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sábado, 10 de março de 2018

CELIBATO, UM ARMÁRIO DA VERGONHA!


NB. Sou Católico Apostólico Romano não praticante. Assim me considero ter ter sido batizado, representado e crismado diante da fé de meus pais. --- Há anos não congrego em nenhuma igreja. ---- A minha igreja é a porta do meu quarto fechada onde eu me encontro com Deus, com Jesus Cristo a minha mãe Maria e o meu Santo Antônio. -----  --- Há anos não congrego nas igrejas, por não concordar com o comportamento da grande parte dos padres e de pastores evangelicos. As igrejas se tornaram em pontos comerciais. Portanto, suponho que Deus não se encontra dentro delas, mas sim dentro de mim.  Este texto não está sendo colocado no Grupo Sô das Candeias com muito orgulho e apenas, na minha página do Facebook por envolver opinião religiosa. Ele representa apenas a minha opinião e não tem a mínima intenção de coagir ou mudar a opinião de alguém.  Aquele que não concordar comigo terá o seu ponto de vista respeitado. Portanto, o texto não está sendo colocado aqui para debate com aqueles que seguem religiosamente as suas opções religiosas. ---- Todavia, quero deixar claro que não estou generalizando o comportamento de todos os líderes religiosos, porque entendo que existem padres e pastores corretos que cumprem seriamente o seu compromisso com Deus. Mas esses estão à cada dia se tornando mais raros. 

 ---- A lavagem cerebral que os líderes religiosos desenvolvem na cabeça das pessoas, vem mudando o comportamento dos fiéis conscientes da necessidade de ter uma religião em suas vidas. Isso vem acontecendo tanto nas igrejas evangélicas como também na Igreja Católica, --- a minha Igreja Católica caminhando a passos largos para um desencontro com os seus fieis, a minha querida Igreja Católica, de Jesus Cristo outrora tão bem representada, hoje em dia já não merece o respeito de outrora. ---- O celibato, esta caixa de esconderijo, não tem merecido debate. Isso, o ponto crucial que denigre a imagem da igreja católica.

 ----Os padres, outrora tão dedicados aos dogmas da igreja, não têm, hoje em dia, isso como a sua principal preocupação. Estão preferindo a teologia da prosperidade. E em sua maioria opta por ser destaque na mídia. Um padre moderno hoje quer ser celebridade como se isso pudesse despertar uma fé pura em alguém. Trocam os seus altares por palcos artísticos que nada têm a ver com a religiosidade prometida por Jesus Cristo. --- Entende-se, claro, que a evolução seja necessária, que ainda existem padres cumpridores de seus deveres, mas estão a cada dia, mais raros. Esquecem-se de que Jesus não muda.

---A palavra evangelização tornou-se num produto de venda enquanto a teologia dogmática vem sendo esquecida. Cobram a fé do cristão sem cumprir o seu compromisso de despertá-la ao fiel da sua igreja. Cobram, como se a fé pudesse ser encontrada debaixo da cama, ou numa chuva que lhe caísse à cabeça.

---Logo que o Papa Francisco tomou posse como chefe da Igreja, disse que o celibato não é um dogma da Igreja. Apesar da claridade da frase, eu gostei muito de ouvir isso, principalmente quando ele disse que iria rever essa questão. Mas foi uma frase dita ao vento, lamentavelmente.

 ----Parece-me que existem padres que se esquecem de que uma religião é uma tese onde se discute a própria tese. Portanto, um padre, a meu ver, deve antes de ser padre, saber ouvir, falar e calar diante de certas questões. Há sacerdotes que vivem confusos entre os palcos da vida religiosa e os palcos das canções e dos espetáculos, nem tanto religiosos.

----Apesar de respeitar a profissão religiosa eu discordo quando vejo um padre defender com unhas e dentes o celibato clerical. Principalmente quando ele faz isso através do púlpito da sua igreja. Se ele diz, por si, sobre o celibato, tudo bem, é uma questão subjetiva. Agora, se diz por um todo, ele está, completamente equivocado.

----Subentendo, todavia, que os padres falam por si como, também, manifestam as suas opiniões pluralizadas. Existem padres que se sentem indignados quando vê a sociedade se manifestar sobre o celibato como mera restrição sexual. ----- Eu acho que a sociedade está também indignada de ver um celibato descumprido e corroído pela pedofilia. Celibato que oculta tendências ----------homossexuais deturpadas para aqueles que as têm e não quer expô-las.

