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domingo, 19 de agosto de 2012

UMA PARADA GAY.

Foto para ilustração do texto.
Eu tive, no princípio da década de 70, um professor cujo sobrenome era "Gay". Nós, seus alunos, naturalmente, o chamava de Professor Gay até que surgiu esse apelido de gay para os homossexuais. Logo, esse professor, pai de família e que não tinha nada com o comportamento homossexual teve que correr e trocar de nome. Isso foi como se lhe tivesse caído uma tromba d’água na cabeça.

Até então, o homossexualismo era denominado por palavras polissêmicas vulgares e pejorativas como viado, bicha, bichona, fresco, fruta, etc. Os mais respeitosos diziam tratar-se de uma pederastia ou feminilidade. Talvez, a vulgaridade dessa polissemia não permitisse que os seus adeptos usassem os vocábulos depreciativos para se enquadrarem como tal. Até que surgiu esse nome gay, oriundo de uma etimologia estrangeira, cuja evolução histórica do vocábulo veio significar homossexual a partir do uso do mesmo pelo ator Cary Grant que era homossexual. Aliás, foi um artista dos mais respeitados e reconhecidos, principalmente, por Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. E bom lembrar, ainda, que existem, em todo o mundo, homossexuais que conquistaram, brilhantemente, o seu espaço sem ter que extrapolar o limite do bom senso.

Hoje em dia, existem pessoas que fazem questão de dizer: eu sou gay, todavia, não pela busca do seu justo espaço, mas, para se colocar, com ousadia, de pronto para uma afronta em forma de retaliação social ameaçando, inclusive, o amparo da Justiça como se essa existisse, exclusivamente, para resolver os seus casos.

Na adesão desse vocábulo gringo para a definição popular do que seja homossexual, criou-se um clima como que se gay fosse o sinônimo de alegria necessária aos homossexuais brasileiros que teriam que buscar um remédio para as suas tristezas e seus problemas sociais que se iniciavam pelo seio de suas famílias.

Surge a Parada do Orgulho Gay, a princípio um ativismo social transformado, infelizmente, em uma tremenda bagunça amparada pelo populismo do governo petista que se vê sempre no direito de administrar a vida de todo mundo interferindo, através de um apoio social, que só vem, no meu entender, prejudicando a comunidade homossexual. Chegam até a confundir o direito do negro com o direito do gay sendo que são questões amplamente heterogêneas. Negro é raça e gay é comportamento. Obviamente, ser gay não é o mesmo que ser negro. Vejo que querer comparar essa questão com a questão do racismo é muita pretensão.

 A "bichonice" à qual me refiro é a irresponsabilidade com a sua própria opção. Aliás, essa forma de dizer que ser gay é uma opção leva-me a uma reflexão. Ser gay seria para mim uma condição involuntária e não uma escolha sexual. Subentendo que como opção ser gay é satisfazer uma vontade desajustada onde deveria ser levada em conta dentro da intimidade de cada um e não em praça pública onde se comporta dentro dos limites da sociedade. Afinal, a sociedade tem conceitos que devem ser respeitados.

 O homossexualismo existe desde que o mundo é mundo. Entretanto, nunca se viu alguém cumpridor dos seus deveres, respeitador da sociedade, fazer o que se faz nessa famigerada Parada do Orgulho Gay.

Foto para ilustração do texto.

Certa vez, eu assisti estarrecido (e de queixo caído), na capital de São Paulo, a uma aglomeração na Avenida Paulista impedindo o trânsito e obrigando-me a descer do ônibus e seguir a pé ao meu destino. Tive que passar em meio aquele ambiente de Sodoma e Gomorra. Mulheres se atracando em meio da avenida. Homens enfiando a mão na braguilha das calças de seus pares. Mulheres brigando por ter a sua companheira subtraída. Drogas, palavrões e tudo mais que possa retratar um ambiente nefasto.


Eu continuo dizendo que não tenho nada contra o homossexualismo. A busca da conquista do seu espaço merece respeito. Penso que ser homossexual é ser digno como qualquer outro filho de Deus. A nossa sociedade habita pessoas com essa opção sexual que ocupam os mais altos cargos tanta na arte, como na ciência, na política, na justiça, no esporte e em todos os demais segmentos. Porém, essas pessoas não estão presentes como anarquistas, libertinos, viciados e depravados.


Aqui não se generaliza o comportamento gay como se fossem todos iguais. Merece respeito aquele que respeita. Não é porque se é heterossexual que poderá sair aprontando pelas ruas. Contudo, aquele que acha que a sociedade inteira tem que aderir a sua maneira de ser, defendendo esse comportamento extravagante, com toda a certeza, não estará em busca do respeito a sua opção sexual, mas sim, de um evento festivo, pelo qual se ocupa um espaço ativista visando escaramuçar de dentro de si os caracteres deturpados que possam, talvez, terem sido herdados do seio de sua família que condena esse comportamento, em primeira mão.


