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quarta-feira, 5 de maio de 2010

HOMENAGEM ÀS MÃES



                                                                         Armando e sua mãe, Dona Luca       
No ano de 1905, uma professora americana - Anne Jarvis - com a morte de sua mãe, entrou em profunda depressão. Preocupadas com o seu estado de saúde, algumas amigas resolveram fazer uma festa, a fim de perpetuar a memória da mãe de Anne.

Mas, Anne queria que a data fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Escreveu, então, longas cartas para políticos, comerciantes, empresários e religiosos, sugerindo a criação de um dia consagrado às mães. Assim, em 1914 , nos Estados Unidos da América, depois de muito sacrifício de Anne, foi oficializado o Dia das Mães, como o segundo domingo de maio.

Durante esse movimento, Anne criou, também, um símbolo para homenagear as mães: O cravo: vermelho, para presentear a mãe viva. E o branco para a mãe morta.

Certo dia, Anne invadiu uma Associação das mães de veteranos de guerra, a fim de vender cravos com fins lucrativos. Foi presa, por perturbar a ordem e ao sair da prisão, disse que estava arrependida de ter criado o Dia das Mães. Entrou com um processo para cancelá-lo, mas sem sucesso. (Pesquisa, portal da família)  

Podemos observar que a convenção que criou o Dia das Mães, apesar de merecer o maior respeito, teve em primeira mão, um aspecto comercial. E isso, com certeza, há de durar para sempre.

Nesta data, o comércio se agita com o intuito de vender presentes e as casas de flores se preocupam em vender os cravos vermelhos, mesmo porque, não se fala mais nos cravos brancos, tendo em vista, que uma mãe morta não recebe presentes. Entendo, portanto, que o comércio faz apenas a sua parte.

Houvesse uma mãe, criado o Dia dos Filhos, jamais isso teria acontecido, como aconteceu com Anne Jarvis. Isso porque, uma mãe não tira proveito sobre os filhos. Uma mãe, por mais pobre que seja, tem muito para dar aos filhos e já começa transformando o seu sangue em leite... O seu descanso em cansaço... A sua tristeza em alegria... A sua miséria em riqueza... E a ingratidão dos filhos em perdão.

A felicidade de uma mãe depende do estado de alma que se encontra o filho. E quantas mães choram e sofrem nesse seu dia criado por uma generosa convenção americana!

O dia das mães seria muito mais formoso no seu simbolismo se os filhos completassem a sua feição como que, o dia da bondade - o dia do amor - o dia da alegria - o dia das lágrimas santas - O dia da virtude. Fosse assim, talvez (quem sabe?) levasse aos filhos a uma meditação melhor. É muito bom poder presentear a sua mãe no seu dia. Mas será esse o presente que uma mãe realmente deseja?

O presente de loja não diz aquilo que uma mãe quer ouvir ou ver. Esse tipo de presente serve apenas para ressaltar um dia do ano.

 O mês de maio, consagrado a Nossa Senhora - nossa mãe celestial - e quando que homenageamos as nossas mães vivas ou mortas, no seu segundo domingo - nos permitirá numa homenagem dupla, elevar os nossos pensamentos ao nosso Pai Celestial e à nossa Mãe Maria Santíssima, para que derramem, sobre todas as mães da terra, as suas bênçãos, em nome de todos os filhos.

Aflorado o meu sentimento de filho, coloco aqui a minha simples homenagem à minha querida mãe, a Dona Luca.

 A memória é um álbum de fotografias, em cujas paginas guardamos um espaço para os nossos entes queridos. Nesse segundo domingo de maio, de 2016, quero rever as fotografias de minha mãe que povoam o meu coração. A sua origem pobre e humilde... Fruto de uma árvore genealógica pouco adubada, mas que foi entregue pelas mãos de Deus aos seus pais adotivos, donde a única riqueza era o amor que Deus lhe colocou no coração... Amor dividido entre os seus filhos e o pai de seus filhos... E que dia após dia vai sendo entremeado entre netos, bisnetos, e tetranetos; e com certeza irá perdurar até ao fim dos seus dias...

Minha querida mãe!... Amélia, Luca, Luquinha, seja do jeito que preferir... Mãe de seis filhos dos quais sou primogênito... Receba o meu muito obrigado pelas suas lágrimas... Pelas suas noites mal dormidas... Pelas preocupações que lhe causei e ainda lhe causo... Obrigado minha mãe por estar sempre me perdoando... Sempre me entendendo... Obrigado por tratar-me, aos setenta anos de vida, como se fosse ainda um menino frágil...

Neste momento minha mãe, trago em meus olhos duas lágrimas bem claras porque conheço esse seu coração bondoso e cheio de amor e que me faz sentir tão pequeno perto de você.

 Receba minha mãe querida, os meus beijos de carinho, amor e gratidão - e também ao meu pai, porque, com toda a certeza, onde quer que ele esteja, estará, também, lhe homenageando, neste seu dia.
Um beijo do seu filho

E, nesta oportunidade, eu não poderia deixar de homenagear, também, a todas as mães do mundo, especialmente as mães candeenses, mães amigas e desconhecidas, vivas ou que já tenham partido... Daqui vai o meu cravo vermelho para você que ainda está entre nós e o meu cravo branco para você que já está junto de Deus.


Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Aca



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