----Acho que defender o celibato, nestas alturas do campeonato, seria um tanto arriscado para qualquer padre. Esta questão anda muito evidente na vida católica, contudo, está mais do que claro que um sacerdote que se beneficia do celibato tem mais é que defendê-lo, mesmo sabendo que estará prejudicando a igreja. 

----O celibato tornou-se numa questão política; interessante e atraente àqueles cujo casamento não lhes oferece conforto e o estado de solteiro incomoda a sociedade. ----- O celibato não tem amparo bíblico. E se não tem amparo bíblico e perdura por tanto tempo, podemos imaginar que a escolha, por ser padre, tem sido uma conveniência isolada onde, por si, é encontrada a solução de um problema pessoal.

----Bastaria à conscientização do candidato a padre sobre a necessidade de ser solteiro ou não. E para quê celibato? Portanto, está mais do que provado de que as justificativas oriundas dos defensores do celibato são vazias e sem cerne. Um homem que não alimenta o desejo de ter um filho, de ter uma esposa é, no mínimo, um conselheiro teórico e a teoria não acoplada à prática não tem consistência.

----O celibato esta relacionado com o homossexualismo deturpado; com a pedofilia e até com a prostituição. A prova maior disso são os casos de padres pedófilos, homossexuais e deturpadores de famílias que povoam a Igreja Católica e que a mídia divulga constantemente, e nem o Papa encontra uma solução para moralizar isso.

----Um padre renunciar a uma família para se dedicar à evangelização?! Como se explica, então, os apóstolos de Cristo, exceto João, serem casados? ------- Os médicos, com o seu Juramento de Hipócrates, pela tarefa de defender a vida humana em todos os momentos de suas vidas. Juramento que, inclusive, faz prevenção sobre as concepções religiosas. Mais ainda: e essa ociosidade visível dos padres, dentro das Igrejas?

----O Crime do Padre Amaro, história de Eça de Queiroz, encontra-se em evidência nos dias atuais. O celibato fez, faz e continuará fazendo as suas vítimas: filhos órfãos de pai, pedofilia e prostituição.

 ----Entendo que, se a verdade está na Bíblia Sagrada, os que defendem o celibato está indo de encontro aos ensinamentos bíblicos em Gênesis:

1-27: “Deus criou o homem a sua imagem. Criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai e multiplicai-vos”.·.

“Não é bom que o homem esteja só, vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.”. 2.18

 2.22: “Deus fez uma mulher e levou-a para junto do homem”. 

2.24 “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para unir-se a sua mulher”

 ----------------------O celibato é um armário que guarda um pecado da Igreja!

 Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.

 

 


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A LÍNGUA FERINA!

Na década de 50 ainda não existiam esses tijolos furados. Candeias possuía umas três ou quadro olarias. As mais conhecidas e próximas da cidade eram duas. A do Miguel Turco, que ficava nas imediações da Igreja do Rosário, num sítio do seu proprietário. A outra pertencia a um senhor chamado Sebastião Redondo e ficava às margens do Ribeirão Maçaranduva, nas terras do Mingote, que hoje se limita com o Bairro Jaci.


Sebastião Redondo tinha esse apelido por ser todo moldado em toucinho. Tinha a olaria; a sua família, a sua casa e um caminhão ¾ com o qual ele transportava os tijolos. Um veículo já bastante judiado pelo tempo que não tinha portas e nem capô, com um cano de descarga todo furado.

Subia a rua da igrejinha, hoje Rua Alvim Ferreira, com um barulho mais parecendo um avião. E acenando com a mão para quem o visse como se tivesse pilotando um jatão. E isso servia de chacota para as pessoas, que diziam: “lá vem o Bastião Redondo peidando fogo”. E da olaria até ao centro da cidade era só subida. E o velho caminhão não tinha folga. Se se subia estava cheio de tijolos e se descia estava vazio.

Além de tudo isso Sebastião tinha uma língua ferina que cortava mais do que uma faca afiada. Falava de Deus e o mundo e quando cansava, falava do mundo e de Deus. Era uma língua dinâmica. Para cair na sua língua, bastava aproximar-se dele.

Certa vez o seu “furrecão” quando subia a rua toldado de tijolos, disparou-se de fasto e isso foi um “Deus nos acuda”. Desde então, não se via mais o oleiro subir a rua fazendo aquele barulho de avião e acenando à mão, como se fosse político em carreata. Afinal ele só faltava dizer que aquele caminhão era o melhor do mundo.