Infelizmente, no passado, não havia espaço na sociedade para a discussão desse assunto. Isso por se tratar de um tema, realmente, preconceituoso. Todavia, essa Parada Gay, que deveria ser chamada de militância gay, vai perdendo, dia após dia, o verdadeiro objetivo de um ativismo saudável, pois, vem se transformando em um comportamento que só poderá desajustar o objetivo humano. Isso só fará prejudicar e deixar à margem dos ideais essa iniciativa vitoriosa que seria objetivar a integração por igual do ser humano em discussão.


No último dia 13 de junho, eu editei, neste blog, um texto fazendo referência àParada do Orgulho Gay, acontecida na capital de São Paulo. Reitero que não tenho nada contra a comunidade homossexual, porém, sustento tudo o que eu disse sobre esse evento e sobre o comportamento excêntrico daquele que apóia esse evento mesmo sem vê-lo de perto ou sem estar interagido dentro da proposta real.


Não ter nada contra um homossexual não faz ter que acreditar nesses falsos ativistas, bagunceiros, imorais, pessoas que aproveitam de uma oportunidade para lambrecar a sociedade com os seus traumas, com as suas hipocrisias e com as suas degenerações morais. Eu entendo, certamente, uma campanha em favor dos direitos desse segmento da sociedade humana. Mas não consigo e, jamais conseguirei, é compreender a forma abrutada com que muitos invadem os bons princípios da civilidade.


O comportamento humano pode ser bom ou ruim de acordo
com o seu meio. Mesmo porque, o homem é, realmente, um produto do meio. Nas leis do universo, não se encontram prognósticos. O bem e o mal habitam dentro de nós. São as duas partes que formam a substância humana. Portanto, o bom e o ruim andam juntos, assim como os frutos da mesma árvore. O vento leva e traz o galho que pode alterar a qualidade da fruta.


A meu ver, a civilização sugere que a cultura seja abrigada em um cofre moral como protetor do caráter, enquanto vivemos sob o mesmo teto de Deus, sendo soprados pelos mesmos ventos, respirando o mesmo ar, tomando o mesmo sol, tendo as mesmas tendências de vulgarizar os nossos sentimentos, atropelar os nossos costumes, causando respingos de hipocrisia sobre a face da educação moral e cívica, base fundamental da sociedade humana.


A nudez passou a ser vergonha após a invenção das vestes porque andar nu deixou de ser conveniente. E se um comportamento deixa de ser conveniente, transforma-se em uma vergonha. Infelizmente, parte da comunidade homossexual demonstra a ausência das qualidades de discrição que formam a essência da polidez, no sentido das conveniências íntimas. Esquecem que um comportamento ativista visa o interesse geral.

A busca irracional pela igualdade de direitos faz com que muitos, ao defender as minorias, se tornem tendenciosos e parciais em seus comportamentos, em suas atitudes, em seus pensamentos e em seus ideais inflamando, em contraponto, a desigualdade. A Parada do Orgulho Gay trata-se, a rigor, de um movimento preconceituoso. Qual a real necessidade desse movimento que só faz evidenciar as diferenças? A sua existência dá o direito de que exista, para os que não sejam gays, a Parada do Orgulho Hetero. Por que não? Somente por serem a maioria? De uma hora para outra, ser maioria, em qualquer situação, virou sinônimo de preconceito, de presunção, de ser um verdadeiro carrasco. Não é bem assim. Precisamos e devemos discutir essas questões com mais serenidade, imparcialidade e menos preconceito de lado a lado, minorias e maiorias. O respeito e o direito há de ser conquistado e jamais imposto.


É de se lamentar, todavia, a ignorância no âmago de certos ativistas candeenses que demonstram, claramente, a ignorância dentro da sua própria questão ocultando os seus nomes, manifestando-se anonimamente, querendo trucidar o autor de uma manifestação legítima e legal, ou melhor, constitucional, e que não seja sobre os homossexuais na sua essência, mas sim, sobre o comportamento da Parada do Orgulho Gay acontecida, em São Paulo, tendo como alucinados os seus fanáticos apoiadores.


"A enfermidade do ignorante é ignorar a sua própria ignorância." (Alcott)

Armando Melo de Castro

Candeias MG Casos e Acasos

Texto relacionado: Gay ou Bichona?
http://candeiasmg.blogspot.com.br/2012/06/gay-ou-bichona.html














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