Total de visualizações de página

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

CACHÇA JOÃO CASSIANO. "TREM BÃO"!



Eu não estou aqui propositadamente fazendo a apologia do álcool, mas acho uma hipocrisia; uma ignorância generalizada, aquele que por motivo religioso, seja de qual religião for, fica condenando o álcool como se esse fosse uma invenção do demônio. Condenando, e criticando àqueles que bebem como se fossem pecadores e tivessem extrapolando os princípios celestiais.

Ser abstêmio é uma questão de direito de cada um, agora querer fazer proselitismo sobre a bebida é uma coisa muito diferente, é assinar um atestado de ignorância e faltar com o respeito ao próximo. Afinal Deus nos deu o livre arbítrio; e conselho se fosse tão bom  seria vendido e caro.

À bem da verdade nem a Bíblia Sagrada condena o álcool; pelo contrário, ela estimula o seu uso. Como pode ser visto a recomendação de Paulo a Timóteo em 5,23:

Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades”.

E qual o cristão que não conhece o primeiro milagre de Jesus Cristo, quando numa festa de casamento o vinho acabou e Ele que estava presente como convidado para a festa, atendendo ao pedido de sua mãe, transformou água em vinho? E com a turma já meia “chumbada” Ele fez 600 litros de vinho da melhor qualidade. “João 2.1.11”  

Será que tem alguém ainda com a coragem de dizer que era vinho sem álcool? E como se explica a bebedeira naquela festa de casamento? Jesus, sua mãe e seus discípulos estavam lá. Quem contesta isso? Ai seria o registro do atestado de ignorância, porque não existe vinho sem álcool. Afinal, vinho é sinônimo de álcool e se sem álcool toma outro nome, ou seja, suco ou refrigerante.

Portanto, a pessoa que não gosta; não faz uso de bebida alcoólica, ou se esta lhe faz mal à sua saúde, lembre-se que nem tudo que é ruim para um é ruim para todos. E com certeza, no fundo do seu intento, gostaria de beber, mas não o faz porque é doente; não sabe beber; não confia em si; ou é levado pela conversa dos outros. É muito mais elegante dizer que não gosta de bebidas alcoólicas.

É de todo patente que a Bíblia condena o excesso, mas não só o de bebida alcoólica, e sim de tudo. Todo excesso é prejudicial, principalmente com relação àquilo que ingerimos. Quando eu ouço alguém dizer: “Graças a Deus eu não bebo nada”, vem à minha mente o rifão de Galileu Galilei: “O sábio dúvida, o sensato reflete, e o ignorante afirma”. Trata-se de um ignorante que não sabe refletir e se mete a fazer a apologia do desconhecido e ser juiz de uma causa que não lhe pertence.

Como todo excesso, o álcool é um malefício para a saúde como são os medicamentos que ingerimos em busca da cura de doenças; tanto quanto os alimentos envenenados à venda nas feiras livres; os refrigerantes, os conservantes que acompanham os alimentos industrializados e até água, tomada com exagero, é capaz de matar; e tudo mais que nos entra pela boca, desde que seja usado inadequadamente, poderá nos fazer mal.

O álcool consumido de forma moderada, pelo contrário, é um verdadeiro remédio.  Mas o que é moderado? A ciência releva até 25 gramas, o que quer dizer, duas latinhas de cerveja, dois copos de vinho, ou duas doses de bebidas. Fora disso, você pode ser considerado que bebe pouco ou muito. Portanto, é de se saber que o álcool apesar dos seus malefícios comuns, apresenta, também, o seu lado benéfico à saúde humana, e não é um demônio, como os prosélitos gostam de pregar.

Evidentemente o organismo de cada um responde de forma diferente, até mesmo a uma gota. Como certas doenças como a doença celíaca faz com o consumidor de glúten que não pode sequer ver produtos de farinha de trigo, cevada ou centeio. No entanto toma uma cerveja e toma uma baita de uma dor de barriga, já vai falar que a cerveja tal não presta que lhe fez mal. Mas o que lhe fez mal foi o glúten, presente em toda cerveja. Se come um produto de farinha de trigo, e sente que os intestinos vão sair pela boca, já pensa que é o macarrão ou a pizza que lhe fez mal.  

Hoje, quando entrei no açougue para comprar carne, o Sr. Waldomiro, mostrou-me um belo pedaço de carne de boi, mostrando os dois pelos. E eu logo lhe disse: Levá-lo-ei e vou degustá-lo com uma boa dose de João Cassiano!...

---- Mas o que é João Cassiano Sô Armando?
-----É uma pinga da boa, lá da minha terra...
-----Tô fora sô Armando... Tô fora... Não bebo desse veneno... Na minha casa somos crentes, e crente não mexe com isso, não bebe graças a Deus!

Pensei: Eu também sou crente em Deus, sou católico! Ou o Deus dos outros crentes é diferente? Santa Ignorância! Meu Deus!

Armando Melo de Castro
Candeias MG Casos e Acasos.

Nenhum comentário: