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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

AS PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS


O candidato a deputado federal Tiririca (PR-SP) admitiu à produção do programa “Domingo Legal”, do SBT, que não sabe ler nem escrever. Segundo as pesquisas de opinião pública, Tiririca pode chegar a um milhão de votos e vir a ser o deputado mais votado da história política do Brasil. --- Isso merece uma reflexão. ----

A intenção é editar neste blog apenas textos que envolvam pessoas e fatos candeenses.
Mas, diante desse lero-lero de políticos inescrupulosos, nas ruas, em rádio e televisão, desorientados atrás de votos e ao presenciar esses cabos eleitoreiros correndo atrás de “não-sei-o-quê” ou que seja uma teta, também para mamar, resolvo abrir, aqui, uma fenda para desatar um nó na garganta que suponho estar sufocando muita gente boa deste país.
Sinto-me envolvido na facticidade de Heidegger, o filósofo alemão, e na religiosidade do francês Alan Kardec, o codificador do Espiritismo. O primeiro me teria dito que fui colocado aqui, neste mundo, contra a minha vontade e que eu não teria tido escolha O segundo, arremataria dizendo que eu vim parar aqui a fim de resgatar uma dívida. Divida esta que não faço idéia onde a terei contraído.
Para mim é um castigo de Deus ter que ouvir esses senhores na televisão prometendo coisas que nunca vão cumprir. Principalmente, os candidatos a deputado. Esses chegam a ser deslavados. São os piores, porque muitos deles sequer sabem algo sobre a vida parlamentar. Muitos são semi-analfabetos, porém, ricos de dinheiro para comprar votos. Eleitos vão para um baixo clero, verdadeiras vaquinhas de presépio. A maioria já chegou ao poderio financeiro de maneira escusa e quer poder político fazendo-se pertencer a esse meio nutrido pela desonestidade, pela corrupção e pelo desleixo com o compromisso prometido. No final do mandato, ociosamente cumprido, volta a babar as mesmas promessas que nunca se realizam.
É difícil ter que ouvir essa podriqueira verbal e confiar nela. Essa gente está tão desmoralizada que chega a dar asco ter que ouvi-la. Eles não estão preocupados com o bem estar do povo. Agora, arrumaram esta história da ficha limpa E existem uns tão descarados que têm a ousadia de dizer: “Eu sou ficha limpa”. Parece que a sujeira de ficha é uma constante lá, entre eles. Um candidato vai, por acaso, falar que tem ficha suja? Durma-se com um barulho desses! Ora, esse negócio de ficha limpa é outra baboseira. A ficha da Dilma Rousseff anda correndo solta na internet. Será aquilo uma mentira? Quer sujeira maior? Eu não a vi se defendendo dessa ficha suja cuja sujeira pode se comparar a algo que saiu de um monte de estrume. E quem cala, consente. Ela foi anistiada, alguém diria! E quem a anistiou!? São todos farinha do mesmo saco! Será preciso matar para atingir um ideal?
Os adeptos dessa aberração chamada “horário gratuito e obrigatório” – Obrigatório – A obrigatoriedade que envolve fatos políticos causa nojo, porque com a obrigatoriedade fica mais fácil fazer o manejo da ignorância das pessoas mais humildes.
Essa irreverência política chamada “promessa” deixa-me a entender que o âmago do político brasileiro não tem lugar para o caráter e o rosto não tem sangue para mostrar a vergonha. Eu, às vezes, fico imaginando como que o ser humano chega a se corromper tanto, prometendo coisas que nunca fará e nem terá poder para isso.
São pardais piolhentos que incomodam, não cantam e não oferecem nada. Somem durante quatro anos e voltam com as mesmas promessas. Parece até que guardam o material da propaganda passada para ser aproveitado. Muitos nem sabem o que seja a vida parlamentar, mas prometem. Prometem a esmo. E aqueles que, porventura, sejam bem intencionados (casos raríssimos) quando alcançam o poder são, moralmente, estuprados como estuprados são os novos prisioneiros numa cela de cadeia. Não dá para acreditar que alguém se candidata com o objetivo de ajudar o seu povo, o seu país. A verdade é que estão correndo atrás de uma teta da nação para sugá-la sem dó e sem piedade.
O que é difícil agüentar, neste mundo imundo da política, é o jogo que existe atrás do poder para ludibriar o legítimo dono do país: o povo. O dinheiro que eles recebem, como deputados, incluindo todas as mordomias, não compensa o custo de uma campanha. Não se faz uma campanha eleitoral com dois cobres, porque é corrupção contra corrupção. Boa parte do povo também é corrupta. Vota em troca de benefícios. Ao político competiria moralizar isso, mas moralizar pra quê se quanto mais bagunçado, quanto mais desonestidade, melhor para a manipulação criminosa!?
Aproveitam a fragilidade da nossa gente indefensa, condição esta que o próprio governo cria não se preocupando na preparação do cidadão e sim criando bolsas que só servem para alimentar o populismo e roubar a dignidade da nação.
Assim como um patrão cego que não vê o seu empregado roubar-lhe se encontra o povo brasileiro. A classe política vem, a cada dia, se deteriorando mais e mais e o povo não toma nenhuma providência. Continua votando errado e acreditando nessa imundície da sociedade política que toma o poder através da corrupção ideológica. E aí, parece que o Estado vira propriedade dessas sanguessugas da nação.
Eu nunca votei no Lula. Jamais votaria no Lula. Não porque não gosto da barba dele e nem da sua voz fanhosa. Não importa se fez faculdade ou se é analfabeto. Conheço outros sobejados de diplomas e biografia e que fizeram até pior que o Lula. Eu não voto no Lula por causa do seu populismo inescrupuloso. O populismo do Lula usa o poder para agradar. Toma do Estado para repartir. Para repartir o que não é seu. Como quem reparte esmolas. Tudo isso como adulação às camadas mais pobres. Tudo em troca do voto. Aliás, a única coisa que interessa para o político, especialmente ao populista, é o voto. Um governante populista é, quase sempre, um especialista em demagogia. Normalmente, têm o dom da palavra fácil e a usa para fazer o jogo da demagogia. A demagogia é um câncer político que contamina todo o poder de uma nação e é próprio de um populismo que fomenta a corrupção entre os eleitores menos esclarecidos, os que pensam que o governo é um Deus que salva.
Eu não sou totalmente contra o populismo. Sou contrário ao populismo do Lula. Porque nem ele sabe de que lado está. Como Presidente da República é o maior representante da elite, a qual ele tanto atacou um dia, e que, às vezes, ainda ataca esquecido de que hoje é o líder maior dessa elite. Como representante da esquerda “já era”. Juntou-se aos inimigos do trabalhador “direitinho”. Por que não apóia Marina Silva? Entre Marina Silva e Dilma, ele deveria escolher Marina para ser coerente com o seu discurso do passado.
O povo tem poder para resolver esse desmando, mas, “a cacunda do bobo é o poleiro do esperto” já dizia Guimarães Rosa. Neste caso, o recurso é pedir ajuda a Jesus Cristo.

Armando Melo de Castro

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