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quarta-feira, 4 de junho de 2008

UMA VIAGEM INESQUECÍVEL...


Andei procurando na internet histórias sobre os tempos das marias-fumaça, pois trago dentro de mim boas recordações dessa época. E nas minhas observações sobre as estações ferroviárias da região de Candeias, observei que a de Candeias, teria sido acrescida de um realce bem pessoal, por parte do Sr. Edson Teixeira, candeense de boa gema e residente na cidade de Caraguatatuba-SP.

 O Sr. Edson Teixeira, é candeense, filho do Edinho do Dorfinho da Doca (Família Chagas) e da Sra. Rosa, do Vico Teixeira e Sra. Laura Barreto. Há cerca de três anos, mais ou menos, esteve estabelecido com um restaurante, em Candeias, na Avenida 17 de dezembro, em frente a sua tia Luzia. Leva o nome do seu pai, Edson Teixeira Chagas, já falecido e muito lembrado pelos candeenses mais antigos. A iniciativa do nosso conterrâneo, de registrar a sua mensagem no mencionado site da Internet, falando das suas saudades do tempo de criança em Candeias, é, realmente, de um gesto meritório e digno de aclamação dos candeenses saudosistas.

Experimento junto do Sr. Edson, essas lembranças que vivem bem guardadas nos cofres da minha memória. E diante dessa saudade, relembro, também, a velha estação ferroviária de Candeias, há muitos anos, quando eu ainda era criança... 

Junto à estação localizava-se a máquina de limpar café e um grande armazém de depósito. Muitos trabalhadores circulavam por lá trabalhando o café। Uma sirena de som estridente levava a todos os cantos da cidade a marca dos horários de trabalho. Um motor a óleo bastante barulhento quebrava o silêncio do largo da estação. Havia, sempre, vagões estacionados no pátio da estação carregando ou descarregando. Agentes, conferentes, guarda-chaves, pra lá e pra cá, trajados com o fardamento da ferrovia, davam vida naquele ambiente hoje morto. De frente, estava a máquina de limpar arroz, bastante movimentada, beneficiando o arroz produzido no município. Manipulando esta máquina estava o amigo João do Sô Nico, músico sempre ativo, da Banda de Música.

Há um tempo passado visitando a estação ferroviária, desativada, de Candeias. Hoje um local deserto, sem ninguem por ali naquele momento, senti uma saudade danada do dia em que fiz a minha primeira viagem de trem e estive tão feliz naquela plataforma cheia de gente e agora completamente vazia. E ao me retirar daquele local avistei a única fonte remanescente do ruído de outrora. Afrontando o tempo, apenas um pouco arredada do seu antigo lugar, estava à máquina de beneficiar arroz. Um pouco mais preguiçosa, mas ainda tendo ao seu derredor a figura do amigo, João do Sô Nico*, que, talvez, como eu, guardando dentro de si os quadros veneráveis daquela estação e os apitos da Maria-fumaça, subindo e descendo... Buscando e levando a vida da cidade. 

Para ler mais sobre este assunto clique aqui: http://www.estacoesferroviarias.com.br/rmv_tronco/candeias.htm

Armando Melo de Castro
Candeias MG casos e acasos.

Um comentário:

Edson Chagas disse...

Acredita, Armando, que tantos anos após aquele nosso primeiro contato hoje que estou esndo esse texto?! Muito obrigado pela citação de meu nome e de meus pais e avós.
Belo texto. Me fez lembrar do Tiãozinho da Tancinha, pais da Tia Lenira e sogros do Tio ZéAntônio, que se não me engano trabalhava na Rede e era Guarda-trilhos... É mesmo esse o termo?