;  seria pura ou safada? Seria boba ou ativa? Ela era da zona rural e só era vista nas oportunidades de festas da Semana Santa ou do Rosário... 

 Parti para o encontro. Lembro-me que assentamos no Banco da praça doado pelo engenheiro construtor da praça, Dr. João Fabra Romero. As primeiras palavras foram o suficiente, para detonar com o encontro.  O mau hálito da moça era uma coisa que ultrapassava todos os limites. Portanto o encontro que foi rápido, não permitiu ser repetido. Assim, infelizmente, não houve um segundo. -----  Adeus beijo, adeus tudo. Eu devo confessar que os meus encontros de adolescente foram sempre fracassados. Isso porque eu era bobo demais. Prefiro dizer que era bobo do que tímido. 

As causas do mau hálito são diversas, e quase sempre pode estar na boca. Não se trata de uma doença, mas pode ser sintomas de doenças. As principais causas são: Má higiene bucal, dieta, boca seca, cáries, tabagismo, alcoolismo,  infecções respiratórias, refluxo, problemas de estomago e mais uma série de problemas. Segundo estatísticas no Brasil a cada 4 pessoas l tem o problema.

--- Um dos problemas mais graves do mau hálito são as chamadas bolinhas brancas na garganta, também conhecidas como  cáseos amigdalianos que ficam presos nas amígdalas  causam um mau hálito terrível e precisam ser retiradas. Caso não conseguem fazer esta retirada é preciso procurar um dentista para tratar do problema.

A.M. Castro