Depois disso o gordinho resolveu mudar de ramo. Com a morte do Estevão da Rola, dono do antigo armazém do Divino, situado à Rua Expedicionário Jorge, Sebastião Redondo comprou o Armazém e ali permaneceu por muitos anos transferindo-o posteriormente para o Divino.

Com o advento do telefone em Candeias, o nosso conterrâneo redondinho, comprou um telefone e isso foi o maior chique. Até Jesus Cristo recebeu um aviso de que aquele armazém tinha telefone. --- 

Não demorou muito começaram os trotes, coisa muito usada naqueles tempos quando se inaugurava uma central telefonica, ou quando alguém adquiria uma linha. --- Ligaram da Alfaiataria do Leonardo, para o Sebastião Redondo:

----Alô!
----Opa! quem tá falano daí? Aqui é o Bastião!
----É o Sebastião?
----É ele memo...
----Olha Sebastião eu queria falar com o Pires...
----Pire, aqui num tem nenhum pire não...
----Não tem pires! Então onde eu vou colocar a minha xícara?
----Uai, coloca no “Ku” da sua mãe uai...

NB) Eu não vou dizer quem deu o telefonema em respeito à mãe dele.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CEL. JOÃO AFONSO LAMOUNIER DO NASCIMENTO.


                                                         Coronel João Afonso Lamounier.

O homem faz a história quando está preocupado em deixar o seu legado nessa história. Mas nem todos que participam da construção de uma história permanecem nela com dignidade. Para que o homem construtor de história possa permanecer nela, é preciso ser ambicioso, inteligente e honesto, trazendo no seu seio os mais lícitos ideais. A História não mente. Aquele que não se comporta com honradez, com certeza, estará exposto na lata de lixo da sua própria história.

Hoje, vamos homenagear um Candeense que ocupa um relevante capítulo na história de Candeias. Um nome que orgulha os anais da nossa história.  Um homem que amava Candeias e que transmitiu aos seus descendentes todo esse amor.

Seu nome: Coronel João Afonso Lamounier.

João Afonso Lamounier foi Coronel da Guarda Nacional, Inspetor Escolar, Juiz de Paz e Líder político do distrito de Candeias, tendo sido Presidente da Câmara Municipal de Campo Belo quando Candeias ainda não havia sido emancipada. Um nome que está cravado na história de Candeias com cravos de ouro.

O Coronel João Afonso Lamounier, nasceu no ano de 1850 e faleceu no ano de 1932 aos 82 anos. Foi sepultado no cemitério de São Francisco, em Candeias, no primeiro túmulo a direita junto ao portão de entrada daquele campo santo.

Patriarca de família numerosa teve dezoito filhos, entre os mais conhecidos podemos citar: Sua filha Dona Julieta Lamounier Macêdo, mãe do ilustre candeense, Leônidas Macêdo (Honrado sargento da Força Expedicionária de 1945) e Antônio Macêdo, (empresário e fazendeiro candeense).

O Sr. Olínto Lamounier, casado com a professora Elisa Paiva e pai do Coronel Renato de Paiva Lamounier, (Coronel aviador da Força Aérea brasileira, residente no Rio de Janeiro). Olinto Lamounier foi que trouxe para Candeias a primeira Agência bancária do Banco Mineiro da Produção S.A.

Sr. João Sidney de Souza, pai do expedicionário João Sidney de Souza Filho e pai também da minha querida Tia Nice esposa do meu tio Wantuil de Castro, irmão de meu pai.

Sr. Nestor Lamounier, (pai do Sr. João Batista Nestor empresário candeense).

João Sidney de Souza e Nestor Lamounier foram prefeitos de Candeias.

O “Sansão”, chafariz público existente na Praça da Matriz, foi importado da Escócia, pelo Coronel João Afonso.

Eu nasci no número 304 da Rua coronel João Afonso. E esse nome foi sempre para mim muito familiar.

Onde quer que esteja Coronel João Afonso Lamounier do Nascimento, receba o abraço dos candeenses de bem que jamais permitirão que o seu nome seja usurpado ou confundido, nos capítulos da História de Candeias.

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.










quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A ABSTRAÇÃO DA FELICIDADE.


Eu tive passagens na minha vida em momentos que cheguei a me imaginar no fundo de um buraco tão profundo que o meu céu teria ficado do tamanho da lua... Cheguei a imaginar-me dentro de uma lata de lixo do tamanho do mundo, quando fui vitima de um acidente de carro gravíssimo e mais quando perdi uma filha que desistiu da vida desfazendo-se dela da forma mais dramática possível.

Mas não me considerei perdido. A fé em Deus e a esperança sempre estiveram ao meu alcance. Sempre tive a minha consciência tranquila  e sempre quando sou julgado pelo tribunal da minha consciência, tenho a certeza da minha absolvição.

Os maiores inimigos do homem é o egoísmo, a falsidade, a mentira, a ambição pelo alheio, a falta de amor ao próximo. Tudo isso faz com que o homem venha a ser destruído por si mesmo.

Aprendi que mesmo nos momentos difíceis da vida devemos buscar a felicidade. Combater as tristezas da vida é buscar a real felicidade. É colocar a felicidade perto de nós. O poeta Vicente de Carvalho, disse no seu cantar poético, que essa felicidade que todos nós sonhamos, ela existe sim, mas nós não a alcançamos porque ela esta sempre apenas onde a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos.

A verdadeira felicidade não envolve dinheiro e nem bens materiais. A verdadeira felicidade é a tranquilidade de nossas consciências isentas de culpas. A verdadeira felicidade não escolhe o lugar para entrar. Às vezes ela prefere morar num rancho ao invés de estar numa mansão. ------ Não existem castigos de Deus. ---- O que existe é o tribunal da nossa consciência que nos cobra pelos nossos erros e pelas desobediências sobre os ensinamentos de Deus.

Nós brasileiros estamos presenciando a infelicidade nos olhos de um homem que teve tudo para encerrar os seus dias como um benfeitor; um estadista; rico de aplausos e respeito. Um governante  que chegou a conseguir a aceitação de 85% dos brasileiros. No entanto, hoje se encontra à beira de um abismo da imoralidade furtado pelas suas mentiras e falsidades; pela sua ganância diante do poder que o povo lhe conferiu. Ele esteve envolvido numa felicidade falsa que acabou transformada numa infelicidade sem limites e sem recursos.

------ O Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, ---- teve tudo para ser feliz e hoje está perdido, vitima de si mesmo; teve muita felicidade, porém, uma felicidade enganosa conseguida através da mentira e do crime. Julgado e condenado  pelas leis dos homens; mas a verdadeira lei que o condena de verdade é a lei de Deus, escrita na sua consciência  ---- É a pior condenação e está bem dentro dele; é aquela que não o prende atrás das grades, é a condenação do tribunal da sua consciência, quando ele dirá para si: Sim eu roubei do povo brasileiro, eu menti para o povo brasileiro; o Moro não é mentiroso; o Ministério Público não é mentiroso e nem a Polícia Federal. Sou eu o verdadeiro Mentiroso! Isso porque no Tribunal da Consciência, a toga é o travesseiro e a sentença é de morte cravada nas suas lembranças.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

CANDEIAS, MINHA QUERIDA CANDEIAS!



                                                             Ex-Prefeito João Batista de Sousa.

------Nas cidades onde há missa todos os dias, é comum os aniversariantes procurarem a igreja nos dias de seus aniversários. Eu nasci no dia de São Marcelo, 16 de janeiro. --- Mas nunca cumpri esse ritual. --- Mas aqui na Catedral de Juiz de Fora, como tem missa todos os dias, o celebrante faz lá uma homenagem aos aniversariantes o que leva a congregar muitas pessoas, no seu dia, durante as missas.

 -----Era 17 de janeiro, um dia depois do meu aniversário, quando eu saia para ir à feira e me encontrei com um vizinho que saia para ir à missa, pois era dia do seu aniversário. ---- Surgiu ENTÃO, entre nós, o comentário sobre os nossos santos do dia de aniversário, e de nossa contemporaneidade; ambos da década de 40 e uma diferença de dois anos um do outro. Foi quando, ENTÃO, o meu vizinho, disse-me que era do dia de Santo ANTÃO.

 -----Quando ele disse o nome do santo do seu dia, repisou nas tinas do meu cérebro um assunto guardado por mim há muitos anos. Assim, imediatamente eu vi fermentar os neurônios do meu crânio revitalizando uma dorna adormecida cujo mosto era a palavra “ANTÃO”, numa rápida conversa que eu ouvi do meu tio Francisco Delminda, com o ex-prefeito, João Batista de Sousa, popularmente, conhecido como João Bernardo. Ele foi o quarto prefeito de Candeias.

----Eu como sempre um menino acanhado e embaraçado, porém, muito curioso.  ----- Portanto, não sendo um menino especula, ficava tentando entender o que os adultos falavam, em silêncio no meu canto.

----Lembro-me de que eu fazia uma confusão danada com as palavras prefeito e perfeito. E quando ouvia o meu pai comentar com alguém sobre política eu me sentia muito confuso tentando entender algo sem pergunta e sem resposta.

----João Bernardo foi um prefeito que dormiu no dia que tomou posse na prefeitura e acordou no dia que a entregou, mas não roubou; não explorou o município; não era oligárquico, não fazia conchaves com deputados e nem feria a democracia. --- A grande e única obra de seu governo foi à caixa d’água que fica no Alto do Cruzeiro, próximo do Campo do Atlético. Naquele tempo, chamada de “Caixa Nova”.

----O ENTÃO ex-prefeito de Candeias residia numa casa próxima a Igreja do Senhor Bom Jesus, no local onde hoje está construído o prédio no qual está estabelecido o Banco Sicoob.

----Certo dia, eu em companhia do meu tio Francisco, quando passávamos frente à casa do Sr. João Bernardo, ele ali sempre no alpendre, o meu tio se deteve para cumprimenta-lo e entre eles surgiu um pequeno diálogo, enquanto eu ali atento:

 --- Olá Sr. João como vai?

---- ANTÃO Chico, vô remano...

---- E as politicas?

---- ANTÃO, tá ai né?! Chico,

---- Eu estou ouvindo falar que o senhor vai se candidatar?

----ANTÃO, eu acho que não. Eu tive muito prejuízo quando fui prefeito. Minha fazenda ficou no léo enquanto eu cuidava da prefeitura.

-----O senhor teve muito prejuízo? Prefeito não ganha muito?

---ANTÃO, ganha muito pouco. Num compensa não. 

----- É política é um trem danado né Sr. João?

----- ANTÃO, Ocê fais das tripa o coração pá agradá e num agrada. Tem gente ai falano que eu sô um prefeito de uma caxa d”água.

------A Caixa d’água nova...

-----ANTÃO, aquilo lá foi um sirvição, e os cobre era muito poco, num dava pá fazê maior e nem mió.

----É, mas o boato é que o senhor vai se candidatar.

-----ANTÃO, os cumpanhero tá me quereno mais eu num tô quereno não. O tempo que eu fui prefeito foi um atraso de vida pra mim.

----Pois eu pensava que o prefeito da cidade ganhava muito!

-----ANTÃO, é como eu falei ganha muito, mas é um muito poco. ----- Eu tomei uma esfregada danada. Eu dexei a minha fazenda enquanto cuidada da prefeitura.

----O senhor fez o que pode não é?

----ANTÃO, eu num fiz muito purque os cobre era poco. Mas a caixa d’água nova lá do arto do cruzeiro Foi um sirvição danado.

E assim encerrou o papo rápido entre o meu tio Chico e o Sr. João Bernardo. ---- E eu gravei a palavra ANTÃO.

----Quando cheguei à minha casa perguntei ao meu pai o que seria ANTÃO, e meu pai “ENTÃO” me disse que ANTÃO seria o nome de um santo. Afinal ele não sabia que ANTÃO poderia ser o sinônimo de ENTÃO.

----Nome de um Santo?! Ouvi assustado e comentei: Eu acho que o Sr. João Bernardo tem muita fé nesse santo, porque tudo que ele fala, tem ANTÃO na frente.  --- Foi quando o meu pai me explicou que ele no caso queria falar ENTÃO, e ENTÃO falava errado, ANTÃO. E eu que ainda não estava familiarizado com a palavra “ENTÃO”, perguntei, e o que ENTÃO? E meu pai me respondeu ENTÃO é o mesmo que “UAI”. E acabou que eu fiquei no mesmo lugar com a cabeça mais encucada.

 ---Ah! Como era bom ser menino... Era uma ignorância sadia.... Bem sadia!

 Armando Melo de Castro

 

 

 

 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MOTORISTAS DE CANDEIAS DO PASSADO.



Às vezes, eu dou uma olhada no retrovisor da estrada da minha vida e vejo o nome de certos amigos que o tempo não consegue desfazer desses guardados da minha memória.
---- Hoje, lembrei-me de alguns motoristas de caminhão nas décadas de 50/60 em Candeias, quando nunca os vi dirigindo outros veículos, são eles:
----Geraldo do Emídio, era o motorista da Casa Bonaccorsi e dirigia um Chevrolet 1946.
---- Henrique Pinheiro era o motorista do Sr. João Sidney de Souza, e a prioridade dos seus transportes eram dormentes que o Sr. João Sidney fornecia à rede ferroviária; o caminhão era, também, um Chevrolet, 1946. –
---- Zé Maria, era proprietário de um Chevrolet 1951 e João do Artur, tinha também, um Chevrolet 195l. Esses amigos não saiam de Candeias e só trabalhavam dentro do município.
---Havia, ainda, os filhos do Zico do Carrinho, com um Chevrolet 51, Renato e Zé do Zico. –
----Naquele tempo nos parquinhos de diversões que passavam por Candeias, a maior atração era o serviço de alto-falante, que trazia as músicas que então, faziam sucesso. As pessoas aprendiam a cantar as músicas era através dos alto-falantes públicos ou pelo rádio que não era muito comum.
---- Certa vez, Renato do Zico, pagou por um pedido de música num Parque chamado Parque Estrela do Sul, a importância de 20 cruzeiros, quando que um pedido normal seria dois cruzeiros. ------Renato pagou para que o locutor do parque rodasse a música por 10 vezes seguidas para os apreciadores decora-la. --- A música se chamava: OS MANDAMENTOS DO MOTORISTA COM A DUPLA: Sulino e Marrueiro.
Bons tempos!

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.

                                  Ouça a música


domingo, 7 de janeiro de 2018

NA MINHA TERRA O SABIÁ NÃO CANTA!


Eu tenho observado em algumas das cidades por onde eu passo, na Zona da Mata e no sul de Minas, quando se reconhece que os políticos são honestos, que não exploram o município com os seus altos salários e nem com as suas falcatruas. Um exemplo é a pequena cidade de Seritinga, no sul de Minas com menos de 2.000 habitantes e tem até iluminação pública solar. A cidade toda bem iluminada e os moradores nem tocam em crise e elogiam a competência e a honestidade do prefeito e dos vereadores amantes da terra onde nasceram.

Eu gostaria muito de ver a minha querida terra Candeias, bem cuidada como Aiuruoca, Maria da Fé, Carvalhos, Luz e muitas outras cujos prefeitos sabem administrar durante uma crise e o povo sabe escolher vereadores dinâmicos e competentes.

Eu gostaria claro, mas não alimento esperanças. O comportamento não só dos políticos de Candeias, mas, também, da maioria dos eleitores dispensa comentários.

Quem conhece a história de Candeias sabe muito bem que Candeias é um município que nasceu em berço de ouro, emancipada orgulhosamente por um Candeense que deu a vida por sua terra. Um médico formado no Rio de Janeiro naqueles tempos de muita dificuldade para se formar em medicina. Ele poderia ter ficado muito rico se não tivesse dedicado tanto a Candeias. No entanto morreu pobre. Hoje a maioria dos eleitores de Candeias e os políticos sem memória a fazem uma cidade pobre jogada às traças.

Ele, o Doutor Zoroastro Marques da Silva, um símbolo candente da história de Candeias, se vivo fosse, naturalmente estaria chorando lágrimas de sangue por ver a sua cidade por si fundada tão desprotegida e ser tão desmazeladamente cuidada por políticos sem filosofia e incompetentes.

Depois das ultimas eleições, vejo que não compensa nem falar mais das mazelas que envolvem Candeias, mesmo porque, cada povo tem o governo que merece. Assim é o rifão.

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.




terça-feira, 19 de dezembro de 2017

UM FEITICEIRO CANDEENSE.


 ESTE TEXTO FOI TRANSFERIDO PARA O LIVRO CANDEIAS MG CASOS E ACASOS.

sábado, 9 de dezembro de 2017

CANDEIAS! NO RETROVISOR DA MINHA VIDA.


Hoje, 08 de dezembro de 2017, eu dando uma olhada no retrovisor da estrada da minha vida, vejo que fazem 59 anos que a minha turma de escola, abaixo mencionada, se reunia para receber o certificado de conclusão do curso primário. Isso aconteceu no dia 08 de dezembro de 1958.

Naquele tempo uma formatura do Grupo escolar Padre Américo (Hoje Escola Estadual Padre Américo) era uma grande festa. E a nossa festa não foi diferente.

Realmente, diferente era a filosofia escolar. Embora as condições das escolas fossem fracas e deixassem a desejar, os alunos saiam mais bem preparados. A disciplina era rigorosa e a ação da professora não era somente o ensinamento escolar. A professora era considerada “segunda mãe” e o que uma professora falava, estava falado; fato extremamente importante para um aluno no verdor dos anos. Interessante, e eu sinto isso hoje, é que o relacionamento entre aluno e professora era muito diferente, era um relacionamento bem mais familiar do que se vê nos dias atuais.

As provas eram muito mais difíceis do que atualmente. Não havia recurso para quem fosse reprovado. Eram duas provas: oral e escrita. A prova oral era aplicada por uma professora diferente daquela que teria sido a doutrinadora. E a prova escrita era corrigida na cidade de Formiga. Tínhamos que ficar aguardando o resultado. Quem não fosse aprovado teria que repetir o ano. Lembro-me, e jamais me esquecerei de que no ano de 1956 a minha classe foi praticamente toda, reprovada, “bombardeada”, graças aos problemas de transferência de uma professora.

Nesse dia da nossa formatura, o cinema ficou superlotado, o nosso paraninfo foi um deputado vindo de Belo Horizonte, muitos discursos e monsenhor Castro esnobou o seu discurso dentro da sua maravilhosa eloquência e o seu vasto poder de oratória.
Depois disso, cada um tomou o seu rumo. Uns ficaram em Candeias, outros foram para fora a fim de continuar os estudos; e outros acompanharam os seus pais indo morar em outros lugares.

Felizmente, a nossa professora do ano de 1958 que assinou o nosso certificado, ainda é viva e está em Candeias. Trata-se da senhorita, Maria do Carmo Bonaccorsi. – Também recebeu a assinatura da então diretora, já falecida, a senhora Maria do Carmo Alvarenga e do Inspetor, Sr. Nestor Lamounier. ---- O inspetor era escolhido e nomeado pela política e poderia ser um leigo. O Sr. Nestor Lamounier era mecânico e teria sido nomeado Inspetor escolar, como muitos outros constantes na história da educação candeense, como Miguel Albanez e num tempo mais remoto, o Sr. Américo Paiva, um grande benemérito do ensino em Candeias.

Hoje, desse tempo só resta lembranças. Estamos idosos. Tornamo-nos avós e bisavós; outros já faleceram ou se encontram doentes.

Eu quero nesta oportunidade, abraçar a todos os meus companheiros dessa confraria, e àqueles que já foram levados por Deus, recebam também o nosso abraço, onde quer que estejam.

Alunos que receberam o certificado de conclusão do curso primário no dia 08 de dezembro de 1958 no Grupo Escolar Padre Américo, sendo professora, a Srta. Maria do Carmo Bonaccorsi, Diretora, Sra. Maria do Carmo Alvarenga, e Inspetor, Sr. Nestor Lamounier:

Antônia Aparecida Vilela, Antônio Italo Freire, Armando Melo de Castro, Clarice Alvarenga, Helio Melo da Silva, Jadír Melo, Jesus Alves Resende, João Faria, José Gonçalves, Márcio Miguel Teixeira, Marlene Aparecida Martins, Marli dos Reis Alves, Nelli Manda Ramos Melo, Neri Ferreira Barbosa, Odete Lopes da Trindade, Raimundo Ferreira de Oliveira, Renê Ferreira de Oliveira, Sebastiana dos Santos, Sebastião Alves Resende, Silvio José Rodrigues, Silvio Lopes da Silva, Teresinha Luiza Alves, Teresinha Mori, Zélia Alves Alvarenga e Zilene Vilela Alvarenga.

Eu gostaria muito de receber notícias de todos esses amigos e ou familiares.


Meus colegas de outros anos do curso estão nesta página do nosso Blog CLIQUE AQUI :
https://candeiasmg.blogspot.com.br/2011/01/meus-colegas-de-escola.html


Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

SETE ANOS PARA CRIAR VERGONHA!?


Eu não acho que todos os políticos sejam ladrões. É verdade que o número é muito reduzido, mas existem políticos honestos, poucos, mas existem.

Não seria bom considerar todos eles como ladrões e canalhas, isso porque nós não podemos viver sem a política, e agindo assim, com certeza, estaria beneficiando a parte podre da política.

Não podemos ocultar, também, que os eleitores são corruptos, e como são!... Aliás, está nos eleitores a parte maior da corrupção na política. O eleitor que vota visando interesse próprio é corrupto... O eleitor que vende o voto é corrupto... O eleitor que vota porque achou o candidato bonito, ou porque fala bonito, é corrupto. O que não confere a propaganda do candidato é corrupto. Todos que votam sem a filosofia do voto são corruptos. O eleitor que vota em branco ou anula o seu voto, a meu ver, tem sido os eleitores mais honestos no Brasil.

Devemos nos entender que a nossa política chegou a um ponto extremo, onde todo aquele que se elege para um cargo público é como se estivesse fazendo um curso para ladrão, corrupto, sem vergonha e safado. E aqueles reprovados, são na verdade, os honestos.

O legislativo brasileiro tem 55 dias de férias, contudo, apenas 8% dos participantes do congresso nacional participam de todas as reuniões durante o ano. Por ai dá para ver que a corrupção vem de todo jeito.

Enquanto o eleitor brasileiro não deixar de ser corrupto, o Brasil não terá conserto, porque político não cai do céu, não nasce em árvore e só vem do povo.

Ontem, o deputado Tiririca, após sete anos como um dos deputados mais votados do país, criou coragem de ocupar a tribuna da Câmara Federal, pela primeira vez, e dizer que seria a primeira e a última.

Em todos esses anos ele nunca fez isso, o que seria o seu dever como parlamentar. Mas numa discussão com um seu colega de corja, ele saiu ofendido verbalmente quando o seu agressor censurou-lhe por nunca ter ocupado a tribuna e mostrado a sua voz.
Naturalmente, como uma reação obrigatória no sentido de livrar a sua moral, a posteriori, resolveu subir à tribuna e fazer um apelo que já deveria ter sido feito há muito tempo. Disse que é honesto, como se isso fosse um mérito e que os demais não trabalham. Fez-se de coitado e naturalmente falou aquilo que o povo humilde gostaria de ouvir.

Enfim, fez lá um sentimentalismo extremamente barato para quem foi o deputado mais votado de São Paulo, tendo pelo número de votos puxado mais quatro ou cinco deputados fracassados e eleitos com os seus votos de protestos favorecidos com as aberrações das leis eleitorais brasileiras.

Sete anos no congresso nacional e naturalmente um estranho no ninho. --- Por que então Tiririca não se renunciou logo que assumiu o cargo? Por que não dá o nome aos bois? Por que não abre o bico com vontade? Por que não denuncia nada? Por que não falou de seus projetos? Por que não deixou bem esclarecidas todas as mordomias. Por que não muda a sua postura com relação ao seu ultimo ano de mandato? Mas não!!! Preferiu ficar choramingando como um pobre coitado ali na frente de alguns parlamentares, naturalmente todos do baixo clero como ele.

O seu discurso da tribuna foi para um plenário vazio, dando uma de bonzinho, de envergonhado, de triste e isso não irá ajudar em nada.

Ele não disse coisa com coisa. Limitou-se a dizer de tristeza, de vergonha, sem fazer referência ao âmago do seu mandato. Afinal, quais foram os seus projetos? Interessante é que em oito anos de mandato, graças a mais de dois milhões de votos dos paulistas, Tiririca vem agora, querer sair numa boa da politica não se candidatando de novo? Ele já sabia que era assim, pois, o seu bordão de campanha é de que pior com ele não ficaria, mas ficou, porque ele não fez nada.

Mesmo em atraso deveria subir, agora, à tribuna e denunciar alguma coisa e não apenas comentar. Ele ainda tem um ano de mandato e poderia fazer muito nesse ano.  Mas não! Disse é que não vai falar mal de ninguém, e não disse sequer o nome daquele que o agrediu verbalmente.

É o povo irresponsável votando num palhaço de fato que se imaginou talentoso para um palhaço do sentido figurado. Ninguém está rindo da sua atuação Tiririca. Você trocou de picadeiro e de máscara. É melhor você voltar para o seu circo, afinal esse ai não lhe pertence. E quando você diz que aprendeu muita coisa, tenho pena de você, pois tudo indica que estupraram você nesse picadeiro.

Ai você não precisa de máscara. Lembre-se, falar nessa tribuna, de trabalho, vergonha, honestidade, caráter, isso é piada... E piada das boas.

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos.